Buenos Aires por uma insider – A gripe

3 07 2009

Por Anna Carolina Nogueira

Não se fala de outra coisa em Buenos Aires. Com tom de pavor ou de total descrédito, o assunto principal em qualquer roda é a gripe porcina – como chamamos por aqui nossa querida influenza H1N1. Lavar as mãos a cada minuto, evitar metrôs …¿usar ou não máscaras? As prateleiras da farmacity apontam a histeria coletiva: não há mais álcool em gel.

A minha opinião? Está logo acima: histeria coletiva. Mas ninguém quer saber a minha opinião, muito menos as 15 pessoas que morreram ontem. Fecharam as escolas, metade das minhas aulas foram canceladas, há cada vez mais pessoas máscaradas nas calles porteñas… realmente não é o melhor momento pra visitar a cidade, mas se eu tivesse minha passagem comprada não deixaria de vir – salvo que estivesse grávida ou não tivesse lá o melhor dos organismos. O comércio está aberto e os restaurantes também, não é todo mundo que está pirando com isso. Mas como seguro morreu de velho, talvez seja melhor deixar a boate badalada para uma ocasião em que belos argentinos de higiene duvidosa não irão tossir em cima de você. A lo mejor, não corremos o risco de fila nos restaurantes mais badalados – ainda assim, não custa fazer reserva.

Talvez na semana passada o governo estivesse muito preocupado com as eleições – dizem por aí que podem até ter escondido informações gripais para não afetar os resultados – para pensar na gripe e não esteja mesmo lidando com ela da melhor forma possível, o que me dá a impressão de que ninguém sabe quais serão os próximos capítulos e até onde o estado de emergência vai. Eu não sei se minhas aulas serão canceladas na próxima semana ou se estarei na cama com o porquinho, só sei que não conheço ninguém que tenha pegado a tal gripe por aqui. Nem mesmo conheço alguém que tenha um primo cujo vizinho pegou. Portanto, enquanto não fizerem a tal máscara em rosa pink, acho que não vou usar.





Buenos Aires por uma insider – Ensaio sobre a cegueira

24 06 2009

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Por Anna Carolina Nogueira

Comprei minha entrada para assistir La isla desierta e fiz fila indiana enquanto o rapaz explicava que, a qualquer sinal de pânico, poderíamos gritar o nome dele, socorro ou mama (sic), e rapidamente alguém nos resgataria. Só o que eu sabia era que a peça acontecia na escuridão total, e minha audição e olfato seriam os sentidos predominantes. Alright.A fila indiana é para entrar – já sem nenhuma luz – no salão onde acontece o espetáculo. Os atores nos ajudam a encontrar nossas cadeiras e, de entrada, me impressionou a literalidade da escuridão. Não era como quando apagamos a luz do quarto e, em alguns segundos, nossos olhos se acostumam. Era cegueira completa.

Primeiro achei bastante engraçado, mas quando as risadas acabaram, deu uma certa angústia, que tampouco durou muito. A peça começa e é incrível. Os cheiros, os sons, as histórias que exercitam a imaginação… e a gente começa a querer adivinhar se o que estamos sentindo é cravo, maresia ou capim limão. Se esse conto se conta no mar ou na floresta. Se o cheiro de café vem do escritório. E quando acendem as luzes aquele salão não era nada como eu tinha imaginado, ainda que eu estivesse com meus olhos abertos o tempo todo.

A experiência é tão incrível que eu quase me emociono quando me avisam que, no mesmo Teatro de Ciegos, existe um jantar. São servidas seis tapas e vinho, em mesinhas de quatro lugares – ou seja, pessoas estranhas poderão sentar na sua mesa, o que pode ser bastante curioso quando você não enxerga as pessoas -, enquanto Luz Yacianci canta e Carlos Cabrera toca piano. Se a moça ganhou o posto por seu nome ou se é uma feliz coincidência eu não sei, só sei que o espetáculo ganhou o nome de A ciegas con Luz e vale cada um dos 80 pesos que cobra.

É super engraçado aprender onde fica sua taça de vinho – inclusive achar a boca pode ser complicado dependendo do grau de coordenação -, seu guardanapo, a cesta de pães… inclusive enfiei o dedo na minha sobremesa logo que me sentei. Mas, deixando a graça de lado, é incrível sentir o gosto de coisas que você não pode ver e trocar a experiência com as pessoas, enquanto tentamos adivinhar o que é que estamos comendo (por sorte foi uma brasileira super simpática a única estranha da minha mesa, onde estavam uma amiga e meu irmão). As comidas não são super complexas – o que ajuda os mais frescos – e tudo se come com a mão. O vinho é melhor do que os oferecidos em jantares de tango, sem dúvidas, e as músicas são conhecidas e bem bonitas.

A peça e o jantar são duas experiências completamente distintas e não me perguntem qual eu recomendo, porque eu recomendo as duas fortemente. A primeira custa 35 pesos e acontece toda sexta e sábado, às 21 e 23 horas, o jantar é aos domingos, às nove.

www.teatrociego.org 





Ronda aleatória

10 06 2009

♣ Os funcionários do metrô de Londres estão em greve desde a noite de ontem e pretendem permanecer assim até a noite de quinta-feira. São poucas as linhas que permanecem ativa e o caos se instalou no transporte público da cidade. A sindicato dos funcionários de transporte da cidade (RTM) reivindicam melhores condições de trabalho, melhores salários e questões internas.

♣ A partir do dia 01 de junho a Gol começou a oferecer o serviço pago de bordo em seus vôos domésticos. Pra quem não se contenta com o amendoizinho servido e quiser comer algo mais animado poderá solicitar sanduíches, salgadinhos e bebidas extras pagando por elas. A cerveja, por exemplo, custa R$5, café, capuccino e chá, R$3 e os sandubas frios, R$10.

