BERLIN, O HYPE DA EUROPA

28 08 2008

Por Ricardo Cohen Froes

Se Amy Winehouse morasse em Berlin, certamente seria em PRENZLAUER BERG, o bairro mais punk e incrivel da cidade, cheio de cafés, boates, bares (para todos os gostos e tipos), lojinhas cool, brechós impressionantes (onde se encontra de jaquetas militares da epoca do Nazismo, maletas da Primeira Guerra, mobiliario 70`s, uniformes de presos alemães até aqueles modelos vintage da Adidas dos anos 80). O bairro guarda aquele charme “trash decadente” do comunismo, com muita pichação, prédios antigos e com um ar abandonado, grafite em varios muros e muitas galerias de arte.

Para chegar lá, suba a Rosenthaler Platz. Nas ruas você vê os yuppies locais com seus mac books nas mãos, skinheads com seus coturnos Doc Martens, camisetas branca e suspensórios (fuja!!!) até as pessoas com o maior senso de estilo do Planeta (bem face hunter) e outras que não saberia onde classificar.

A vantagem da cidade também são os preços, tudo muito barato (uma cerveja Becks – a mais popular de la – custa 2 Euros e uma taça de vinho fica na faixa dos 3 Euros).

Ao chegar compre o bilhete do metrô (20 Euros, para 1 semana, que vale tambem para os trens e ônibus) e se jogue. A maioria das pessoas fala inglês e todos são super receptivas, o povo também é lindo. Como falei se encontra de tudo, dei de cara com uma Sex Shop do tamanho da Fnac,
impressionante, chama-se Bruno’s e o lugar impressiona pela diversidade, digamos assim.

Pare no Schwarz Sauer Cafe, hot spot incrivel, e veja os locais passarem. Programa que ja valerá a viagem.

O MITTE e outro bairro imperdível, bem ao centro de Berlin, tambem alternativo. Uma espécie de Soho novaiorquino, lofts belíssimos, lojas de grandes grifes (a da Fredy Perry é linda), galerias, toy arte,brechós enormes, hostels animadissimos, restaurantes de todas as nacionalidades (tente os vietnamitas, são deliciosos), cafés, parques,gente linda nas ruas e as construções mais bacanas que eu já vi. Charme puro. Lugar ideal para encontrar as melhores roupas, com os melhores preços. Atente para as lojas de música. Berlim é e a terra da música eletrônica, né? Tente um cd do DJ MANDY, sensação hype de lá!).

POSTDAMER PLATZ é a Times Square dos alemães. Uma parte modernosa, ja que fica na antiga Berlim Ocidental, construções hi tech, restaurantes finos, e teatros a rodo. Assisti ao musical “Mamma Mia” (com as músicas do ABBA) no Teatro AM! Alias, só se fala nesse musical na cidade. Uma super produção!

Mas havia outras opções, como “My Fair Lady”, “Rei Leão”. A quantidade de shows bacanas também impressiona. Na semana que eu estava por lá, por exemplo, Sigur Rós (banda da terrinha da Bjork) estava se apresentando na cidade. O preço médio dos shows e musicais está na faixa dos 50 Euros (se comprar com antecedência, paga-se até 19,90 Euros).

Berlim é sensacional,fácil de andar, uma cidade livre, com História nas ruas, que lembra um pouco Londres, pela cor cinza, também cosmopolita, mas super low profile, um charme!

Para sentir bem a atmosfera da cidade sugiro 3 filmes: “A Vida dos Outros”, “Adeus Lenin” e “Corra Lola, Corra”. Berlim foi o lugar mais incrivel que ja conheci na vida.





Buenos Aires por uma insider – Galerias

3 07 2008

Por Anna Carolina Nogueira

Ouvi por aí que existem duas galerias super legais na Santa Fé: a Bond Street e a Galeria 5ª avenida. A Bond Street eu já conhecia e já amava. Tudo bem que às vezes dá medo andar por lá, com tantos tipos estranhos com cara de adoradores de Satã. ¿Sabe aquele povo que acha o Marilyn Manson gato? Então, freqüentam todos a Bond Street, onde vão furar todos os centímetros quadrados de seus corpinhos macabros. Mas calma lá que isso não tira o crédito da galeria.

