Santiago por um insider

27 07 2008

O Rafael, meu hermano, acabou de chegar do eixo Santiago-Pucón, no Chile e trouxe algumas dicas aleatórias para nós, viajantes sempre ávidos por informações. Ele passou 10 dias em solo chileno, sozinho e desbravou como ninguém os recantos das duas cidades.

Hospedagem

O Rafa é jovem, viajando sozinho, portanto, o albergue era a melhor solução. Depois de alguma pesquisa ele selecionou a rede Che Lagarto para se hospedar em Santiago.

 ”Há melhores opções na cidade. O BellaVista Hostel, por exemplo, que fica no bairro onde estão as melhores baladas da cidade, foi muito bem falado por todo mundo que conheci por lá. O Che Lagarto era honesto, mas nos quatro dias que fiquei hospedado não vi ninguém limpando o quarto onde eu estava em nenhum momento”.

Em Pucón ele não escolheu onde ficar, foi escolhido, ainda na rodoviária, para pernoitar no BackPackers. “Estava saindo do ônibus, com dois endereços de albergue na mão quando fui abordado por um cara perguntando se eu já tinha onde ficar. Disse que tinha dois nomes em mente e, por coincidencia, ele queria me vender a estadia exatamente em um dos dois, o BackPackers. Chegando lá, quando entrei na sala, o dono do albergue, estava deitado no sofá, de cueca, o que foi uma visão um tanto desanimadora para início de conversa. Mas arrisquei e não me arrependi. O dono do lugar, Claudio Carvacho, se mostrou um anfitrião como poucos. Além de comandar a casa, ele é guia turístico, um ótimo contador de causos e um mestre-cuca de primeira. Recomendo fortemente o albergue”, me explicou.

Passeios

“Nos arredores de Santiago recomendo uma visita a uma vinícola. Comprei um pacote da empresa Turistour por US$50 que me levou até as terras do famoso Concha y Toro. São cinco horas de passeio, com direito a degustação, taça de brinde e muitas lendas contadas. Um programaço”

Em Pucón, por conta do inverno rigoroso e do mal tempo em um dos dias, pouca coisa restou a fazer a não ser esperar o tempo bom chegar. “A alta estação em Pucón é o verão, quando um milhão de atividades são oferecidas na cidade e região. Você pode subir até o topo do vulcão, fazer rafting, andar de cavalo… No inverno resta torcer para fazer sol e poder apreciar a vista linda da região. No meu último dia, já desesperançado, depois de 4 dias com a estação de esqui fechada, enfim o sinal de que os usuários poderiam subir. Foi uma aventura descer a pista com a neve caindo na cara loucamente. Inesquecível. Outro programa que recomendo é uma visita ás inúmeras piscinas de águas termais da região. Ainda no Backpackers comprei um pacote ue me levou até a Termas Quimey-co. Muito bom sair de congelantes temperaturas e mergulhar nas águas quentes que podem chegar até a 40º”

Agitos

“Santiago, ao contrário do que dizem, tem uma noite bastante animada. E opções não faltam, mesmo se você quiser sair em plena segunda-feira. É só perguntar no albergue que as festas surgem. Eu estive em dois clubes: o Sala Murano e o El Subterraneo. O dois são gigantes e muito animados. Mas prepare-se para dançar um ritmo muito famoso por lá: o reggaeton. É uma mistura de lambada, com salsa, reggae … Ainda na Bellavista a Rua Pio Nono é onde se concentram alguns dos mais bacanas bares e clubs da cidade”

Pucón não tem muito vida notura durante o inverno, mas pelo que contam, no Verão, o bicho pega.

Comer

Eu escrevi um post sobre a cidade antes de meu irmão partir e ele conferiu alguns dos pontos citados por lá. “O centro gastronômico Borderio é mesmo muito legal. Bonito, cheio de opções e preços não tão exorbitantes. O restaurante Mestizo é excelente, mas bastante caro, se tiver um dinheirinho para gastar bem, recomendo, caso contrário, evite. Outro lugar com muitas boas opções é o Pátio  Bellavista que fica na tal rua Pio Nono e vale a visita durante o dia ou à noite.

Prepare-se para comer muito abacate. Todos os pratos típicos da cidade levam muitas porções da fruta que é chamado de Pauta e é meio salgado. Salmão também é comido por lá como a gente come arroz por aqui, prepare-se para se refestelar nos vinhos e no Salmão – que são muito baratos e muito saborosos”

“Em Pucón eu fazia a maioria das minhas refeições no albergue, já que o Cláudio era um excelente cozinheiro e reunia todo o povo que estava hospedado por lá em volta da mesa e virava uma festa”





Berlim que me aguarde

19 07 2008

Por Ricardo Cohen Fróes

Portão de Bradenburg, o cartão postal mais famoso de Berlim

Portão de Bradenburg, o cartão postal mais famoso de Berlim

Bom, nunca fui à Berlim, mas quando não conheço a cidade que estou prestes a visitar – viajo no mês que vem – estudo tanto antes que, quando chego, a sensação de déjá vu é quase inevitável. Tenho certeza que não será diferente quando deixar as malas no hotel -na Alexanderplatz -  e colocar o All Star nas ruas, e claro, nos clubs e bares da cidade.

Quando escuto falar de Berlim são duas as imagens que vêm à minha  cabeça: as boates louquíssimas e o muro que não existe mais. Ou melhor, até existe fisicamente, mas é tanta função para achar um pedaço daquele símbolo de uma época que ninguém mais tem saudades, que é melhor deixar tudo aquilo no passado.