♣ Em uma pesquisa feita com quase 9 milhões de usuários de aeroportos pelo mundo os aeroportos brasileiros tiveram um desempenh pífio em relação ao grau de satisfação dos que aqui passaram. Avaliando cerca de 200 aeroportos no mundo os passageiros cravaram Guarulhos na 128ª posição e o nosso Galeão em 135ª. O mais bem avaliado foi o de Seul na Coréia do Sul.

♣ Confuso sobre como acumular milhas diretamente no seu Cartão de crédito? O Aquela passagem fez um post dando o caminho das pedras.

Buenos Aires sem pacote: vale a pena? Se não é sua primeira vez na cidade, o mago das viagens Ricardo Freire diz que sim.





Buenos Aires por uma insider

21 08 2008

Nossa diva colunista está de volta a Buenos Aires e, portanto, sua coluna também. Depois de três semanas de dolce far niente no Rio ela chega chegando na capital Argentina já procurando por som fun.

Por Anna Carolina Nogueira

Voltei a Buenos Aires em ritmo de férias, buscando diversão para intercalar com todo o estudo, e encontrei uma lista de muito boa música para me deliciar.
 
No próximo fim de semana, 23 y 24 de Agosto, Julieta Venega se apresenta no Teatro Gran Rex. Para quem não conhece, Julieta é mexicana, com voz fofa e muito boa música. Tão boa que é, até Lenine e Marisa Monte cantaram com ela no seu MTV Unplugged este ano. Ainda estão a venda ingressos de 70 a 180 pesos.
 
É no Grand Rex que se apresenta boa parte dos melhores músicos que vem a Buenos, Nos dias 25 e 26, quem mora aqui poderá matar as saudades da bossa lá, com 50 anos de Bossa Nova em Buenos Aires, apresentando Roberto Menescal e Wanda Sá com Os cariocas. Os ingressos vão de 50 a 160 pesos. Seguindo o cilco da Bossa, Leila Pinheiro é a dona da casa no dia 2 de outubro, com os mesmo preços.
 
Ainda no Gran Rex, a música brasileira continua em alta, com Maria Rita, que já esteve aqui este ano e parece que caiu nas graças do povo porteño. Dia 18 de setembro a noite é dela, de 40 a 170 pesos.
 
Dia 13 de Setembro começa o Pepsi Music 2008, que vai até dia 11 de Outubro, com bandas argentinas e do mundo afora. Os ingressos vão de 60 a 90 pesos, dependendo do dia que você escolher. Mas você provavelmente escolherá o de 90, assim como eu. Aí vai o cronograma:
 
13 Sept – The Hives

26 Sept –
Los Cafres / Ky-mani Marley / Cultura Profética / Gondwana / Los Pericos / Amparanoia

27 Sept - Catupecu Machu / Kapanga / Carajo / Arbol / Cuentos Borgeanos / Karamelo Santo 
 
28 Sept - Babasónicos – Massacre – El Otro Yo – Leo Garcia – Adicta

2 Oct (Internacional) – Nine Inch Nails, Los 7 Delfines, Los Natas y Cabezones.

3 Oct (Internacional) – Dave Matthews Band / Fito Paez / La Portuaria / Bahiano / El Cuarteto de Nos
 
4 Oct (Interacional) – The Cult / Las Pelotas / Ratones Paranóicos / Pier / Bulldog 
 
5 Oct – Andrés Calamaro / Los Auténticos Decadentes / Los Tipitos / Estelares / Smitten / Loquillo

10 Oct (Internacional) – Stone Temple Pilots.

11 Oct (Internacional) -Mötley Crüe.

Pra acabar com o seu salário é só entrar no www.ticketek.com.ar. A minha renda familiar já ficou lá. Aceitamos todos os cartões de crédito.
 
Ainda falando de arte, até o 7 de setembro tem um monte de artistas expondo no que foi, um dia, um motel em Palermo Soho. A Solo Telo Muestra 2 tem um artista em cada quarto do ex motel Pussy-Cats. A cara de Buenos Aires, vale a pena dar uma checada. De domingo a quinta, de 11 às 20, e 6ª e sábado vai até às 21h. O Pussy-Cats fica na Paraguay 4747.




Buenos Aires por uma insider – Evita

25 07 2008

Fachada do Museu Evita

Por Anna Carolina Nogueira

Nos dias frios, zero de vontade de ficar na rua, não faltam museus em Buenos Aires. Num dos poucos momentos gelados do raro inverno deste ano, resolvi conhecer o Museu Evita. A casa, incialmente, fazia parte da Fundación de Ayuda Social Eva Perón, recebendo mulheres desafortunadas que vinham do interior do país, tipo uma residência temporária. A casa é uma graça, numa rua calma pertinho do Zoológico de Palermo – e de ótimos restaurantes.

As paredes da casa são estampadas com frases de Evita, e confesso que foi o que mais gostei do museu. Além de uma bela homenagem, é também uma ótima forma de conhecer um pouco da história da moça, tão amada pelos hermanos argentinos, desde que Eva era só Duarte, até ganhar o Peron e se tornar Evita. Alguns modelitos usados por ela também fazem parte do acervo do museu.

O restaurante do museu, além de ser super bonitinho, também é super gostosinho, mas a cozinha fecha depois das 3. A partir daí,  o local funciona como café. Outra boa pedida – a só uma quadra do museu – é o Guido, restaurante italiano pequenino e com um estilo bem próprio. As massas são deliciosas, mas se chegar tarde demais também não consegue almoçar. Detalhe para o atendimento: você quae nunca conseguirá escolher o que vai comer já que os donos sempre se encarregam de escolher o seu prato. E se você for simpático e agradável pode até ganhar cortesias: uma sobremesa ou uma entrada, por exemplo.

Ah! O museu abre de terça a domingo, de 13 às 19 horas, e custa 10 pesitos.