Não só de tatuagens e piercings vive a Bond Street. Lá tem lojas ótimas, roupas super legais para homens e mulheres providos de bom gosto. Rolam uns tênis adidas maravilhosos, galochas belíssimas, roupas, accesórios, livros… tudo! E além disso, no subsolo está um dos poucos lugares onde se pode comer comidinha natureba e tomar um suco de frutas realmente bom – meu favorito é o de frutas vermelhas.

A Galeria 5ª Avenida eu não conhecia, mas fui lá checar para dividir com vocês. Confesso que voltei com a carteira mais leve. Logo de entrada tem uma loja de sapatos, bolsas e coisinhas super diferente. É cheia de brechós – onde você realmente pode achar algo, e não aqueles lugares amontoados de coisas que ninguém quis e muito menos você vai querer, com cheiro de naftalina – e lojinhas interessantes com preços bons. Por ali tem cds antigos e até disco de vinil – tenho um sonho oculto de ter uma vitrola bem vintage no meio da minha sala. No subsolo tem uns óculos bem legais, escuros e de grau. A Loja Hi Freaks tem casacos de lã bem bonitinhos por um preço ótimo. Enjoy it!

Bond Street – Santa Fé 1670

Galeria 5ª avenida – Santa Fé 1270





Buenos Aires por uma insider – O frio

30 06 2008

Coleção de inverno da Seco

Por Anna Carolina Nogueira

O inverno chegou pra ficar em Buenos Aires. Turistas adoram, eu odeio. É muito mais fácil/barato se vestir no verão, muito mais feliz andar na rua. Mas eu não tenho escolha e preciso existir no inverno, e existir significa acordar cedo e levantar da cama quentinha. Para enfrentar essa temporada de frio sem ficar mal vestida como brasileiros na Disney, eu juntei algumas dicas que venho aprendendo por aqui. 

Pijama de polar, casaco de polar, cobertor de polar, polar. É o tecido mais fofo e quentinho que eu tive o prazer de conhecer. Tem dias em que me pergunto se realmente não posso ir pra aula o meu pijama, podia viver só com ele. Mas eu não posso, porque há de se passar hidratante antes de entregar as pernas ao reinado das meia-calças. Fica a dica: Abuse das meia-calças de diferentes cores e estampas, por dentro da calça ou com vestidinhos, saias e shorts, além de proteger do frio elas são super estilosas. 

Outra coisa que o inverno me ensinou foi a gostar de pimenta. Acaba ficando difícil aqui em Buenos Aires, porque não é fácil arrumar algo realmente picante, mas caso consiga… se joga. Quando a pimenta te pega de jeito te aquece de verdade, tipo vinho – só que não é toda hora que dá pra encher a cara de vinho, mas se você está passeando sem compromisso, aproveite que os taxis são baratos e prove toda a uva que a Argentina pode te oferecer. 

Botas, casacos e cachecóis podem ser extremamente chics se bem utilizados. Outra peça que os argentinos super aderiram foi o colete, sejam os grossos – os com capuz com pelinho são lindos -, que esquentam de verdade, ou aqueles de lã ou alfaiataria, que ficam um arraso por baixo do sobretudo. Os de alfaiataria da Zara são o que há. 

Elegi as galochas como o must have deste inverno, e na Santa Fé, entre a Callao e a Paraná, dá pra encontrar dezenas de estampas diferentes, cada uma mais fabulous que a outra. Além de confortáveis e incríveis, elas são muito úteis. Por falar nisso, a loja Seco vende roupas para a chuva super bonitas, como capas e chapéus impermeáveis. 

Última dica: se joga no chocolate quente. Viajar é não ter que contar calorias.





Estilo que se compra

21 05 2008

Por Ricardo Fróes

Brasileiro que é brasileiro, quando viaja, não sossega enquanto não parte para as compras. Faz parte da nossa cultura! Comprar é uma das principais razões de viagem de muita gente. Fora do circuito liquidações, uma dica imperdível, para quem ama compras e está em Paris: uma visita à primeira loja da estilista francesa Gabrielle Coco Chanel,no número 31 da Rue Cambon, (pertinho da Faubourg Saint-Honoré).