O início dos meus estudos aleatórios sobre Berlim se deu com 2 guias. O primeiro, o  da Wallpaper, chiquérrimo, com lugares claussdos, mas exclusivo demais para o meu bolso e acredito que para o da maioria. O segundo, foi a revista MAG (que trouxe uma edição inteira sob o título SEJA BERLIN). É uma revista basicamente de moda, mas que também trouxe inúmeras dicas de como se misturar aos berlinenses em lugares descolados, clássicos e fashionistas. Aproveitei também para acionar alguns contatos via Asmallworld (uma rede de relacionamentos que chamo carinhosamente de orkut europeu), onde fiz vários amigos (eles são mega simpáticos, prestativos) que me falaram sobre os it lugares da cidade. Bom, com o celular de três amigos tipicamente alemães decidi por conhecer 3 clubes e 2 museus. E as dicas são quentíssimas, especialmente no verão. 

Club Tausend, com a pista bombando

Club Tausend, com a pista bombando

 

TAUSEND- Schiffbauer Damm, 11 (Corner to Albrechtstr.) Não tem letreiro na porta, como todo lugar “cool” que se preze. No aSW diz que é “o it bar” da temporada, a Wallpaper diz o mesmo, os amigos alemães the same, a Dwell, que fala de decoração, fala a mesma coisa. Enfim, quem sou eu para duvidar, né? Dizem que é difícil entrar, mas que uma vez lá dentro… Só o céu e o chão são os limites. É o lugar para onde os bem-nascidos vão para se jogar com força.

A pista do Watergate

A pista do Watergate

 WATERGATE - Falckensteinstr, 49 (Spree river). Dizem que é o melhor club da cidade, onde os melhores Djs do mundo costumam fazer suas gigs noite a dentro. Mas também comentam que para um homem entrar sozinho é praticamente impossível. Se você está viajando alone, ou em companhia de outros machos, é bom agenciar uma mulherzinha na fila para poder ultrapassar a difícil barreira da porta. Caso contrário, será barrado, certamente. Mas lá dentro as coisas funcionam exatamente como a gente espera de um club em Berlim. Pista lotada até meio dia, sem dramas ou carões.

O terracinho do club Weekend, com o sol já marcando presença. A noite em Berlim nunca acaba antes do meio-dia

O terracinho do club Weekend, com o sol já marcando presença. A noite em Berlim nunca acaba antes do meio-dia

WEEKEND – Alexanderplatz, 5. Esse club fica localizado no 12º andar de um super prédio da cidade, o Haus Des Reisens. Como nada por lá termina antes do sol raiar, a boa é pegar um bom lugar nas paredes de vidro quando o sol estiver para nascer e observar a linda vista da cidade que se tem lá de cima. E o que é melhor? Fica ao lado do meu hotel.

Museus:

PERGAMON  – Fica na região chamada de Ilha dos Museus e sua estrutura externa foi contruída para lembrar o altar de Pérgamo. É lindo, lindo. Lá dentro, as obras estão divididas em três partes centrais: a coleção de arte da antiguidade clássica – onde fica o altar de Pérgamo em si, as portas do Mercado de Mileto, além de dezenas outras obras de arte gregas e romanas. A parte de arte do Oriente Médio e o museu de Arte Islâmica.

O Museu Judaico

O Museu Judaico

 

JEWISH MUSEUM – Projetado pelo top arquiteto, Daniel Libeskind). A idéia do museu é levar o visitante a um passeio pelos quase 2 mil anos de história dos judeus alemães mostrando as quase sempre difíceis convivências entre judeus e não-judeus na região. São 14 áreas divididos pelo prédio central e a novidade do museu é o maravilhos jardim de vidro, inaugurado no ano passado com a assinatura de Libeskind.





Memória afetiva em Lisboa

6 07 2008
Lisboa, vista da Alfama

Lisboa, vista da Alfama

Se tem algum lugar neste planeta que eu recomendaria a algum amigo sem pestanejar, este lugar seria Portugal. Chegar a Portugal é como sair de casa para conhecer sua mãe, caso você tenha nascido e algum infeliz tenha te tirado dela. Sabe aqueles reencontros que o Gugu adora promover? Então, tipo aquilo. Sem pieguices ou clichês, Portugal é nossa pátria-mãe e a gente se reconhece em cada esquina daquele país.

Um casal-amigo está de passsagem comprada para uma gincana pela Europa, daquelas conheça 435 cidades em 7 dias, e me pediu uma sugestão de passeio por Lisboa. Apesar de a minha preferência ser de longe, muito longe, a cidade do Porto, Lisboa também agrada. E muito. Principalmente para quem curte a mistura do velho com o novo e a energia pulsante de uma capital em pleno processo de renovação – com bares, restaurantes, clubs e lojas descoladas pipocando a cada esquina.

O Fado, os azulejos, o bondes, as sete colinas, o bacalhau e o pastel de nata continuam clássicos imbatíveis, mas existe vida moderna na tradicionalíssima Lisboa.

O Chiado, por exemplo, bairro boêmio da cidade tem visto suas ruelas serem invadidas por novas arquiteturas, capitaneada especialmente pelo arquiteto-sensação da cidade Alvaro Siza Vieira – o Niemeyer deles – que está à frente do projeto de remodelação da vizinhança. Tem cortado um dobrado para contornar os problemas de infra-estrutura do histórico bairro, mas os primeiros sinais de mudança já começam a aparecer. É dele também o pavihão de Potugal, que fica no complexo do Parque das Nações, à beira do Rio Tejo, construído para a Expo 98 que rolou por lá. Hoje em dia o lugar é onde se encontram metrô-ônibus-trens, teleféricos, Oceanário, um grande shopping, museu e mais uma penca de coisinhas para se fazer. Vale a visita depois de visitar todo o centro histórico.