Museu Evita
Lafnur 2988

Guido’s Bar
República de la India 2843

Nossa diva enta de férias a partir desta coluna mas volta em três semanas. Não morram de saudades, ok?





Buenos Aires por uma insider – Tango

17 07 2008

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Por Anna Carolina Nogueira

Confesso que, apesar de já estar aqui há quase um ano, nunca fui a um show de tango. Mesmo não conhecendo pessoalmente, fiz anotações mentais com as dicas de outros habitantes da cidade, e me reservo o direito de repassá-las.

O mais famoso é o Señor tango, e dizem por aqui que é um espetáculo maravilhoso. É bem provável que o português seja o idioma oficial entre o público, por isso é bem difícil que um dia eu dê minha opinião pessoal sobre o local, porque eu gosto dos brasileirinhos no Brasil. Outro lugar que me recomendaram foi o Café Tortoni. Sim que o Tortoni também é ponto turístico da cidade, mas é que a possibilidade de metade dos nossos compatriotas ter visitado o local durante o dia me dá a esperança de um público menos euforico para o tango noturno. Além de uma belíssima apresentação, o lugar merece a visita. O Esquina Carlos Gardel e o Madero tango também são muito recomendados, e é bom lembrar que o preço cai bastante sem o jantar incluído.

Daí que nem só de espetáculos vive o tango, porque há quem queira dançar. Para isso existem as milongas. Milonga é o nome dado a um tipo musical da família do tango e, também, ao evento onde se dança – tanto tango quanto milonga. Fui na milonga da Confiteria Ideal, onde é claro que fiquei sentadinha com meu vinho, porque só nos meus sonhos eu sei dançar tango. Mas vendo o povo dançando vai dando vontade de aprender, porque é realmente belíssimo, e aí quando você vê já está na sua primeira aula de tango – ou pelo menos eu estou.

A cidade oferece milhares de escolas de tango, como a Escuela Argentina de Tango, que é super bem localizada. A própria Confiteria Ideal e o Tortoni também oferecem aulinhas. Sin embargo, tem gente que – assim como eu – tem fobia de aulas cheias, então fica a dica de como descolei meus professores de tango: nas milongas o povo que dá aula gosta de entregar uns flyers com as informações sobre estas, certamente menos gente procura essas pessoas do que a escola do Tortoni. Outra boa idéia são aulas particulares, quando o tempo é um problema e o dinheiro não.

Confiteria Ideal:
Suipacha 382
5265-8069 

Café Tortoni:
Avenida de Mayo 825
4342-4328

Escuela Argentina de Tango
Rodriguez Peña 1074 – Teatro de la Comedia
4312-4990





Buenos Aires por uma insider – Violência

10 07 2008

Por Anna Carolina Nogueira

Nascida e criada no Rio de Janeiro, me sinto mais que segura em Buenos Aires. Caminho pela noite da Recoleta mais tranqüila do que pela de Ipanema, pego ônibus tarde da noite em bairros não tão legais e até hoje nada de ruim me aconteceu. 

Mas há de se lembrar que estamos no terceiro mundo e que até em Amsterdã temos que tomar cuidado com os pickpockets, nossos tradicionais ladrõezinhos - então não seria diferente na capital argentina. Como é mais do que desagradável perder documentos, cartão de crédito e sua tão querida câmera durante suas férias, é melhor tomar algumas precauções. 

Aqui não vão colocar uma arma na sua cabeça e mandar passar a carteira. Vão levar sua carteira e você só vai perceber quando for pagar a conta do restaurante e tiver que lavar os pratos. Aí vai lembrar daquela pessoa que esbarrou em você dentro do metrô e se odiar. O negócio é ficar de olho na bolsa, principalmente em ruas cheias, como a Florida, e em meios de transporte público. 

Quando estiver em restaurante e cafés, também é melhor manter a bolsa onde possa vê-la. Uma conhecida perdeu o laptop nem sabe pra quem no café Aroma, por exemplo. De outra, levaram a bolsa inteira no Mc Donald’s e, na semana passada, teve um roubo generalizado em um pub super conhecido, onde um grupo de ladrõezinhos levaram carteiras e celulares de mais de dez pessoas sem que ninguém se desse conta na hora.  Um caso famoso e recente também foi a invasão da casa do cineasta Francis Ford Coppola que está morando na capital portenha para rodar seu novo filme. Eram cinco marginaizinhos que levaram entre outras coisas o roteiro do filme em si.

Um capítulo à parte são os golpes. Pois é, não é só no Brasil que as pessoas tentam dar uma de espertas em cima dos visitantes. Acontece de você dar uma nota de cem e a pessoa te voltar uma de dez dizendo que foi aquela que você deu além das já tradicionais notas falsas que circulam feito água pelas ruas de Buenos Aires. Eu mesma já recebi 50 pesos falsos, mas também já vi de 10 e 100. Se você olhar para o número da nota verdadeira vai reparar que ele brilha, além de outras diferenças que você pode se informar sobre assim que fizer o cambio. 

Bairros como o Microcentro, Palermo, e Recoleta são mais seguros à noite do que San Telmo e La Boca. Principalmente La Boca, é melhor conhecer à luz do dia. Mas, até onde as coisas parecem seguras existem seus poréns… para ir de Palermo Hollywood para o Soho caminhando temos que passar por um trilho de trem, lugar que onde dia desses um gringo recebeu uma facada. Fica a dica.

Sem querer assustar ninguém, mas já assustando. De janeiro a maio deste ano o consulado brasileiro em Buenos Aires recebeu 500 notificações de assalto a brasileiros em terras argentinas. O que dá uma média de 100 por mês e quase 4 por dia. Portanto, relaxe, aproveite a cidade, mas com os olhos bem abertos, não só para as belezas da cidade mas também para as belezas dos seus bolsos e bolsas.





