Mais Lisboa

14 07 2008

Para quem chega ao Viajante Aleatório em busca de dicas sobre Lisboa, o New York Times trouxe uma matéria super elogiativa aos encantos da efervescente capital portuguesa. Uma das coisas que eles chamam a atenção – e a qual eu não conheço – é da Fábrica Braço de Prata. Trata-se de um lugar que nos anos da ditadura portuguesa era responsável pela fabricação de armas e, hoje em dia, renasceu como um dos lugares mais cools da cidade no formato de centro cultural. O lugar recebe o que há de mais moderno da região nas áreas de dança, música erudita, contemporanea, grafitte, teatro, literatura e todas as expressões artísticas que você possa imaginar.

Parece que fica um pouco distante do centro mas pelo burburinho que tenho lido e ouvido e falar sobre o local é um must see. “Quando a metamorfose estava concluída, só restava uma dúvida: será que os lisboetas se disporiam a ir até a periferia da cidade para visitar um velho espaço industrial com uma história sinistra e uma política de programação eclética, que mistura música eletrônica, conferências filosóficas e free jazz? “, pergunta o jornalão americano.

E a resposta é sim, está todo mundo conferindo o lugar.

Outro aspecto cool da reportagem são as dezenas de novas galerias de arte que têm surgido na capital lisboeta. Organizados pela Associação Portuguesa de Galerias de Arte, o movimento Lisboarte reúne galeristas da cidade que programam exposições conjuntas e recebem grupos,percorrendo o circuito em ônibus. “As visitas acontecem cerca de seis vezes por ano, e são essenciais em uma cidade na qual o cenário artístico está se expandindo mas não existe um centro geográfico que concentre as galerias”, diz a matéria americana. As “excursões” do meio do ano rolam de 21 de junho a 31 de julho.





Paris – Dia 04

18 04 2008

Depois de uma noite otimamente dormida estava revigorado e pronto para fazer o que mais gosto em Paris: andar. Tomei meu café – que custa 11 Euros no hotel novo e vale cada centavo. Um zilhão de sucos, quejos, salada de furta, chocolate quente, croissants e baguetes quentinhos da Erick Kayser Boulangerie – a “padaria” mais sensacional de Paris, no fim do dia a fila por uma baguete dobra o quarteirão, de verdade, não é hipérbole. A quem interessar possa, há lojas espalhadas por toda a cidade, a do Quartier Latin, a tal onde o hotel compra os pães do café, fica no número 8 da Rue Monge. É imperdível.

Depois de comer a vida, hora de tomar o rumo da rua. Atravessei a ponte de L’Archivache, uma das que ligam o quartier latin à Ile de la Cité, cruzei por trás da Notre Dame, que fica ainda mais linda com o sol da manhã cruzei para a direita a Pont de St Louis e fique entrecortando as ruelas da Ilê de St Louis. Havia morado por três em Paris e nunca pisado naquela ilhota. Fiquei uma meia hora por ali, observando o vai e vem de turistas e franceses.

Em seguida, o Louvre. Mais especificamente o Museu de Artes Decorativas onde está em cartaz uma exposição sobre os objetos de Napoleão. Muito bacana, pequenininha a mostra, mas bem significativa. O mais incrível é perceber o quanto o Grande era minúsculo. A suas camas, cadeiras, tronos, roupas, tudo era tão pequeno que pareciam de brinquedo. A sala do trono, com um um trabalho sensacional de tapeceria é imperdível. No segundo e no terceiro andar do Museu, os apaixonados por moda não têm do que reclamar: mais de 200 peças peças de todas as épocas assinadas pelos principais designers de todos os tempos dipostas organizadas tematicamente. Começa com uma arara de peças em branco e termina em uma estonteante seleção de criações negras. Leia o resto deste post »





Feriado em Buenos Aires

17 04 2008

Por Anna Carolina Nogueira
Feriado chegando e o peso lá embaixo, não fica difícil imaginar que em poucos dias o português vira idioma oficial da capital argentina. Pensando nisso dediquei a minha coluna desta semana aos que não estão interessados no circuito parrilla-caminito-plaza de mayo e querem saber o que acontece na cidade até segunda-feira.
 