Castelo de São Jorge

Castelo de São Jorge

Outro bairro sensacional é Alfama. Lá no alto – que pode ser acessado de ônibus ou bonde – fica o Castelo de São Jorge que tem o início de sua construção datado do século II A.C. O Castelo já serviu de fortificação contra ataques, de Paço Real e palco para a primeira encenaçao da peça de Gil Vicente, o Monólogo do Vaqueiro. A fila para entrar é meio chatinha, mas uma vez lá dentro seu queixo cai e a vista que se tem de Lisboa é de chorar. Sem contar que dentro dos muros do Castelo parece uma outra cidade, medieval, parada no tempo. Lá dentro tem um restaurante bastante honesto, chamado Casa do Leão. Antigamente, coisa de 600 anos, ali era a casa das feras, onde ficavam os leões, tigres e esses bichos selvagens que eram usados para divertir o rei. Tipo Gladiador, sabe? Hoje em dia é um restaurante super descolado e uma ótima opçõa para unir turismo e coolzice.

Mas descolândia mesmo é o Bairro Alto. Uma mistura de Santa Teresa+Lapa+Ipanema o bairro que nunca saiu de moda agora é quase uma Gisele Bündchen. É verdade que alguns bequinhos à noite podem ser bastante assustadores, mas faz parte do pacote. É no bairro Alto que fica a loja da Osklen, Zara, Colcci, Diesel, Custo Barcelona… Enfim, todas as marcas que importam no mundo estão por lá. É uma ótima chegar por lá no finzinho do dia, tipo 5, 6 horas ficar passeando pelas lojas até escurecer. Depois sentar em um dos milhares cafés e bares por ali e começar a beber. Você vai ver o perfil do bairro mudar. Saem os turista carregados de sacola e entra o povo ávido por uma cervejinha e começar a ferver. De repente as ruas – que agora estão interditadas ao trâsnsito – vão lotar e você vai se sentir no Baixo Gávea.

Alguns lugares legais no bairro: Papaçorda (Tradicionalíssimo restaurante-Rua da Atalaia 57/59), o Restaurante Flores do Hotel Bairro Alto (cool e e cheio de gente linda, na Praça Luís de Camões), o Olivier (que é mais chiquezinho, ótimo para um jantar romantico e não é muito caro – Rua do Teixiera 35) BedRoom (Rua do Norte, 86), não tem mesa, mas camas, ótimo para uns drinques.

Outro lugar cool da cidade são as docas ou a região dos Cais, depende de como queira chamar. Começa lá no Cais do Sodré e termina na zona de Alcântara. Antigamente era só onde os navios descarregavam suas mercadorias, com aspecto pesado, industrial e abandonado. Depois de uma revitalização digna – coisa que deveria ser feito na região portuária do Rio – hoje em dia é para onde vão os chiques, ricos e famosos da cidade.

Por ali na região dos Cais ficam os lugares mais badalados da cidade. A Bica do Sapato tem décor anos 70, hype no último grau e comida para agradar a todos, já que reúne no mesmo espaço sushi, cantina e restaurante tradicional. John Malkovich é sócio do empreendimento, só para sentir o burburinho. O mais legal é pedir uma mesa com vista para o Rio Tejo e ficar por ali fazendo hora até rumar para a Lux, a discoteca mais bacana da cidade, onde tudo acontece. E o melhor? A Lux fica exatamente anexa à Bica do Sapato.  Prepare-se porque a mocinha da porta pode ser bem chata e a entrada custa carinho. Mas enfim, você está de férias, né? Dia 24 rola o Bonde do Rolê por lá, nossa banda brasileira que está levando o funk-eletrônico para o mundo.

Vista do teto do Pavilhão Chinês

Vista do teto do Pavilhão Chinês

Outro restaurante que TODO mundo fala sobre é o Pavilhão Chinês (Rua D. Pedro V, 89). Há uns bons 100 anos o lugar era só uma mercearia com tradição na venda de especiarias. Hoje, é point. Para entrar deve-se tocar uma campainha e você será recepcionado por um funcionário muito simpático, impecavelmente vestido que te levará até a mesa. É uma experiência bem bacana. Recomendo fortemente.

Restaurante Kais

Restaurante Kais

Outro lugar bacana na região das docas é o Kais, club-restô. instalado em um velho armazém à beira Tejo, onde, nos finais do século XIX, se gerava a energia para os eléctricos que ainda hoje circulam pelas ruas de Lisboa. Imperdível. Os donos do Kais têm ainda um monte de outros empreendimentos pela cidade, todos começados com a letra K e garantia de boa comida+ambiente legal+ gente bonita. Portanto, viu um K dando sopa, pode entrar que é garantido.

Parasaber o que tá rolando culturalmente na cidade, recomendo este site.

O meu museu favorito em Lisboa é a Fundação Gulbenkian que reúne todo o acervo de Calouste Gulbenkian, um grande homem de Istambul, respeitabilíssimo por sua atuação diplomatica, que Portugal acolheu. Por ali ele disse que nunca havia sentido tamanha receptividade em lugar algum do mundo e resolveu se instalar enquanto tentava se manter longe dos imbróglios da Segunda Guerra Mundial. A Fundação é gigante, e suas dependencias são lindas. Tire pelo menos uma manhã ou uma tarde inteira para se deixar perder entre os jardins e as zilhões de salas. Comece pelo acervo, depois siga para o prédio das artes modernas, dê um pulo na biblioteca e confira se não vai haver nenhum concerto naquele dia na sala de música. É um lugar como poucos no mundo.