Buenos Aires por uma insider – Galerias

3 07 2008

Por Anna Carolina Nogueira

Ouvi por aí que existem duas galerias super legais na Santa Fé: a Bond Street e a Galeria 5ª avenida. A Bond Street eu já conhecia e já amava. Tudo bem que às vezes dá medo andar por lá, com tantos tipos estranhos com cara de adoradores de Satã. ¿Sabe aquele povo que acha o Marilyn Manson gato? Então, freqüentam todos a Bond Street, onde vão furar todos os centímetros quadrados de seus corpinhos macabros. Mas calma lá que isso não tira o crédito da galeria.

Não só de tatuagens e piercings vive a Bond Street. Lá tem lojas ótimas, roupas super legais para homens e mulheres providos de bom gosto. Rolam uns tênis adidas maravilhosos, galochas belíssimas, roupas, accesórios, livros… tudo! E além disso, no subsolo está um dos poucos lugares onde se pode comer comidinha natureba e tomar um suco de frutas realmente bom – meu favorito é o de frutas vermelhas.

A Galeria 5ª Avenida eu não conhecia, mas fui lá checar para dividir com vocês. Confesso que voltei com a carteira mais leve. Logo de entrada tem uma loja de sapatos, bolsas e coisinhas super diferente. É cheia de brechós – onde você realmente pode achar algo, e não aqueles lugares amontoados de coisas que ninguém quis e muito menos você vai querer, com cheiro de naftalina – e lojinhas interessantes com preços bons. Por ali tem cds antigos e até disco de vinil – tenho um sonho oculto de ter uma vitrola bem vintage no meio da minha sala. No subsolo tem uns óculos bem legais, escuros e de grau. A Loja Hi Freaks tem casacos de lã bem bonitinhos por um preço ótimo. Enjoy it!

Bond Street – Santa Fé 1670

Galeria 5ª avenida – Santa Fé 1270





Buenos Aires por uma insider – O frio

30 06 2008

Coleção de inverno da Seco

Por Anna Carolina Nogueira

O inverno chegou pra ficar em Buenos Aires. Turistas adoram, eu odeio. É muito mais fácil/barato se vestir no verão, muito mais feliz andar na rua. Mas eu não tenho escolha e preciso existir no inverno, e existir significa acordar cedo e levantar da cama quentinha. Para enfrentar essa temporada de frio sem ficar mal vestida como brasileiros na Disney, eu juntei algumas dicas que venho aprendendo por aqui. 

Pijama de polar, casaco de polar, cobertor de polar, polar. É o tecido mais fofo e quentinho que eu tive o prazer de conhecer. Tem dias em que me pergunto se realmente não posso ir pra aula o meu pijama, podia viver só com ele. Mas eu não posso, porque há de se passar hidratante antes de entregar as pernas ao reinado das meia-calças. Fica a dica: Abuse das meia-calças de diferentes cores e estampas, por dentro da calça ou com vestidinhos, saias e shorts, além de proteger do frio elas são super estilosas. 

Outra coisa que o inverno me ensinou foi a gostar de pimenta. Acaba ficando difícil aqui em Buenos Aires, porque não é fácil arrumar algo realmente picante, mas caso consiga… se joga. Quando a pimenta te pega de jeito te aquece de verdade, tipo vinho – só que não é toda hora que dá pra encher a cara de vinho, mas se você está passeando sem compromisso, aproveite que os taxis são baratos e prove toda a uva que a Argentina pode te oferecer. 

Botas, casacos e cachecóis podem ser extremamente chics se bem utilizados. Outra peça que os argentinos super aderiram foi o colete, sejam os grossos – os com capuz com pelinho são lindos -, que esquentam de verdade, ou aqueles de lã ou alfaiataria, que ficam um arraso por baixo do sobretudo. Os de alfaiataria da Zara são o que há. 

Elegi as galochas como o must have deste inverno, e na Santa Fé, entre a Callao e a Paraná, dá pra encontrar dezenas de estampas diferentes, cada uma mais fabulous que a outra. Além de confortáveis e incríveis, elas são muito úteis. Por falar nisso, a loja Seco vende roupas para a chuva super bonitas, como capas e chapéus impermeáveis. 

Última dica: se joga no chocolate quente. Viajar é não ter que contar calorias.





Buenos Aires por uma insider – Sushi

20 06 2008

Osaka

Por Anna Carolina Nogueira

Pelo menos uma vez por semana eu como sushi em Buenos Aires, então, nesse tópico sou quase perita. Apelando para um delivery preguiçoso ou colocando os pés nas ruas frias, já provei muitos japas dessa cidade, e aqui está todo o conhecimento que adquiri:

Já indiquei o Sushiclub aqui, e ele continua muito bem posicionado na minha lista de preferidos, com alguns rolls diferentes e deliciosos como o criollo, o Buenos Aires roll e o SC roll. O combinado de salmão de 75 peças dá legal para três pessoas e fica mais barato que o sushi libre – que custa cerca de 100 pesos. Eles tem restaurantes em Puerto Madero, Recoleta e Las Cañitas, sendo que há uma pequena diferença no preço do primeiro, pois alguém tem que pagar a diferença do altíssimo aluguel de Puerto Madero, né.

Outro que recomendo é o Azul Profundo, que apesar de nunca ter ido, sempre peço o delivery e nunca me decepcionaram. Uma vez fui infiel e liguei para o Dashi, pois era, aparentemente, o único que tinha hot philadelphia na carta. Aquilo nada tinha que ver com o hot philadelphia e o salmon skin estava terrível, además de mais caro que o Azul Profundo.

O sushi libre – all you can eat – mais barato que encontrei foi o do Itamae Sushi, e confesso que demorei um pouco a admitir que era ruim. Além de suas peças terem arroz demais, as opções são muito limitadas. Não vale. Além do mais, não funciona como os rodízios brasileiros onde você marca quais e quantas peças deseja. Eles montam a tábua com  algumas variedades e você repete quantas vezes quiser.