 A loja é enorme, linda, fachada conservada, onde o passado foi bem respeitado. Não se intimide e entre. As vendedoras (todas lindíssimas) são super atenciosas. Vale comprar um perfume para a sua mãe ou avó (fora que comprando um perfume, elas ainda lotam sua sacola com amostras grátis).

Os produtos são lindos, e vale como um passeio mesmo. Para quem gosta de moda, é como um museu. Só de pensar que Madame Chanel passou quase sua vida inteira naquele lugar, já vale a entrada (que é de graça, claro). A estilista, ícone de elegância, tinha um quarto na parte de cima da loja, mas preferia dormir todas as noites no Ritz. Que tal?





Como ser Victoria Beckham

28 04 2008

Seguindo com o nosso roteiro de outlets bacanas na Europa, agora, quem dá a dica é a também jornalista e escritora Beverly Fearis, autora do livro A Hedonist’s Guide to Madrid. A indicação de Beverly é o Las Rozas Village que dista 45km de Madrid. “Quando o casal Beckham vivia na cidade era comum encontrá-los no Las Rozas. Ricos, mas adoram uma barganha”, brinca a nossa guia chique.

O shopping fica no Nordeste espanhol e as lojas ficam abertas sete dias por semana. Os descontos, o mais importante, chegam a 60%. Na lista de marcas do outlet tem de tudo: de Versace à marca hype espanhola Purificación Garcia, da clássiva Carolina Herrera ao básico Calvin Klein Jeans, da tradiciona Burberry à brasileiríssima Colcci. Enfim, são mais de 90 lojas, é só bater perna e carregar sacolas.

Como chegar:
De carro, a partir de Madrid
: A6, Saída 19 ou M50, saída 82
De trem: Embarque nas estações Atocha ou Chamartin e desembarque na Pinar de Las Rozas





Paris – Dia 06

20 04 2008

Marais - Georgeos Pompidou

Depois de um dia de cão, de ter dormido por 14 horas, ainda eram oito da manhã de sábado e eu já estava de banho tomado, pronto para tomar o café da manhã e ganhar a rua. A primeira parada seria a Champs Elysées, onde compraria meu ingresso na FNAC para a exposição sobre Maria Antonieta em cartaz no Grand Palais. O motivo da compra antecipada? As filas dos sem-ticket estão beirando as 4 horas de espera. O que é mais curioso? Só franceses na fila, poucos são os turistas. Sinal de Marie Antoinette, apesar de ter sido decapitada pela Revolução Francesa como traidora ainda desperta muita curiosidade nos conterrâneos de seu marido.

Ingresso na mão ainda tive que amargar uma boa meia hora de espera sob um frio inclmente. A exposição mostra as obras de arte da nobre austríaca, seus retratos mais famosos e muitos objetos de decoração que faziam parte de sua coleção pessoal. Visitando a mostra a gente descobre que ela era fascinada por louças e motivos asiáticos nos móveis. A última sala, toda escura, com focos de luz nas paredes que destacam trechos de cartas trocadas entre Marie Antoinette e sua mãe Maria Teresa de Habsburgo, mostram um lado mais humano da Rainha da França. Ainda nesta sala uma série de reproduções das caricaturas do casal real publicadas no período do reinado mostra a evolução da opinião pública sobre os dois. Imperdível!

Depois do Grand Palais tomei a direção do Marais. Desci na estação do Hotel de Ville e subi a rue du Temple. Meu objetivo era o La Perle (78, ru du Vielle du temple), misto de boulangerie-restaurante-point do bairro onde eu iria almoçar, já que o relógio marcava mais de duas horas da tarde. Tentei uma mesa na calçada, mas sem chances, o lugar vive lotado. A solução foi dividir uma mesa de bancos estampados com uma garota que estava sozinha. Pedi uma salada marine, pois o meu estado gastrointestinal não me permita grandes ousadias e uma perrier. Uma hora depois, onde até engatamos um papo com os vizinhos de mesa e a conta: 15 Euros. Ótimo, não? Leia o resto deste post »





Feriado em Buenos Aires

17 04 2008

Por Anna Carolina Nogueira
Feriado chegando e o peso lá embaixo, não fica difícil imaginar que em poucos dias o português vira idioma oficial da capital argentina. Pensando nisso dediquei a minha coluna desta semana aos que não estão interessados no circuito parrilla-caminito-plaza de mayo e querem saber o que acontece na cidade até segunda-feira.
 