Mosteiro dos Jerônimos

Mosteiro dos Jerônimos

Outro lugar imperdível na capital portugues é o Mosteiro dos Jerônimos que os lusos adoram dizer que é a mais bela materialização da arquitetura Manuelina. Encomendado pelo rei D. Manuel I, pouco depois de Vasco da Gama ter regressado da sua viagem à Índia, foi financiado em grande parte pelos lucros do comércio de especiarias. Além de uma igreja linda, um pátio de tirar o fôlego o Mosteiro ainda tem os túmulos de Camões, Vasco da Gama, Fernando Pessoa e outros grandes nomes portugueses. Ao lado do mosteiro fica a loja mais famosa dos pastéis de belém.

Enfim, Portugal é um lugar de descobertas. Ande, muito, sem parar e descubra a sua própria Lisboa. Aquela que te agrada mais e a que te faça se reconhecer mais. Seja aleatório, é o meu conselho.





Oui, Paris

27 06 2008

Nosso correspondente em Brasília, Ricardo Fróes, está de passagem comprada para uma visita ao velho continente em Julho. Um pulo em Jerusalém ele também dará e nos contará tudo, claro. Esperto que só ele e cheio de amigos influentes, foi assuntar pelo msn com os chegados em Paris para descobrir qual a boa dos franceses descolados. Um de seus camaradas trabalha na Vogue de lá, unha e cutícula com a toda-poderosa Carine Roitfeld e sua filha-sensação Julia, e deu o caminho das pedras. Generosamente, ele divide conosco, viajantes aleatórios nem sempre tão insiders assim.

Para jantar: La Maison de la Truffe (Place de la Madeleine, número 19). Na verdade, trata-se de uma loja especializada em coisas de rico. Tipo trufas, caviar, foi gras,essas coisas que custam um fígado de quem deseja comprá-las. Dentro da loja rola um espaço para comer as delícias servidas ali. Apesar da exorbitância de preços o menu em si não é dos mais caros. Se você não fizer questão de comer trufas existe um menu preço fixo que custa 20Euros. Já com a opção do ingrediente trufa em seu prato o preço continua fixo mas sobe para 65 Euros. Os pratos individualmente começam em 30 Euros e podem chegar a 98. A exceção são as opções que levam caviar na receita que variam entre 175Euros e 5.000Euros. Se quiser ir jantar lá como indicado pelo amigo da Vogue, a boa é fazer a vovó, já que o restô fecha junto com a loja as 9:30OPM.

Para dançar: Tania, Neo e Pink Paradise todos na na Rue de Ponthieu. O Tania (43 rue de Ponthieu) era um gentleman´s club e hoje em dia reúne a nata da juventude dourada de Paris. O Neo é daqueles típicos quase impossíveis de se entrar em Paris. Faça cara de rico, coloque sua melhor roupa e tente cruzar a barreira do hostess mais temido da cidade no número 23 da mesma rua do Tania. O Pink Paradise é a cara de Paris com aquela atmosfera sexista que só eles sabem fazer sem cair na vulgaridade. Tem striptease e pole dance e ainda reúne as pessoas mais interessantes da cidade.
 
Uns drinks: Taillevent ou La Tour d’argent. Os dois são caríssimos e muito tradicionais em Paris. Eu não recomendaria, mas há quem goste de ser milionário em Paris. Eu prefiro ser bohemian bourgeois.





Dançando na lista

6 06 2008

Warung Beach Club, Itaja,SC

A DJ Mag, bíblia da música eletrônica mundial, fez uma lista dos 100 melhores clubs do mundo. Entramos com tudo na lista e emplacamos quatro: Warung, em 9ºlugar, o Sirena, em 21º, o D-Edge, em 31º e o Anzu, em 72º.

Warung é um beach club, em Itajaí, Santa Catarina, que eu nunca tinha ouvido falar. Será que sou só eu? Encravado no meio de uma área repleta de árvores, de frente para para praia e capacidade para 3mil pessoas, o público que invade seus mais de mil metros quadrados é basicamente de mauricinhos e adoradores de música eletrônica. Todo feito em madeira, com duas pistas, além de um restaurante, sushi-bar, um café, uma loja de conveniências com artigos de praia, um centro de estética, duas mesas de sinuca e vários lounges, além de um deck de madeira com vista para o Oceano Atlântico. Fino, né?

O Sirena, em Maresias, litoral de São Paulo, já é bem mais famoso. Com a palavra, a publicação: “Sirena é um dos mais antigos clubes do Brasil. Modificado diversas vezes desde sua inaguração, suas sensacionais dependências combina super bem com os lindos e lindas festeiros que chegam à sua pista de dança depois de passar por uma estrada em meio às montanhas”.

O D-Edge já é um clássico na noite paulistana com a pista de dança mais sensacional do mundo, com todas aquelas luzes mudando a cada batida da música. Inaugurado em 2003, desde então não parou mais de chamar a atenção do povo da noite e curiosos soltos. E esse não é a primeiro prêmio internacional que a casa recebe: em 2005, a revista inglesa Mixmag publicou um ranking com os clubes mais bacanas do mundo e o D-Edge tava lá, em 4º lugar.

O Anzu é um veterano das noites do interior paulista pois lá se vão mais de 10 anos desde a abertura da casa, em Itu. Pelas suas pistas já passaram grandes nomes internacionais como Deep Dish e Infected Mushroom e até uns improváveis Jota Quest e Inimigos da HP. O motivo da miscelânia é que o club também pode funcionar como casa de shows. Mas o tamanho, a qualidade do som e a beleza do povo que o frequenta foi responsável por colocá-lo no top 100 da DJ Mag. Quem já tocou lá diz que é incrível.

O primeiro lugar da lista ficou com o legendário club londrino Fabric. Um dos maiores e mais famosos endereços dos amantes dos agitos noturnos do mundo segura firme sua primeira posição no ranking da DJ Mag. Sua construção ocupou o lugar de um antigo açougue histórico, que vinha ainda da era vitoriana e abriu suas portas em 1999. Onde? No hype bairro de Clerkenwell, East London. A pista com tijolos aparentes e teto em arco traz ainda mais clima under para o que já nasceu mainstream.

