Dica de uma Insider – Mendoza

16 06 2009

Dia 5, o último

Por Anna Carolina Nogueira

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No último dia, após tantas aventuras, decidimos nos dedicar ao que me havia levado àquela cidade in the first place: o vinho. Depois de muita pesquisa e algumas sugestões, pegamos um ônibus até Lujan de Cuyo – mini-cidade onde fica grande parte das bodegas mendoncinas – e, dali, um taxi até a bodega mais esperada, Catena Zapata – uma das bodegas mais luxo, poder e sedução da Argentina. Chegamos na hora agendada e fizemos o tour pela bodega mais rica das que visitei. É bem maior que as outras (dizem que a Salentein faz o mesmo estilo riqueza bela, mas ficava longe demais para o pouco tempo que restava), e no quesito beleza arrasa com as coleguinhas. É a minha definição de paraíso aquele vinhedo imenso unindo-se às montanhas de gelo no horizonte – um absurdo!

 O tour deles, com degustação de um Saint Felicien Malbec, não é cobrado, mas eles oferecem outras degustações especiais que vão até 60 pesos. Eu resolvi ser pheena e degustei três diferentes uvas de Angélica Zapata, pois minha curiosidade me impedia de seguir a vida sem entender a razão do malbec ser o dobro do preço dos demais. Fui de merlot, cabernet franc alta e malbec, porque o sauvignon – que na minha opinião foi o melhor dos quatro – eu já tinha provado no dia anterior. Resultado foi uma pessoa semi-bêbada ao meio dia, pegando um taxi para a próxima bodega.

GetAttachment2A bodega Carmelo Patti foi sugestão de um mendoncino, ótima sugestão. Foi o próprio Carmelo que nos recebeu e nos mostrou, muito bem humorado e orgulhoso, sua bodega boutique – como são chamadas as pequenas bodegas. Foi onde mais aprendi sobre vinhos e super recomendo a visita, a degustação foi super gostosinha e acabei levando duas garrafas do cabernet – muito bom! – de presente, autográfadas. Hora de arrumar as malas e voltar para Buenos Aires.

Minha avaliação final diz que:
 - é essencial visitar Catena Zapata e Carmelo Patti
- minha estadia no Hostel Internacional Mendoza foi bastante satisfatória e eu ficaria lá novamente sem nenhuma dúvida
 - roupa de banho é um must na hora de fazer a malinha




Dicas de uma insider – Mendoza

10 06 2009

Dia 4

Por Anna Carolina Nogueira
Tudo o que eu queria da minha segunda-feira era um dia de spa, mas de alguma maneira me convenceram a fechar o pacote trekking + rapel + termas, por 110 pesos. Ódio de mim quando comecei a subir a montanha feliz cumpleaños. A guia, Janina, tinha 21 anos e era do meu tamanho (Nota do editor: Para quem não me conhece a nossa chacrete ela é um pouco maior que um sachê de catchup). Por sorte ela ia bem devagar, pois nunca fui uma grande atleta, e em uma hora eu fazia meu primeiro rapel, de apenas 12 metros. Achei uma delícia! Próximo, só seis metros? Moleza. Voltamos a caminhar.
 
Na teoria eu sabia que a terceira e última descida era de quarenta e cinco metros, mas quando olhei, na prática, para baixo aqueles 45 metros eram muito mais assustadores do que eu imaginava – vertigens! Fica a dica para os medrosos como eu: quando você deixa sua vida nas mãos de uma menina de 50 quilos, não olhe pra baixo e cante ao longo do caminho. Eu fui de Cazuza e estou aqui vivinha pra contar. Faria outra vez.
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Após o esforço, a recompensa: almoço e termas. É um luxinho desfrutar de 7 piscinas de águas termais super calientes, três delas ao ar livre com vista para as montanhas – só ficou faltando o Veuve Cliquot. Tá aí outra razão para não esquecer de levar roupinha de banho na mala. Eu tive que alugar um maiô preto que não favorecia minha auto-estima (claro que deixando minha underwear debaixo para evitar contatinho direto com a peça alugada, se é que cabe a informação sobre minha higiene pessoal).
 
Para passar o trauma do maiô alugado resolvi pedir, à noite, um vinho mais delicinha num lugar pheeno. O restaurante se chamava LaSal e, além de muito agradável, alguns senhores embalaram uma bossa no violão - fabulous! A carta de sobremesas era ótima e, apesar de não ter jantado lá, o cardápio parecia bem interessante. O vinho da noite foi Angélica Zapata cabernet sauvignon. Super aprovado!