Super recomendo, para quem já não foi em São Paulo, a exposição de Tarsila do Amaral que estará até Junho no Malba. O museu já é incrível por si só, com um andar inteiro para Tarsila então… imperdível! A expô chama-se Tarsila Viajera.
 
O que pode ser interessante na sexta-feira é o Ciclo Nuevo!, onde se pode conhecer novos músicos argentinos por nada mais que dois pesos. A partir das 21 horas no Centro Cultural Gal San Martín. O Niceto Club é também uma boa opção para el viernes.

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Paris – Dia 03

16 04 2008

Jardins do Musée de la Mode

Dia de trocar de hotel começa com uma arrumação. 9 horas da manhã, já havia empacotado as coisas, tomado café e pronto para começar a maratona turística. Deixei a mala na recepção, fiz o meu check-out e segui para os jardins do Trocadéro – o melhor lugar para observar e fotografar a Torre Eiffel – para dar uma olhadinha no cartão postal mais famoso da cidade. Ela estava lá, do mesmo jeito e com a mesma beleza vista da última vez.

Em seguida, atravessei a Ponte de L’alma, que fica ao lado do túnel onde a princesa Diana morreu em um acidente de carro. Conferi as mensagens deixadas no muro do túnel – a prefeitura da cidade apaga periodicamente – e subi a Avenida Presidente Wilson em direção ao Musée de la Mode et du Costume. No caminho dei uma paradinha na feira livre que funciona por ali às quartas-feiras, no canteiro central, comprei umas nectarinas e me sentei no jardim do museu e improvisei um piquenique num dos bancos gelados do lugar. Depois de alimentado, era hora de subir as escadas do museu e alcançar a recepção. Com a montagem da próxima exposição individual em andamento, o museu estava fechado, já que ele nao tem acervo permanente. Hora de colocar o plano B em ação.

Ali em frente, fica uma das minhas galerias favoritas em Paris: o Museu de Arte Moderna, mais conhecido como Palais Tokyo. Recomendo, antes de entrar, uma descida até o terraço do café, sentar-se ao ar -frio – livre e observar uma das vistas mais lindas da cidade com a torre a menos de 500  metros de você, emolduradas por árvores e com o rio Sena ao seus pés. No topo do Palais Tokyo uma cápsula verde chama a atenção. Trata-se de uma criação dos artistas Sabina Lang e Daniel Baumann que propuseram uma nova modalidade de arte interativa. A quem interessar possa, até o dia 31 de dezembro deste ano, a cápsula funciona como uma suíte de hotel, exclusivíssima com a melhor vista da cidade que alguém pode ter. A obra chama Hotel Everland e está catalogado como um quatro estrelas. As diárias começam em 338 Euros e as reservas só para daqui a dois meses. É uma daquelas curiosidades da vida que a gente acha que só vai conhecer de ouvir falar.

Capsula-hotel no Palais Tokyo

Enfim, dentro do Palais duas exposições temporárias estão em cartaz. Uma do coletivo Gelitin, que espalhou imagens de coco pelas paredes, desconstruíram a exposição e trabalharam brilhantemente colagens em fotos e quadros. É tudo bem anárquico e maluco. A outra é a do artista alemão A.R.Penck. Esta mais contida e politicamente engajada.

Hora de voltar aos arredores do Luxemburgo para recuperar minha mala e almoçar. Antes, já nas redondezas, um pulo na loja Clef des Marques, no número 136 do Boulevard Raspail onde você pode encontrar – se fuçar muito – ótimas peças por preços melhores ainda. Arrematei um colete Paul Smith e uma camisa de manga longa Helmut Lang por 35 euros. As duas.

O almoço foi no restaurante italiano La Mamma, ali do lado, no número 46 da Rue Vavin. O ambiente é bem cantina no Bixiga paulistano, frequentada exclusivamente por parisenses da redondeza do bairro considerado pelo Le Nouvel Observateur o m² mais caro da cidade. O preço das massas, ao contrário, passa ao largo da bolha especulativa imobiliária. Tomei uma taça de vinho da casa, comi uma lazanha deliciosa e a conta que me chegou foi de 15 Euros. Tudo perfeito: atendimento e comida. Sem luxos ou frescuras. Recomendo. Leia o resto deste post »