Sushi tem aquela característica de amor ou ódio, e sempre corremos o risco do companheiro de viagem ser do grupo que odeia a simples idéia de mastigar um peixe cru, esperando da Argentina toda a carne vermelha que puder comer. Para agradar a todos, existem aqueles restaurantes que, apesar de não terem como foco o Japão, oferecem suas delícias no menu. Um destes é o Baez, na rua com o mesmo nome, em Las Cañitas. Dá pra comer um belo combinado enquanto seu amiguinho consome um medallón de lomo. Outra opção é o Ásia de Cuba, que abre para almoço e jantar, mas depois de uma hora da manhã parte das mesas são retiradas e o restaurante se torna boate. O restaurante é belíssimo e tem opções japas no cardápio convivendo em harmonia com bois e galinhas.

Voltando ao topo da lista, o primeiro lugar fica com o Libélula. Bem menos conhecido que os demais, ele ganha de lavada essa disputa. Dá pra comer sem questionar o que, porque tudo é divino, inclusive o peixe branco que eu raramente aceitaria no meu combinado. Lá o peixe branco é incrível, o salmão, os rolls, niguiris, sashimis, makis, tudo! O lugar é pequeno e escondido, o que me fez aumentar ainda sua pontuação, além do Nouvelle Vague que estava no som. Cada peça é um orgasmo.

O Libélula fica na Lafnur 3268, pertíssimo da Libertador, e é um japa peruano. Os japas peruanos sempre me proporcionaram muita alegria, e foi isso que me levou a ligar para o Osaka, além da fama que tem de ser o melhor dos melhores daqui – o Osaka também tem o toque peruano. Esperando já colocar aqui o resultado sobre o melhor dos melhores, qual foi minha surpresa? Tipos que dia 24 de Junho eu conto quem ficou com o primeiro lugar na disputa. Parece que a fama do Osaka é tanta que até lá eles não tem uma mesinha disponível para a minha pessoa. Quem sou eu na noite porteña pra achar que posso fazer reservas apenas com 5 dias de antecedência, né? Se você conseguir uma mesa, só em cash ou american express.

Sushiclub:
Alicia Moreau de Justo 286 – Puerto Madero
Av. del Libertador 15266
Báez 268 – Las Cañitas

Azul Profundo
Av. Del Libertador 310 – Ciudad de Buenos Aires
Tel: 4312-2910

Libélula
Lafinur 3268 – Ciudad de Buenos Aires
Tel: 4803-6047

Osaka
Soler 5608 – Ciudad de Buenos Aires
Tel: 4775-6964





Buenos Aires por uma insider – Apostas

11 06 2008

Por Anna Carolina Nogueira

Logo que cheguei ao cassino de Puerto Madero já fiquei animada com todas as luzes e o estacionamento cheio, dividido por naipes de baralho. O inverno de Puerto Madero demanda casacos enormes, então se informe sobre onde deixar seu casaco logo na entrada. O restaurante do local é aconchegante e bem quentinho e, apesar de só ter tomado um café, ouvi dizer que a comida é bem gostosa.

O cassino é dividido por classes. A pobreza fica no subsolo, enquanto o andar mais alto é para a classe A, sendo o valor mínimo para a roleta 10 doláres – é lá que ficam os gringos endinheirados caso alguém pretenda aplicar o golpe do baú. Na classe média, que fica no piso abaixo desse, aceitam 10 pesos mesmo como aposta mínima, enquanto na pobreza do subsolo dá pra jogar com 5 pesos. Já dá pra concluir que o subsolo fica lotado de gente em volta das mesas e cigarros por todos os lados.

Poker, blackjack, roleta, máquinas, dados e mais alguns jogos que desconheço. Cabeças brancas por todos os lados. Interação quase nula. A interação ali é com o vício, quando se começa a jogar o dinheiro é secundário, o que vale são aqueles segundos antes da roleta parar de girar… uma delícia. O povo vai perdendo a casa e a sogra e a minha dica é seguir reto para o bar, porque ali você perde dinheiro mas ganha algo em troca, só tem que tomar cuidado pra não encarnar o “quando bebo sou rico” e perder a casa você também apostando tudo no sete. Não importa em qual classe você joga, o preço da bebida é o mesmo em todos os bares, então a sugestão é subir de classe porque no andar mais vazio o bartender está mais livre para caprichar no seu drink. A tequila sunrise é deliciosa e vale muito os 17 pesos. Cartões só visa e master.





Buenos Aires por uma insider – Starbucks

4 06 2008

Por Anna Carolina Nogueira

Finalmente o café mais famoso do planeta, o Starbucks, chegou a Buenos Aires. E eu, aleatoríssima, fui lá conferir. Achava estranho que até agora não tivesse um aqui… já que até a capital peruana já contava com uma filial, antes mesmo dos paulistanos. Além do que café é quase uma instituição nacional. Ou onde mais você poderia encontrar mais de 35 mil cafeterias, só na região metropolitana de Buenos Aires?

Com o frio que está fazendo não foi uma grande idéia escolher um domingo para visitar o primeiro e único Starbucks da cidade, que fica no Shopping Alto Palermo. A fila se prolongava até o lado de fora, mas andava rápido. O atendimento era estranhamente eficiente e o meu caramel machiatto estava tão saboroso quanto poderia estar – por 11 pesos. O menu conta com uma versão argentina com doce de leite, como não poderia deixar de ser. Mas senti falta dos muffins e acho que os alfajores e medialunas eram dispensáveis. Mas quem sou eu pra achar alguma coisa?

Por melhores que sejam minhas lembranças dos moccas e machiattos, espero ansiosamente a abertura da próxima loja longe de um shopping, por favor. Acho que uma cidade que conta com uma arquitetura tão européia, como eles mesmos adoram dizer, podia oferecer um starbucks mais charmosinho.