Para quem quer conferir a lista completa, é só clicar aqui.





Búzios por um quase nativo

1 06 2008

Por Waldir Leite

Búzios. Essa palavra me soa como um sinônimo de deleite. Cada vez que a palavra Búzios me vem à mente é como se uma suave brisa do mar estivesse a fazer carícias no meu rosto. É como se a jovem Brigitte Bardot surgisse nadando entre os peixes coloridos do mar com seu sorriso de garota levada. O prazer de viver é algo que está diretamente associado ao astral dessa cidade, que é o mais incrível balneário do Rio de Janeiro. Para quem não vive sem um banho de mar, para quem tem cultura de praia, para quem gosta de tostar sob o sol, Búzios é um paraíso. O litoral daquela cidade parece ter sido criado por Deus num momento de delírio. As praias são perto uma da outra, mas são completamente diferentes no que diz respeito à geografia e ao astral. Tem desde Geribá, que é mar aberto, até Ferradurinha, que é uma pequena enseada, que mais parece uma imensa piscina. Qual a melhor praia? Todas.

Tucuns ainda tem algo de selvagem. Em frente à praia apenas a vegetação e pedras enormes do lado direito cujo formato lembra esculturas gigantes de antigas civilizações. Um lugar misterioso e mágico. Tem a charmosa Praia da Azeda e sua irmã mais nova a Azedinha, que são lindas e aconchegantes. Na praia de João Fernandes podemos nadar entre cardumes de peixes coloridos. Estar ali é viver uma experiência emocionante. Ah, Búzios… 

Pérola Búzios

Onde ficar em Búzios? Hotéis e pousadas são uma atração à parte. O Pérola Búzios trouxe para a cidade o conceito do hotel design.  Localizado em ponto nobre da Praia da Armação fica pertinho da Rua das Pedras, o centro nervoso da cidade. Os apartamentos de luxo ficam todos em volta de uma piscina fantástica. Lá é tudo muito elegante, sofisticado e de bom gosto. O refinamento está nos detalhes. Quem fica no Pérola Búzios nunca mais esquece dos travesseiros do hotel. São tão macios e perfumados que dormir no hotel torna-se uma experiência única. O único inconveniente é que o Pérola é tão bacana que dá vontade de nunca sair de lá. A Pousada Casa Brancas é outro lugar incrível para ficar hospedado. É um hotel-spa localizado em frente a praia da Armação onde costumam ficar hospedadas personalidades do jet-set. 

Em Geribá têm pousadas incríveis. A Chez Pitu, confortável e charmosa, é debruçada sobre a praia e seus quartos, em vez de números, têm nomes de peixes: cação, robalo, tubarão. Quando lá fiquei hospedado me deram o quarto piranha. Por que será? Outro lugar bacana para ficar hospedado em Búzios é a Pousada Azeda, localizada no alto de uma colina, onde se tem uma bela vista do centro da cidade e da praia da Armação. Fica entre as praias da Azeda e João Fernandes. Juan Medina, o dono da Pousada Azeda é um dos mais charmosos empresários de Búzios. Um jovem surfista nascido na Argentina, mas criado na cidade. Bem humorado, alto astral, ele é um excelente anfitrião. Quando não está cuidando de sua pousada está recebendo turistas e buzianos no seu Colombina Café, no centro da cidade.

Colombina

Outro lugar adorável para ficar hospedado em Búzios é a pousada Martim Pescador, na Enseada do Gancho, em frente a praia de Manguinhos. Os apartamentos têm incríveis varandas onde os hóspedes podem ficar admirando a beleza da praia com seus barcos ancorados al mare. A pousada também tem um incrível lounge com piscina e um belo e bem cuidado jardim, com um espaçoso gramado onde, deitados em colchonetes, os hóspedes podem admirar a beleza do pôr-do-sol, saboreando um petisco, fumando um cigarro, escutando remixes transados de Burt Bacharach, Gotan Project, Mano Chao e Petula Clark. Tudo de bom! Nessa hora o dono da pousada, um misterioso americano descendente de japoneses, costuma oferecer drinques transados aos seus hóspedes. A vida é bela!

Búzios é um pólo gastronômico. Naquela pequena cidade a gente encontra restaurantes que servem comidas dos mais diferentes lugares do mundo. Comida grega, alemã, francesa, dinamarquesa, italiana, argentina, chilena…  Todos os anos a cidade sedia o Degusta Búzios, um festival gastronômico com a participação de todos os restaurantes da cidade, que servem seus pratos de referência a preços populares em barracas montadas na Rua das Pedras e na Orla Bardot.
As opções de comida são as mais variadas. Têm desde uma boa comida a quilo a preços acessíveis, até restaurantes sofisticados com preços bem sofisticados. Na Rua das Pedras vale a pena comer no Brigitta´s, que serve um demencial filé argentino com salada. A costela de cordeiro com molho de amêndoas do Cigalon é outra pedida inesquecível da gastronomia buziana.

