O Rafael, meu hermano, acabou de chegar do eixo Santiago-Pucón, no Chile e trouxe algumas dicas aleatórias para nós, viajantes sempre ávidos por informações. Ele passou 10 dias em solo chileno, sozinho e desbravou como ninguém os recantos das duas cidades.
Hospedagem
O Rafa é jovem, viajando sozinho, portanto, o albergue era a melhor solução. Depois de alguma pesquisa ele selecionou a rede Che Lagarto para se hospedar em Santiago.
”Há melhores opções na cidade. O BellaVista Hostel, por exemplo, que fica no bairro onde estão as melhores baladas da cidade, foi muito bem falado por todo mundo que conheci por lá. O Che Lagarto era honesto, mas nos quatro dias que fiquei hospedado não vi ninguém limpando o quarto onde eu estava em nenhum momento”.
Em Pucón ele não escolheu onde ficar, foi escolhido, ainda na rodoviária, para pernoitar no BackPackers. “Estava saindo do ônibus, com dois endereços de albergue na mão quando fui abordado por um cara perguntando se eu já tinha onde ficar. Disse que tinha dois nomes em mente e, por coincidencia, ele queria me vender a estadia exatamente em um dos dois, o BackPackers. Chegando lá, quando entrei na sala, o dono do albergue, estava deitado no sofá, de cueca, o que foi uma visão um tanto desanimadora para início de conversa. Mas arrisquei e não me arrependi. O dono do lugar, Claudio Carvacho, se mostrou um anfitrião como poucos. Além de comandar a casa, ele é guia turístico, um ótimo contador de causos e um mestre-cuca de primeira. Recomendo fortemente o albergue”, me explicou.
Passeios
“Nos arredores de Santiago recomendo uma visita a uma vinícola. Comprei um pacote da empresa Turistour por US$50 que me levou até as terras do famoso Concha y Toro. São cinco horas de passeio, com direito a degustação, taça de brinde e muitas lendas contadas. Um programaço”
Em Pucón, por conta do inverno rigoroso e do mal tempo em um dos dias, pouca coisa restou a fazer a não ser esperar o tempo bom chegar. “A alta estação em Pucón é o verão, quando um milhão de atividades são oferecidas na cidade e região. Você pode subir até o topo do vulcão, fazer rafting, andar de cavalo… No inverno resta torcer para fazer sol e poder apreciar a vista linda da região. No meu último dia, já desesperançado, depois de 4 dias com a estação de esqui fechada, enfim o sinal de que os usuários poderiam subir. Foi uma aventura descer a pista com a neve caindo na cara loucamente. Inesquecível. Outro programa que recomendo é uma visita ás inúmeras piscinas de águas termais da região. Ainda no Backpackers comprei um pacote ue me levou até a Termas Quimey-co. Muito bom sair de congelantes temperaturas e mergulhar nas águas quentes que podem chegar até a 40º”
Agitos
“Santiago, ao contrário do que dizem, tem uma noite bastante animada. E opções não faltam, mesmo se você quiser sair em plena segunda-feira. É só perguntar no albergue que as festas surgem. Eu estive em dois clubes: o Sala Murano e o El Subterraneo. O dois são gigantes e muito animados. Mas prepare-se para dançar um ritmo muito famoso por lá: o reggaeton. É uma mistura de lambada, com salsa, reggae … Ainda na Bellavista a Rua Pio Nono é onde se concentram alguns dos mais bacanas bares e clubs da cidade”
Pucón não tem muito vida notura durante o inverno, mas pelo que contam, no Verão, o bicho pega.
Comer
Eu escrevi um post sobre a cidade antes de meu irmão partir e ele conferiu alguns dos pontos citados por lá. “O centro gastronômico Borderio é mesmo muito legal. Bonito, cheio de opções e preços não tão exorbitantes. O restaurante Mestizo é excelente, mas bastante caro, se tiver um dinheirinho para gastar bem, recomendo, caso contrário, evite. Outro lugar com muitas boas opções é o Pátio Bellavista que fica na tal rua Pio Nono e vale a visita durante o dia ou à noite.
Prepare-se para comer muito abacate. Todos os pratos típicos da cidade levam muitas porções da fruta que é chamado de Pauta e é meio salgado. Salmão também é comido por lá como a gente come arroz por aqui, prepare-se para se refestelar nos vinhos e no Salmão – que são muito baratos e muito saborosos”
“Em Pucón eu fazia a maioria das minhas refeições no albergue, já que o Cláudio era um excelente cozinheiro e reunia todo o povo que estava hospedado por lá em volta da mesa e virava uma festa”




























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