Super recomendo, para quem já não foi em São Paulo, a exposição de Tarsila do Amaral que estará até Junho no Malba. O museu já é incrível por si só, com um andar inteiro para Tarsila então… imperdível! A expô chama-se Tarsila Viajera.
 
O que pode ser interessante na sexta-feira é o Ciclo Nuevo!, onde se pode conhecer novos músicos argentinos por nada mais que dois pesos. A partir das 21 horas no Centro Cultural Gal San Martín. O Niceto Club é também uma boa opção para el viernes.

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Paris – Dia 03

16 04 2008

Jardins do Musée de la Mode

Dia de trocar de hotel começa com uma arrumação. 9 horas da manhã, já havia empacotado as coisas, tomado café e pronto para começar a maratona turística. Deixei a mala na recepção, fiz o meu check-out e segui para os jardins do Trocadéro – o melhor lugar para observar e fotografar a Torre Eiffel – para dar uma olhadinha no cartão postal mais famoso da cidade. Ela estava lá, do mesmo jeito e com a mesma beleza vista da última vez.

Em seguida, atravessei a Ponte de L’alma, que fica ao lado do túnel onde a princesa Diana morreu em um acidente de carro. Conferi as mensagens deixadas no muro do túnel – a prefeitura da cidade apaga periodicamente – e subi a Avenida Presidente Wilson em direção ao Musée de la Mode et du Costume. No caminho dei uma paradinha na feira livre que funciona por ali às quartas-feiras, no canteiro central, comprei umas nectarinas e me sentei no jardim do museu e improvisei um piquenique num dos bancos gelados do lugar. Depois de alimentado, era hora de subir as escadas do museu e alcançar a recepção. Com a montagem da próxima exposição individual em andamento, o museu estava fechado, já que ele nao tem acervo permanente. Hora de colocar o plano B em ação.

Ali em frente, fica uma das minhas galerias favoritas em Paris: o Museu de Arte Moderna, mais conhecido como Palais Tokyo. Recomendo, antes de entrar, uma descida até o terraço do café, sentar-se ao ar -frio – livre e observar uma das vistas mais lindas da cidade com a torre a menos de 500  metros de você, emolduradas por árvores e com o rio Sena ao seus pés. No topo do Palais Tokyo uma cápsula verde chama a atenção. Trata-se de uma criação dos artistas Sabina Lang e Daniel Baumann que propuseram uma nova modalidade de arte interativa. A quem interessar possa, até o dia 31 de dezembro deste ano, a cápsula funciona como uma suíte de hotel, exclusivíssima com a melhor vista da cidade que alguém pode ter. A obra chama Hotel Everland e está catalogado como um quatro estrelas. As diárias começam em 338 Euros e as reservas só para daqui a dois meses. É uma daquelas curiosidades da vida que a gente acha que só vai conhecer de ouvir falar.

Capsula-hotel no Palais Tokyo

Enfim, dentro do Palais duas exposições temporárias estão em cartaz. Uma do coletivo Gelitin, que espalhou imagens de coco pelas paredes, desconstruíram a exposição e trabalharam brilhantemente colagens em fotos e quadros. É tudo bem anárquico e maluco. A outra é a do artista alemão A.R.Penck. Esta mais contida e politicamente engajada.

Hora de voltar aos arredores do Luxemburgo para recuperar minha mala e almoçar. Antes, já nas redondezas, um pulo na loja Clef des Marques, no número 136 do Boulevard Raspail onde você pode encontrar – se fuçar muito – ótimas peças por preços melhores ainda. Arrematei um colete Paul Smith e uma camisa de manga longa Helmut Lang por 35 euros. As duas.