Buenos Aires por uma insider – Dicas de uma sedutora

28 05 2008
Por Anna Carolina Nogueira
Apesar do tuntz-tuntz ser fator dominante aqui como no resto do planeta, há de um tudo na noite porteña. Aqui boate se chama boliche, e elas não começam antes das duas da manhã.
 
Uma coisa que reparei foi a falta de make-up das twenty-something argentinas, além da falta de belíssimas sandálias de salto altíssimo. A maquiagem é super básica, quando não resolvem sair de cara lavada, e o all-star é muitas vezes o calçado de escolha, passando seu reinado para as botas quando o inverno aperta. Além disso, é quase impossível ver uma argetina com a barriga aparecendo. Decotes, vestidos e stilettos não são maioria na noite daqui, mas se tiver a fim de voltar todos os olhos pra você – inclusive o das mulheres – se joga e acredita na foto. Quando dá vontade eu subo uns centímetros e permito ao meu rosto tudo o que a MAC pode fazer por mim.
 
Os drinks, em média, custam uns 20 pesos nas boates. Mas, pelo horário que as pessoas chegam, dá pra beber bastante fora dos clubs, antes de encarar a dancefloor.
 
Os homens argentinos são todo um problema. Tenho um caso de amor e ódio com eles. Ódio porque, como boa brasileira, concordo com boa parte dos rótulos dados aos hermanos. e amor, simplesmente porque eu tenho olhos.  Eles são menos atirados do que os brasileiros e, definitivamente, não tem o charme dos cariocas, mas são belos os rapazes. Um grande defeito é que acreditam piamente no rótulo putano que as brasileiras tem mundo afora, e acreditam que você vai dar pra eles tipo na chuva, na rua, na fazenda e na casinha de sapê. Mas quando você mostra que nem todo dia é carnaval e nem toda brasileira samba, eles telefonam mesmo – o que pode ser um defeito ou uma qualidade, cada uma sabe de si. 
 
Meu conselho? Deixe o salto 12 pra próxima viagem, beba e seja feliz.




Buenos Aires por uma insider

21 05 2008

Por Anna Carolina Nogueira

Locomover-se em Buenos Aires é super barato, não só pela ótimo momento do real, mas porque é barato e ponto final. Uma passagem de metrô custa nada mais que 90 centavos – de pesos, que fique claro – , enquanto a do ônibus – colectivo - varia entre 90 centavos e um peso, dependendo do tamanho do seu trajeto. Preços muito mais justos para pessoas que vão trabalhar todos os dias que os abusivos mais de dois reais cariocas.
 
Claro que a “condução” de 90 centavos não é igual a de dois reais, mas eu prefiro a sujeirinha economica porteña. O 102, por exemplo, me pega na Vicente Lopez e me leva até o Shopping Paseo Alcorta por 90 centavos. Um táxi me levaria por nada mais que 10 pesos - o que na minha concepção, mesmo assim ainda não é nada caro.
 
Para quem vem passar pouquinho tempo eu recomendo usar e abusar dos táxis argentinos. Mas é bom dar preferência aos de cooperativa, para não correr o risco de ser eganada por um taxímetro adulterado. É só escolher aqueles que têm o nome da cooperativa na porta de trás do carro. Mas, caso vá ficar um pouco mais pela cidade, vale comprar o Guia T de ônibus num quiosco de revistas. Com ele fica beeem fácil se locomover pela cidade.
 
Dependendo do percurso vale a pena usar o subte, que possui seis linhas cruzando a cidade. Diferente dos ônibus, que só aceitam moedas, você não vai precisar comprar balas para fazer troco para a passagem.
 
Fora isso, Buenos Aires conta com os trens do Retiro e o tren de La Costa. É com estes que se chega à Tigre, San Isidro e outras províncias de Buenos Aires. Informações sobre os horários e preços destes estão nos sites: www.tbanet.com.ar e www.trendelacosta.com.ar . Um site excelente para recolher e dissecar todas as informações sobre o transporte em Buenos Aires – marítimo, terrestre e aéro  é o Xcolectivo.      
 
Mas o meio de transporte mais recomendado em Bs As ainda são as boas e velhas pernas. Sempre o melhor jeito de conhecer um lugar novo.




Bs Aires por uma insider – Em família

14 05 2008

Por Anna Carolina Nogueira

Quando se viaja com família há de se pensar em um roteiro mais confortável e um ritmo mais lento, mas também é a hora de arrasar em bons restaurantes e ótimos vinhos. Buenos Aires oferece ambos, a preços muito mais aceitáveis do que as capitais brasileiras.

O cemitério da Recoleta é um programa obrigatório somente para os visitantes de primeira viagem, se sua família feliz já o conhece, não precisa re-conhecer. Uma medialuna no La Biela (Av. Quintana 596) e continuemos – ou comecemos - o passeio.

Pais costumam não gostar de shopping, mães querem fazer compras. Palermo Soho resolve todos os problemas. Todos ficam felizes, inclusive irmãos e tios.

Dali o taxi não passa dos vinte pesos para chegar ao Gardiner (Av Costanera Norte y La Pampa/ Tel: 54 (11) 4788-0437), o restaurante perfeito para um almoço de sábado. O restaurante tem ótimas carnes e o peixe também é muito gostoso, mas o melhor é o espaço aberto com vista para o Rio da Plata – e bem longe dos turistas de Puerto Madero. O salão é imenso, o atendimento impecável e os bancos de madeira da área externa, um charme. É para sentar, bater papo, comer bem, bebericar e até assistir o pôr-do-sol.

Apesar de pais não gostarem de shopping eles não vão recusar uma voltinha nas Galerías Pacífico, e vale indicar a loja de vinhos Tonel Privado no subsolo – a especialidade argentina são as uvas malbec.  