 

O Cigalon fica na Rua das Pedras e, num longíquo verão dos anos 60, serviu de hospedaria para a divina Brigitte Bardot. O Bar do Zé é outro restaurante imperdível. Apesar do nome simplesinho é um restaurante muito chique. Fica na Orla Bardot e seus pratos de frutos do mar são dignos de nota. Vale a pena experimentar o Polvo Oriental, uma iguaria para se comer rezando. Foi com esse prato que o Bar do Zé ganhou o primeiro lugar na categoria prato principal do último Degusta Búzios. A eleição foi por voto popular. O jantar no Bar do Zé é à luz de velas, para que os comensais possam degustar os quitutes aproveitando a beleza da Praia da Armação, com seus transatlânticos navegando ao longe. Mas, o melhor do restaurante é o próprio Zé, o dono do restaurante, um surfista nascido e criado no lugar, moço gentil, educado, que recebe seus clientes com um sorriso que já abre o apetite. Acho que vou para Búzios agora mesmo…

É impressionante a influência de Brigitte Bardot em Búzios. Mesmo depois de quarenta anos da visita da estrela ela ainda é uma referência na cidade. Foi graças a BB que Búzios ficou com cara da Riviera Francesa. E isso é o que há de mais charmoso no lugar. À noite o melhor programa ainda é bater perna na Rua das Pedras e caminhar na Orla Bardot até o lugar onde fica a estátua da atriz francesa. Ali os turistas fazem fotos e os boêmios loucos costumam sentar para bater um papo com a estrela. É divertido ver as pessoas, as vitrines, os turistas, os bares e restaurantes fervilhando, gente elegante e bem vestida, surfistas e loucos de todos os matizes. Na noite fervilhante a cidade se transforma num irresistível antro de pegação. É hora de tomar uns drinques na varanda da Pousada Casas Brancas, ficar observando o vai-e-vem da Orla Bardot e no final da noite esticar na boate Pachá. A trepidante filial do clube espanhol, localizada na Rua das Pedras é o melhor lugar para dançar no final da noite. É para lá que vai todo mundo no final da noite. O som é ótimo e o astral, melhor ainda.

Búzios, je t´aime!

Waldir Leite é um apaixonado. Por tudo. Desde artes marciais até cultura pop. Passando por futebol de areia, música e terminando em um bom papo. É jornalista, escritor, cronista, contista e língua afiadíssima. Fino que só ele, atualmente dá exepdiente como um dos colaboradores da novela mais inventiva da telvisão brasileira: Caminhos do Coração. Ah, e tem o seu sensacional blog também: www.waldirleite.blogspot.com





Você pergunta, nós respondemos – Praga

29 05 2008

A Fernanda bateu o recorde de todas as viajantes aleatórias que ja apareceram aqui no V.A. . Ela me deixa um comment hoje pedindo dicas de Praga. Detalhe: ela viaja amanhã!!! Não é sensacional? Como eu não conheço Praga – eu sei, um sacrilégio – fui pedir ajuda aos universitários. Sobre os pontos turísticos, um bom google e um guia bacana resolvem sua vida, né?

Praga é linda porque possui um dos patrimônios mais bem conservados do leste europeu, pois não teve grandes ameaças a seus prédios durante as guerras. Portanto, grande parte das lindas construções permanecem intactas há centenas de anos. E sabe o que é mais sensacional de Praga? Franz Kafka nasceu ali. Deve ser incrível tentar imaginar como aquela cidade tão linda, conhecida como a cidade das cem cúpulas influenciou a obra tão realista e existencialista desse autor que virou adjetivo. Todo mundo sabe o que quer dizer quando você diz que aquela situação é kafkaniana, não é? Se não sabe, joga no google.

Voltando à cidade, a boa é se deixar levar pelo traçado irregular de suas ruas. Se jogue em uma das lindas ruelas do centro histórico (ou cidade velha, como dizem por lá) e depois dê um pulo nos bairros mais residenciais, de arquitetura mais moderna para brincar com os seus sentidos estéticos: o velho e o novo, o romantico e o duro, o moderno e o tradicional. 

O cartão-postal mais famoso da cidade é mesmo o Castelo de Praga que fica no topo da colina Hradcany e que data do século XIV. É lá que mora o presidente da República Checa, que governa em regime de Republica Parlamentar. Isto é, o presidente é o chefe de Governo. Atualmente quem ocupa o cargo é Václav Klaus, e o primeiro-ministro é Mirek Topolánek. Antigamente, quem morava por ali eram os reis da Boêmia. Fazendo uma busca na internet para te ajudar com os pontos turísticos descobri um relato sensacional sobre a cidade, com tudo detalhadinho, com lindas fotos e você ainda pode ler ouvindo o hino da República Checa, não é ótimo? Clica aqui, então, imprima a página e leve no avião com você.

Tearo Nacional de Praga

Se você gosta de música erudita, olha que a Folha de São Paulo diz sobre a cidade: ” Esteja em qual região estiver, o turista dificilmente vai dar mais de cem passos sem que veja um cartaz anunciando uma ópera ou uma sinfonia. Dois teatros centralizam as apresentações de ópera: o Teatro Nacional (www.nationaltheatre.cz) e a Ópera Estatal de Praga (www.opera.cz). Praga respira música: é berço de compositores como Antonín Dvorák (1841-1904) e Bedrich Smetana (1824-1884), músicos que investiram nos temas tchecos e os divulgaram em suas peças. A capital acolhe mais de dez salas de concertos (além das igrejas, cerca de 15, onde também acontecem apresentações de música erudita), sete casas de shows e, no verão, seis grandes jardins viram palco de concertos ao ar livre” . Portanto, fique esperta e tente entender todos os cartazes pregados nos muros e igrejas. Para outras sonoridades, O Metallica se apresenta por lá no dia 02 de junho e o Joe Satriani no dia 03, no Sparta Stadium. Recomendo o Satriani, ele é um dos maiores músicos dos nossos tempos e já que você está por ali, porque não?