O almoço foi no restaurante italiano La Mamma, ali do lado, no número 46 da Rue Vavin. O ambiente é bem cantina no Bixiga paulistano, frequentada exclusivamente por parisenses da redondeza do bairro considerado pelo Le Nouvel Observateur o m² mais caro da cidade. O preço das massas, ao contrário, passa ao largo da bolha especulativa imobiliária. Tomei uma taça de vinho da casa, comi uma lazanha deliciosa e a conta que me chegou foi de 15 Euros. Tudo perfeito: atendimento e comida. Sem luxos ou frescuras. Recomendo. Leia o resto deste post »





Milão para os bonitos

16 04 2008

Por Paula Merlo

Milão é uma cidade como São Paulo. Os melhores programas são noitadas, bares, restôs e bebida. No verão, especialmente em agosto, a cidade praticamente fecha, bares e clubs, tudo entra de férias e quase nada abre. Por ser uma cidade pequena da pra fazer quase tudo a pé.

As melhores pizzas e calzones
SMERLADINO – É uma pizzaria clássica de Milão. Sofisticada, badalada e não dói no bolso. Não deixe de pedir de entrada a Pizza Bianca com ricotta, uma delícia.
Piazza XXV Aprile
tel. 39 02 65 95 815

Para ficar deslumbrado
BVLGARI HOTEL - Se ficar hospedado lá está fora de cogitação ao menos vá tomar um drink ou jantar. O hotel fica numa rua particular e tem um dos melhores restaurantes da cidade.
Via Privata Fratelli Gaba, 7
tel. 39 02 80 58 23 37

Paquerar milaneses gente como a gente
TRATTORIA TOSCANA – Esqueça os engomadinhos ou jogadores de futebol que vivem nos restôs da moda. Na Trattoria Toscana só se vê milanes de verdade, aqueles que chegam de Vespa. Para chegar até o restaurante/bar vc precisa passar pela cozinha do lugar…esquisito mas estratégico. É assim q vc começa a escolher seu prato. O happy hour é o melhor momento para arriscar algumas palavrinhas em italiano e conhecer gente bacana. Tá sempre lotado!
Corso di Porta Ticinese, 58
tel. 39 89 40 62 92

Estourando o cartão de crédito
10 CORSO COMO – Dar uma voltinha pela Montenapoleone pode deixar qualquer um louco. São hordas de japoneses, turistas de todos os lados e lojas lotadas. Se quiser encontrar o creme de la creme da moda dê uma passada na 10 Corso Como, uma multimarca chiquérrima que tem tudo de mais legal das melhores marcas. O café, charmosérrimo e a livraria de design books também são parada obrigatória. Leia o resto deste post »





Dia 02 – Paris

15 04 2008

Palacio de Luxemburgo

Refeito após 8 horas de sono, tomei meu café e era hora de encarar os 5ºC da primavera parisiense. Fazia um dia bonito, ótimo para as longas caminhadas planejadas. A primeira parada foi o Jardim de Luxemburgo, meu lugar favorito na cidade. Enquanto no ipod rolava minha banda francesa favorita, a Nouvelle Vague, sentei no laguinho central, de frente para o Palácio de Luxemburgo, construído por Marie de Médices no séc XVII e onde hoje funciona o Senado francês. Fiquei por ali, em uma das cadeiras de ferro reclinadas, cerca de uma hora observando os franceses se exercitando – eles são fanáticos por cooper – jogando tênis, ou levando as crianças e os cachorros para brincarem em seus mais de 25 hectares de área, no coração do 6éme arrondissement.

Eram quase dez horas quando segui para o Musée D’Orsay. Fui andando em direção ao Rio Sena, passei em frente à Taschen – loja com os livros de arte mais descolados do planeta – , na Rue de Buci, virei a Rue Dauphine, onde me chamou a atenção uma loja dedicada a produtos de seda japonesa. Tudo que você imaginar em termos de decoração, roupas e brinquedos, mas feitos de seda. Vale a visita.

Após conferir o estoque, segui em frente e virei à esquerda na Quai des Grands-Augustins. No meu caminho, a loja do belga Dries Van Noten, com cara de galeria de arte no número 7 da Quai Malaquais, fez minha chegada ao museu atrasar por pelo menos meia hora. Lá dentro, a reprodução de uma biblioteca, com muito tecido mostarda e decoração renascentista-clássica-barroca faz a loja parecer qualquer coisa, menos uma loja de roupas. Lindo, lindo. Leia o resto deste post »





Avia

2 04 2008

Sem vontade de passar mais um fim de semana em casa sem fazer nada? A Varig resolveu facilitar a sua vida.