E por falar em vinhos, a Grand Cru ( Alvear 1718 ) tem um vinho exclusivíssimo chamado Tiago que é uma delicinha. Além da loja ser ótima, o atendimento também o é. Recomendo também o Gala 2, da bodega Luigi Bosca – é tudo de bom na vida. Apesar de que o preço equivale a um rim no mercado negro de órgãos.

 Casa Cruz

Alguns acham o Casa Cruz (Uriarte 1658/ Tel.: +54 (11) 4833-1112) um pouco pretensioso. Minha família achou lindíssimo, gostou muito da comida e, principalmente, do paredão de vinhos. Restou-me observar a beleza dos garçons que subiam no paredão para buscar os tais vinhos. A equipe do restaurante é tipo aqueles de Nova York e LA onde só se contratam modelos-quero-ser-ator.
 
Domingo é dia de feira de San Telmo para todas as idades e sexos. Mesmo quem já foi pode explorar novos buracos por esses lados e curtir as orquestras de rua. Uma opção é caminhar por Puerto Madero e escolher um bom restaurante em uma varanda agradável. Se alguém tem a sorte de ter uma família adoradora de sushi eu super recomendo o Sushiclub, caso contrário só posso dizer que a Cabana Las Lilas é soooo overrated. Eles combram quase 80 pesos por um pedaço de picanha e o couvert custa 20 pesos por pessoa - é melhor encarar o rodízio brasileiro do Spettus, mais por menos. Tudo ali em Puerto Madero.
 

Para fechar, o jantar no Sucre (Sucre, 676/Tel.: +54 (11)4782-9082) passou no controle de qualidade familiar, com pontos extras para o risotto azafranado com ossobuco e para a belíssima adega que fica no meio do salão. A carne também é deliciosa. A carta de vinhos é imensa, com preços para todos os gostos. Ótimo atendimento. 

Sucre

Milhões de calorias depois, era hora de embarcar minha família de volta para o Brasil. Tenho certeza que deixei a sensação de quero-voltar-logo, não só por saudades de mim, claro, mas pela possbilidade que Buenos Aires de se comer e beber extremamente bem sem doer imensamente na carteira. 




Buenos Aires por uma insider

7 05 2008

Por Anna Carolina Nogueira

Além de alfajores e bifes de chorizo, o que não falta em Buenos Aires são heladerias, ou sorveterias, em bom português. Então, lá fomos eu e meu paladar cumprir a árdua missão de provar os melhores sorvetes da cidade e contar tudo para vocês aqui na minha coluninha semanal no VA. 

 
Sou suspeita pra falar sobre o Un Altra Volta, porque o local me acolheu nos meus primeiros dias aqui com a massa do seu cheesecake, a internet wi-fi e um ambiente bastante agradável. Fui até lá e experimentei todos os sabores que pude. Mousse de maracujá, laranja com pedaços de morango, manga com laranja e mousse de limão. O último foi o premiado sem nenhuma dúvida, mas eu deixaria os sorvetes de fruta para o verão. Eles têm umas quatro lojas na cidade, mas a minha preferida e a da Recoleta que fica na esquina da Avenida Callao com a Pacheco de Melo.
 
No inverno queremos gordura e nisso Buenos Aires tem pós-doutorado. Então, tenho que assumir que, apesar da minha ótima relação com o Volta, o sorvete de doce de leite tentación do Freddo é mesmo o melhor de todos. A fama que a sorveteria carrega não é em vão e seus sorvetes são realmente divinos, mas não se deixe enganar pela bela aparência e a primeira colher do de framboesa… é meio enjoativo. O Freddo está espalhados por mil cantos da cidade.
 
Outro lugar que super vale uma visita é o Abuela Goye,  chocolateria da Patagonia, que tem uma de suas filiais na praça de alimentação da Galeria Pacífico e tem uma banana split que é melhor que sexo. Surreal de bom, com sorvete de doce de leite e banana, além do doce de leite próprio. O de mousse de chocolate também é uma delícia. Lá eles vendem alfajores para levar de lembrança para quem não suporta mais Havana. 
 
O Munchi’s, por sua vez, me conquistou pra toda a vida. O sorvete dulce de leche Munchis é mais cremoso e mais gostoso do que o super dulce de leche, mas o tentación do Freddo ainda é melhor. Só que, em termos de ambiente, o Munchi’s da Larrea 1541 ganha. O local é super agradável, com ótima calefação e bom atendimento e todos os sabores são preparados com leite de vacas Jersey criadas com todo o carinho para a produção dos sorvetinhos. Pra quem gosta de chocolate amargo o amargo belga de lá é bem gostoso. O sambayón é ótimo pra quem não recusa uma álcool, tem um gostinho de licor delicioso. Meu favorito foi o merengue munchis, que é o céu na terra. Virei fã do local e super recomendo.

Outra heladería super cool, que está sempre cheia de gente bacana, porque nem só de sorvete vive um ser humano, é a Persicco de Palermo – na esquina da Salguero e Cabello . O mint-choc-chip (menta com lasquinhas de chocolate) é imperdível.


 
Com isso resta descobrir como as argentinas são tão anorexicamente magras.




Você pergunta, nós respondemos

30 04 2008

A Paula pediu um hotel bacana em Buenos Aires mas que não fosse muito caro. Eu e Anninha nos reunimos em conferência msníca e selecionamos alguns hotéis em Buenos do tipo BBB (Bom, bonito e barato). Esperamos que as informações sejam de alguma serventia.

O que a gente recomenda fortemente, por já ter ficado hospedado lá algumas vezes, é o Callao Suites. A Anninha até morou lá por um mês antes de achar sua mansão portenha. Na verdade não é um hotel clássico, são vários apartamentos (com cozinha e tudo) que funcionam como um hotel. A decoração é cool, tudo é bem novinho e a localização é perfeita, no coração da Recoleta. A recepção é meio tosca, mas enfim, nem tudo é perfeito, né? As tarifas começam em US$50.