Radost FXM1 LOUNGE

Para se jogar : Quanto aos hotspots da cidade, fui perguntar a um amigo Alemão que tem em Praga seu refúgio principal de férias. Ele sempre me diz que eu não conheço a cidade mais encantadora do mundo. Portanto, foi a ele quem recorri para saber dos melhores clubs, bares e restaurantes da cidade. Sem dúvidas, pra ouvir boa música eletrônica, com o povo cool da cidade a boa é o club Mecca, que fica no bairro Praha 7, o bairro dos Judeus (Josefov). Os melhores djs do mundo e da cidade tocam sempre por ali e quando o pessoal quer uma noite daquelas sem-fim é para lá que vão. A música não pára antes do dia clarear. O Radost FX é dos moderninhos da cidade e a decoração do bar, ali atrás da pista de dança, vale a visita, fica ao lado da estação de metrô I.P Pavlova, super fácil de achar. Para uma noitada mais rica e famos tente o Le Clan (fica na esquina das ruas Balbinova ulice e Vinohrady). O slogan do club já diz tudo, A private club for good people. Portanto, cara de bonita, jogo de cintura e muita lábia para entrar. Para só uma bebidinha com música ao vivo, tente o Bombay na rua Dlouha, número 13. Está sempre cheio e o clima lembra um pub. Lounges com gente linda e bons drinks: K.U., na Rytirska, número 13 e o  M1, na Masna, número 1. Os dois ficam perto da Old town square, no bairro Praga 1. Recomendadíssimos.

Durante o dia: para um cafezinho primaveril, enquanto observa o povo lindo passar, a boa é o Cafecafe, na Rytirska, 10. Também fica ali no bairro Praga 1. Outro lugar legal é o Cafe Savoy, na Vitezna, 5, no bairro Praga 5. Bem clássico, século XIX, comidinhas incríveis.

Hergetova Cihelna

Para jantar: Não é muito difícil achar comida boa em Praga. E tudo vem em fartas porções. O amigo-alemão recomenda o Allegro, que fica no Four Seasons e é toptop. Isso significa muitos euros gastos. Mas é lindo, a comida excelente e vale cada investimento. Outro restaurante cool da cidade é o Hergetova Cihelna, que tem uma vista linda para a Charles Bridge. Do mesmo grupo, tente também o Kampa Park, com varanda com vista para o rio. O Aromi, que fica no bairro gay-friendly de Vinohrady - na rua Manesova 78, Praga 2 - é super bem frequentado, comida italiana e muito peixe. Dizem que é o melhor atendimento da cidade. A última dica do amigo é o Amici Miei, um outro italiano que tem mesinhas na calçada e comida incrível.

Um site excelente que achei nessas buscas é o Prague experiences. Se joga lá e veja o que se encaixa melhor nas suas vontades e orçamento. Espero que eu tenha ajudado, um pouco. E quando voltar quero um relatório completo para saber se as dicas eram boas mesmo, ok?





Você pergunta, nós respondemos – Roma

28 05 2008

A querida ItGirl Alê Garattoni vai se casar e a lua-de-mel será no eixo Roma-Paris. Viajante aleatoríssima que ela é, tem mil dúvidas sobre tudo, pois pertence ao clube dos que viajam muito antes da viagem em si e não sossegam enquanto não tem tudo minuciosamente planejado. Ela me mandou um email com algumas perguntas aleatórias e resolvemos compartilhar com todo mundo as respostas, assim, a dúvida dela pode ser a de outras pessoas, não é?

1- Qual (is) o museu must go em Roma?
Mustíssimo go é o Museu do Vaticano, que de quebra ainda rola uma passada pela belíssima Capela Cistina com suas obras de Michelangelo e outros gênios renascentistas. Mas fique esperta com o horário, pois fecha cedo e as filas costumam ser loooongas. Um grande problema? Não abre todos domingos. Um ou outro só, melhor conferir no site. Portanto, se separar o domingo para conhecer o Vaticano prepare-se para voltar para casa sem conhecer a coisa mais linda relacionada à Igreja Católica.

Museu do Vaticano

O Museu de Roma é bacaninha e funciona no domingo. Fica localizado na Piazza San Pantaleo, número 10 em um palácio belíssimo do séc XVIII. O acervo impressiona e para você, apaixonada por moda, tem um ala dedicada ao tema, com figurinos de óperas, roupas de época e tecidos mil.

Mas se você só tem tempo para ir a um museu na cidade eterna e o do Vaticano tá fechado, opte pelo Museu Capitolino. Na verdade são dois, pois são tantas as obras que o museu se estende por dois prédios: o Palazzo dei Conservatori e o Palazzo Nuovo. Os prédios ficam na região da Piazza del Campidoglio unidos por uma galeria subterrânea. O primeiro data de 1114 e o segundo de 1603. Sabe de quem era o projeto da praça? Michelangelo, tá?

Museu Capitolino

2- Li que muitos dos pontos turísticos cobram entrada. Qual seria uma estimativa de gastos?
Acho que você pode separar uns bons 50, 60 Euros. O Museu do Vaticano, por exemplo, custa 13Euros, o Coliseu mais 9, o Capitolino mais 6,50…

3- Sabe se o comércio abre aos domingos (um tal de Centro di Porta di Roma especialmente)?
As lojas costumam fechar aos domingos. As do centro, nos lugares mais frequentados pelos turistas, por exemplo, algumas costumam abrir, mas é melhor não contar com um momento compras no domingo. O Centro Commerciale Porta de Roma abre sim aos domingos, das 9 da manhã as 10 da noite. Portanto, melhor ir para lá.

4- O que pode se fazer à noite sem correr perigo?
Que tal comer? Afinal de contas você está na Itália e há alguma coisa mais incrível do que a comida típica deste país, gente? Se você quiser um restaurante cool na medida certa sem ser esnobe, com comida excelente, tente o Gusto. Eu adoro. Na verdade ele é mil coisas em um: restaurante, pizzaria, enoteca, winebar e mais o que você quiser. As mesas da área externa são perfeitas para o verão. Fica na Piazza Augusto Imperatore nos números 7 e 9.