A Varig prorroga a oferta de passagens a R$47,00, agora segue firme e operante em abril, maio e junho. A pechincha somente é válida para compra de bilhetes de ida e volta, com permanência mínima no destino de duas noites. 





Pulgas por quilo

31 03 2008

Hell’s Kitchen

Cansados da Quinta avenida? A Park e a Madison Avenue já não impressionam mais? E Williamsburgh já é last season? Sugiro, então, ao viajante aleatório passar a tarde nos flea markets de NY, uma vez que a primavera começa a dar as caras no Hemisfério Norte, todo mundo fica mais sociável e os programas outdoor ganham espaço em Manhattan e arredores.

Brownstoner’s Brooklyn Flea, Lafayette Avenue entre Clermont e Vanderbilt Avenues, Fort Greene, Brooklyn; (718) 935-1052. Todos os domingos, 10 a.m. as 5 p.m. Início em 06 de abril. Instalado em uma área de 40 mil m², que durante a semana funciona a Bishop Loughlin Memorial High School, o mercado das pulgas do Brooklyen é a melhor representação dos mercados populares. Lá você pode achar desde relógios de parede com cuco, passando por roupas, prataria e comida, muitas barracas de comida.

The Antiques Garage, 112 West 25th Street entre Sixth e Seventh Avenues. Todo sábado e domingo, de 6:30 a.m. de sábado as 5 p.m de domingo. Considerado pelo New York Times o melhor mercado de pulgas da cidade, não se preocupe se não der tempo de passar por lá durante o dia. Funciona madrugada a dentro. Para quem ama antiguidades, como fotos do século 19 até meados do século 20, memorabília política, roupas vintage e casacos de pele, este é o lugar.

Hell’s Kitchen Flea Market, West 39th Street entre Ninth e 10th Avenue; Sábados e domingos, do nascer ao pôr do sol. Dos mesmos organizadores do Antiques Garage, segue a mesma linha.

Antiques, Flea and Farmers’ Market, Public School 183, East 67th Street entre York e First Avenues. Sábados, de 6 a.m. as 6 p.m.

GreenFlea, funciona em dois endereços: na Public School 41, Greenwich Avenue com Charles Street, West Village. Sábados de 11 a.m. as 7 p.m. E na Intermediate School 44, Columbus Avenue entre West 76th e 77th Streets; Domingos de 10 a.m. as 6 p.m. Os dois Green Flea são menores que os anteriores citados, na realidade estão mais próximos aos mercadinhos de bairro, mas se não tiver nada pra fazer mesmo, porque não ir lá fuçar e se divertir com as bizarrices só encontradas nestes lugares?





A loja no mundo

28 03 2008

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A melhor marca de roupas para um viajante aleatório se abastecer sem peso na consciência? A americana American Apparel. Imagine uma camisa básica da Hering. Imaginou? Então tipo isso, em versão hype. A American Apparel só trabalha com o básico, o caimento é ótimo, são eco-chatos, se preocupam com a sustentabiliade – suas roupas são feitas de algodão orgânico, sem pesticidas -, mais de oitenta variações de cores de cada peça e uma programação visual das mais descoladas do mundo da moda, com gente comum posando e fazendo carão.

Os preços são ótimos e a qualidade indiscutível. Eles adoram dizer também que são politicamente corretos, com todos os produtos sendo fabricados nos EUA, sem exploração de mão-de-obra e longe dos semi-campos de concentração das fábricas asiáticas. Tudo é produzido em sua mega fábrica de 800 mil m², em LA. Fundada por Dov Charney em 1997, a American Apparel é hoje considerada a maior fabricante de roupas dos EUA  -sua capacidade é de produzir 1 milhão de peças por semana- e está presente em 18 países.

Portanto, acabaram as camisetas limpas na viagem? Cata uma loja da American Apparel no bairro e compra uma meia-dúzia de peças novas. Cabe até no orçamento do mochileiro.