
Por Anna Carolina Nogueira
Pelo menos uma vez por semana eu como sushi em Buenos Aires, então, nesse tópico sou quase perita. Apelando para um delivery preguiçoso ou colocando os pés nas ruas frias, já provei muitos japas dessa cidade, e aqui está todo o conhecimento que adquiri:
Já indiquei o Sushiclub aqui, e ele continua muito bem posicionado na minha lista de preferidos, com alguns rolls diferentes e deliciosos como o criollo, o Buenos Aires roll e o SC roll. O combinado de salmão de 75 peças dá legal para três pessoas e fica mais barato que o sushi libre – que custa cerca de 100 pesos. Eles tem restaurantes em Puerto Madero, Recoleta e Las Cañitas, sendo que há uma pequena diferença no preço do primeiro, pois alguém tem que pagar a diferença do altíssimo aluguel de Puerto Madero, né.
Outro que recomendo é o Azul Profundo, que apesar de nunca ter ido, sempre peço o delivery e nunca me decepcionaram. Uma vez fui infiel e liguei para o Dashi, pois era, aparentemente, o único que tinha hot philadelphia na carta. Aquilo nada tinha que ver com o hot philadelphia e o salmon skin estava terrível, además de mais caro que o Azul Profundo.
O sushi libre – all you can eat – mais barato que encontrei foi o do Itamae Sushi, e confesso que demorei um pouco a admitir que era ruim. Além de suas peças terem arroz demais, as opções são muito limitadas. Não vale. Além do mais, não funciona como os rodízios brasileiros onde você marca quais e quantas peças deseja. Eles montam a tábua com algumas variedades e você repete quantas vezes quiser.
Sushi tem aquela característica de amor ou ódio, e sempre corremos o risco do companheiro de viagem ser do grupo que odeia a simples idéia de mastigar um peixe cru, esperando da Argentina toda a carne vermelha que puder comer. Para agradar a todos, existem aqueles restaurantes que, apesar de não terem como foco o Japão, oferecem suas delícias no menu. Um destes é o Baez, na rua com o mesmo nome, em Las Cañitas. Dá pra comer um belo combinado enquanto seu amiguinho consome um medallón de lomo. Outra opção é o Ásia de Cuba, que abre para almoço e jantar, mas depois de uma hora da manhã parte das mesas são retiradas e o restaurante se torna boate. O restaurante é belíssimo e tem opções japas no cardápio convivendo em harmonia com bois e galinhas.
Voltando ao topo da lista, o primeiro lugar fica com o Libélula. Bem menos conhecido que os demais, ele ganha de lavada essa disputa. Dá pra comer sem questionar o que, porque tudo é divino, inclusive o peixe branco que eu raramente aceitaria no meu combinado. Lá o peixe branco é incrível, o salmão, os rolls, niguiris, sashimis, makis, tudo! O lugar é pequeno e escondido, o que me fez aumentar ainda sua pontuação, além do Nouvelle Vague que estava no som. Cada peça é um orgasmo.
O Libélula fica na Lafnur 3268, pertíssimo da Libertador, e é um japa peruano. Os japas peruanos sempre me proporcionaram muita alegria, e foi isso que me levou a ligar para o Osaka, além da fama que tem de ser o melhor dos melhores daqui – o Osaka também tem o toque peruano. Esperando já colocar aqui o resultado sobre o melhor dos melhores, qual foi minha surpresa? Tipos que dia 24 de Junho eu conto quem ficou com o primeiro lugar na disputa. Parece que a fama do Osaka é tanta que até lá eles não tem uma mesinha disponível para a minha pessoa. Quem sou eu na noite porteña pra achar que posso fazer reservas apenas com 5 dias de antecedência, né? Se você conseguir uma mesa, só em cash ou american express.
Sushiclub:
Alicia Moreau de Justo 286 – Puerto Madero
Av. del Libertador 15266
Báez 268 – Las Cañitas
Azul Profundo
Av. Del Libertador 310 – Ciudad de Buenos Aires
Tel: 4312-2910
Libélula
Lafinur 3268 – Ciudad de Buenos Aires
Tel: 4803-6047
Osaka
Soler 5608 – Ciudad de Buenos Aires
Tel: 4775-6964
Comentários