Outro restaurante que eu adoro é o Glass Hostaria. Com decoração moderninha, mas menu super honesto e pratos saborosíssimos é um ótimo lugar para tomar um champanhe, comer romanticamente e se preparar para uma noitada. Recomendadíssimo e impressiona – pelo visual, não pelo preço da conta.

Uma cantina suuuper tradicional com mais de um século de tradição é a Est Est Est, na Via Principe Amedeo, 4/A. O nome animado? Veio de um vinho antigo e tradicional na região. Os calzones são de matar.

Quer ver, ser visto e observar todas as it girls de Roma? A boa é o club La Maison. Tem lustre, paredes vermelhas e sofás elegantérrimos para comer sushi. A música é ótima, o clima, apesar de só ter os hypes da cidade, não é esnobe. O único drama é a mocinha da porta. Faça cara de bonita e pronto. O La Maison fica na Vicolo dei Granari, número 3.

Se a idéia não é um restaurante descolado, moderninho, com gente posando, uma excelente opção é o bairro te Trastevere. Não há lugar melhor em Roma para entender a verdadeira alma do italiano. Chegue chegando, circule pelas ruazinhas – prepare-se para falar com estranhos, pois eles adoram um papo por ali – e escolha um restaurante ou bar que mais goste. O difícil vai ser escolher. O lugar mais fervido – com clima de festa no interior – é a praça da Basílica de Santa Maria in Trastevere. A igreja também é linda.

Trastavere





Buenos Aires por uma insider – Dicas de uma sedutora

28 05 2008
Por Anna Carolina Nogueira
Apesar do tuntz-tuntz ser fator dominante aqui como no resto do planeta, há de um tudo na noite porteña. Aqui boate se chama boliche, e elas não começam antes das duas da manhã.
 
Uma coisa que reparei foi a falta de make-up das twenty-something argentinas, além da falta de belíssimas sandálias de salto altíssimo. A maquiagem é super básica, quando não resolvem sair de cara lavada, e o all-star é muitas vezes o calçado de escolha, passando seu reinado para as botas quando o inverno aperta. Além disso, é quase impossível ver uma argetina com a barriga aparecendo. Decotes, vestidos e stilettos não são maioria na noite daqui, mas se tiver a fim de voltar todos os olhos pra você – inclusive o das mulheres – se joga e acredita na foto. Quando dá vontade eu subo uns centímetros e permito ao meu rosto tudo o que a MAC pode fazer por mim.
 
Os drinks, em média, custam uns 20 pesos nas boates. Mas, pelo horário que as pessoas chegam, dá pra beber bastante fora dos clubs, antes de encarar a dancefloor.
 
Os homens argentinos são todo um problema. Tenho um caso de amor e ódio com eles. Ódio porque, como boa brasileira, concordo com boa parte dos rótulos dados aos hermanos. e amor, simplesmente porque eu tenho olhos.  Eles são menos atirados do que os brasileiros e, definitivamente, não tem o charme dos cariocas, mas são belos os rapazes. Um grande defeito é que acreditam piamente no rótulo putano que as brasileiras tem mundo afora, e acreditam que você vai dar pra eles tipo na chuva, na rua, na fazenda e na casinha de sapê. Mas quando você mostra que nem todo dia é carnaval e nem toda brasileira samba, eles telefonam mesmo – o que pode ser um defeito ou uma qualidade, cada uma sabe de si. 
 
Meu conselho? Deixe o salto 12 pra próxima viagem, beba e seja feliz.




Paris – Dia 06

20 04 2008

Marais - Georgeos Pompidou

Depois de um dia de cão, de ter dormido por 14 horas, ainda eram oito da manhã de sábado e eu já estava de banho tomado, pronto para tomar o café da manhã e ganhar a rua. A primeira parada seria a Champs Elysées, onde compraria meu ingresso na FNAC para a exposição sobre Maria Antonieta em cartaz no Grand Palais. O motivo da compra antecipada? As filas dos sem-ticket estão beirando as 4 horas de espera. O que é mais curioso? Só franceses na fila, poucos são os turistas. Sinal de Marie Antoinette, apesar de ter sido decapitada pela Revolução Francesa como traidora ainda desperta muita curiosidade nos conterrâneos de seu marido.

Ingresso na mão ainda tive que amargar uma boa meia hora de espera sob um frio inclmente. A exposição mostra as obras de arte da nobre austríaca, seus retratos mais famosos e muitos objetos de decoração que faziam parte de sua coleção pessoal. Visitando a mostra a gente descobre que ela era fascinada por louças e motivos asiáticos nos móveis. A última sala, toda escura, com focos de luz nas paredes que destacam trechos de cartas trocadas entre Marie Antoinette e sua mãe Maria Teresa de Habsburgo, mostram um lado mais humano da Rainha da França. Ainda nesta sala uma série de reproduções das caricaturas do casal real publicadas no período do reinado mostra a evolução da opinião pública sobre os dois. Imperdível!

Depois do Grand Palais tomei a direção do Marais. Desci na estação do Hotel de Ville e subi a rue du Temple. Meu objetivo era o La Perle (78, ru du Vielle du temple), misto de boulangerie-restaurante-point do bairro onde eu iria almoçar, já que o relógio marcava mais de duas horas da tarde. Tentei uma mesa na calçada, mas sem chances, o lugar vive lotado. A solução foi dividir uma mesa de bancos estampados com uma garota que estava sozinha. Pedi uma salada marine, pois o meu estado gastrointestinal não me permita grandes ousadias e uma perrier. Uma hora depois, onde até engatamos um papo com os vizinhos de mesa e a conta: 15 Euros. Ótimo, não? Leia o resto deste post »