Da mesma rede e no mesmo esquema de conforto, praticidade e decoração bacaninha se enquadra o Apart SanDiego que fica a poucas quadras do Callao. A localização é melhor ainda e a recepção mais com cara de hotel e menos de prédio residencial. As tarifas são quase as mesmas.

Outro que a gente achou é o BA Soho Rooms, um Bed and Breakfast em Palermo Soho – área mais cool da cidade – que é bem charmoso. As tarifas começam em US$35 e é bom correr pois só cabem seis pessoas por vez. No andar de cima mora o casal dono do pedaço.

Se o dinheiro estiver curto, bem curto mesmo, que tal um albergue? O Milhouse é clássico na cidade, apesar de sua localização ser bem central, o prédio internamente ser uma graça e a animação rolar solta madrugada a dentro, não recomendo para moças sozinhas. Porque? A porta ao lado do Milhouse esconde um cinepornô. Em alguns quartos você terá de conviver com a “trilha sonora” do filme a noite toda. Eles têm quartos individuais, duplos com tv e tudo. Se quer diversão é uma boa.

Outro albergue – esse recomendação pessoal da nossa insider – é o Sudamerika que fica na Recoleta também. Palermo é cool, é onde você vai curtir a noite, mas a Recoleta ainda é o ponto central para quem quer curtir a cidade. O Hostel tem quartos individuais e honestos por preços camaradas. Recomendamos uma olhada antes de decidir.





Buenos Aires por uma insider

28 04 2008

Por Anna Carolina Nogueira

Sim que San Telmo aos domingos é mais que batido nos roteiros porteños. Mas também é mais do que obrigatório e eu não poderia deixar de falar sobre o bairro histórico de Buenos Aires na minha coluninha no Viajantes Aleatório. Não só pelas performances artísticas que acontecem nos arredores da Plaza Dorrego, mas também pelo elemento consumo que essa área oferece. A praça tem a famosa feirinha de antiguidades, onde se encontra uma tenda incrível de óculos vintage de todos os tamanhos e formatos – os mais incríveis por cerca de 90 pesos.

Numa espécie de galpão em uma das ruas que cerca a praça dá pra adquirir umas peças interessantes para o guarda-roupa, mas maravilhosa mesmo é a loja L’AGO, que fica na Defensa 919. Eu tive vontade de passar o resto da minha vida lá dentro, de comprar tudo! É uma loja de coisas várias… tem desde cremes hidratantes deliciosos de chocolate, café e pêra, até quadros, cadeiras e bolsas lindas de morrer! A loja inteira é apaixonante.

Depois de ver artistas de rua, lojas e tendinhas vale pagar 4 pesos em um taco, vendido ali no meio da Defensa mesmo, feito por verdadeiras mexicanas – tem de carne, frango e chori-papa, que quer dizer batata com linguiça por aqui. De resto, caminhe e se enfie em todos os buracos que encontrar, porque San Telmo sempre surpreende.




Feriado em Buenos Aires

17 04 2008

Por Anna Carolina Nogueira
Feriado chegando e o peso lá embaixo, não fica difícil imaginar que em poucos dias o português vira idioma oficial da capital argentina. Pensando nisso dediquei a minha coluna desta semana aos que não estão interessados no circuito parrilla-caminito-plaza de mayo e querem saber o que acontece na cidade até segunda-feira.
 
Super recomendo, para quem já não foi em São Paulo, a exposição de Tarsila do Amaral que estará até Junho no Malba. O museu já é incrível por si só, com um andar inteiro para Tarsila então… imperdível! A expô chama-se Tarsila Viajera.
 
O que pode ser interessante na sexta-feira é o Ciclo Nuevo!, onde se pode conhecer novos músicos argentinos por nada mais que dois pesos. A partir das 21 horas no Centro Cultural Gal San Martín. O Niceto Club é também uma boa opção para el viernes.

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Palermo e o hype

6 04 2008

Por Anna Carolina Nogueira

Não é por ser conhecido como o bairro dos psicólogos que Palermo é meu bairro favorito em Buenos Aires. É porque Palermo tem tudo de melhor. Palermo tem meu museu favorito, na Av. Figueroa Alcorta 3415 -o  MALBA, com obras de brasileirinhos como Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e Portinari. Entre os hablantes do castellano expostos estão Frida Kahlo, Berni e Botero. De 28 de março até dia 2 de Junho a exposição ‘Tarsila viajera’ estará no museu. Imperdível.
 
É em Palermo que está a maior parte do verde da cidade. O Jardim Botânico, o Jardim Japonês e o Parque Tres de Febrero estão lá para quem gosta de respirar só oxigênio. Outra forma de fugir dos prédios altos é passear pela Plaza Serrano e seus arredores – tomando uma cerveja ao ar livre ou estourando o limite do cartão de crédito no comércio. Aos sábados e domingos dá pra achar coisas bem legais na feira de novos estilistas que acontece em volta da praça. Além disso o lugar tem inúmeras lojas ótimas  como as argentinas Trosman, Wanama e Desiderata e a italianinha Diesel.
 
Um ótimo lugar pra tomar uma cerveja é no pub Sullivan’s, na calle J.L.Borges, pertinho da praça. Você senta do lado de fora, pede uma cerveja Otro Mundo e mani (amendoim), e fica vendo as pessoas belas e bem vestidas passando. Adoro! Para a glicose pós cerveja não há nada nesse mundo melhor que o cuadrado de dulce de leche do Mark’s, na calle Armenia.
 
Mas não é só por isso que Palermo é o melhor bairro. Também tem a melhor vida noturna da cidade. O club 69 nas quintas-feiras e o Niceto club, por exemplo, são ótimos. Mesmo pra quem não está com toda essa juventude dentro de si existem ótimos lugares pra tomar alguns vinhos e jantar, como o Bar 6, também na Armenia. E pretendo apresentar mais alguns deles aqui em breve, prometo!