Dia 5, o último
Por Anna Carolina Nogueira

No último dia, após tantas aventuras, decidimos nos dedicar ao que me havia levado àquela cidade in the first place: o vinho. Depois de muita pesquisa e algumas sugestões, pegamos um ônibus até Lujan de Cuyo – mini-cidade onde fica grande parte das bodegas mendoncinas – e, dali, um taxi até a bodega mais esperada, Catena Zapata – uma das bodegas mais luxo, poder e sedução da Argentina. Chegamos na hora agendada e fizemos o tour pela bodega mais rica das que visitei. É bem maior que as outras (dizem que a Salentein faz o mesmo estilo riqueza bela, mas ficava longe demais para o pouco tempo que restava), e no quesito beleza arrasa com as coleguinhas. É a minha definição de paraíso aquele vinhedo imenso unindo-se às montanhas de gelo no horizonte – um absurdo!
O tour deles, com degustação de um Saint Felicien Malbec, não é cobrado, mas eles oferecem outras degustações especiais que vão até 60 pesos. Eu resolvi ser pheena e degustei três diferentes uvas de Angélica Zapata, pois minha curiosidade me impedia de seguir a vida sem entender a razão do malbec ser o dobro do preço dos demais. Fui de merlot, cabernet franc alta e malbec, porque o sauvignon – que na minha opinião foi o melhor dos quatro – eu já tinha provado no dia anterior. Resultado foi uma pessoa semi-bêbada ao meio dia, pegando um taxi para a próxima bodega.
A bodega Carmelo Patti foi sugestão de um mendoncino, ótima sugestão. Foi o próprio Carmelo que nos recebeu e nos mostrou, muito bem humorado e orgulhoso, sua bodega boutique – como são chamadas as pequenas bodegas. Foi onde mais aprendi sobre vinhos e super recomendo a visita, a degustação foi super gostosinha e acabei levando duas garrafas do cabernet – muito bom! – de presente, autográfadas. Hora de arrumar as malas e voltar para Buenos Aires.

Que biquini, pelamor? Onde é que tava escrito que eu tinha que levar biquini pra Mendoza no inverno, for God’s sake?! Pois é, fica a dica: há de se levar roupa de banho para Mendoza em toda e qualquer estação. Outra dica é levar uma muda de roupa e até de sapatos para o rafting, porque molha absolutamente TUDO.
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