Dica de uma insider – Mendoza

9 06 2009

Dia 3

Por Anna Carolina Nogueira

Apesar de termos planejado um tour de bicicleta por vinículas para o nosso domingo, acabamos descobrindo que quase nenhum passeio é feito aos domingos, o que nos levou a estar dentro de uma van às nove da manhã a caminho de um rio gelado, para fazer rafting.

O caminho, adornado por montanhas de gelo, me levava a questionar constantemente a escolha de entrar naquele bote, mas os 100 pesos já estavam pagos e eu não tinha forças para voltar atrás. O problema foi que, ao chegarmos no local, um dos guias nos avisa que deveríamos nos despir de tudo que nos mantinha quentinhas e colocar a roupa de neoprene por cima do biquini.

GetAttachmentQue biquini, pelamor? Onde é que tava escrito que eu tinha que levar biquini pra Mendoza no inverno, for God’s sake?! Pois é, fica a dica: há de se levar roupa de banho para Mendoza em toda e qualquer estação. Outra dica é levar uma muda de roupa e até de sapatos para o rafting, porque molha absolutamente TUDO.

É gelado? É. Meu pé quase gangrenou? Whatever. Vá. Faça. Entregue-se ao rio gelado porque é uma delícia! As gargalhadas que tal aventura provocam são equivalentes a três aulas de ABS. O lugar oferece chuveiro quente e aluguel de toalha (que inclui um sabonete que não ensaboa e um sachê de seda ceramidas) por dez pesos.

Álcool do dia: cerveja Andes red lager. Delicinha!





Dica de uma insider – Mendoza

6 06 2009

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Por Anna Carolina Nogueira

Como não só de bodegas vive Mendoza, as 7 da manhã de sábado eu já estava de pé e devidamente encasacada para o passeio para Alta Montaña. A guia era fofa e ia contando mil coisas pelo caminho: dos incas e San Martin até mortes trágicas de pessoas que ficaram congeladas e perdidas no alto da montanha Aconcagua. Ok, eu já não pretendia ir mais além da base.
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O caminho conta com algumas paradas para muitas fotografias e a que chamou mais a atenção foi da Puente del Inca, com formação natural e cuja temperatura faz ser difícil acreditar nas águas termais que correm por ali, rondando os 40 graus. O lugar conta com uma feira de artesanato que confesso nem ter olhado, tamanho o frio que eu sentia. 
Dali fomos para o Parque Aconcagua, destino principal. As montanhas cheias de neve com a nuvem que a rondava feito um chapéu pareciam uma pintura. Confesso que o lago congelado me fazia desejar um vinho, mas aquela vista belíssima fazia valer a pena ter minhas mãos tremulas virando picolé.
O almoço é incluído no pacote - que custa 130 pesos na agência Campo Base - e as opções são simples e muito bem temperadas. Dali são três horas de viagem até a cidade.
 
Já quentinhas e cheirosas o destino do jantar foi a calle Aristides Villanueva, uma rua cheia de bares, albergues e restaurantes, tudo com um ar bastante jovem. Jantamos no Itaka, que nos ganhou pelo charme do lugar, a atenção do garçon super querido e os pães divinos de entrada. A pizza que pedimos não era uma delícia – eu acho extremamente difícil achar boas pizzas na Argentina -, mas gostamos bastante da experiência como um todo. Os vinhos da noite foram o Alta Vista classic e um Séptima, ambos malbec. A surpresa foi que comprando uma garrafa do Séptima, levávamos outra de presente. Neste dia voltamos borrachas pra casa.
 
Nota: Os vinhos eram bons, mas não maravilhosos.




Dicas de uma insider – Mendoza

5 06 2009

Com a volta aos céus do nosso Viajante Aleatório, a nossa chacrete portenha também está de volta. A colaboradora mais fiel e funcionária mais dedicada desse blog já recomeça sua participação em clima de Anna Carolina Nogueira em busca do cálice de vinho perdido em Mendoza, cidade que ela foi conhecer no fim de semana em busca de uma audiência com o Deus Baco. Depois da odisséia pelo sul da Argentina – em posts que se iniciam hoje narrando todo o diário virtual de viagem – nossa chacrete volta com a programação normal das Dicas da insider mais hype de Buenos Aires.

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Por Anna Carolina Nogueira

Quando escolhi Mendoza como destino eu realmente pensei que fosse escapar das aulas me perdendo em litros de vinho. Pensei errado. Beber vinhos foi o que menos fiz. Mas fiz, obviamente, pois ainda não estou seguindo os doze passos do AA.
 
Quando cheguei no Hostel Internacional Mendoza algo que muito me agradou foi a lista de atividades que o grupo – que conta com três albergues na cidade – oferece em troca de dinheiro. Entretanto, como eu já esperava, as bodegas que me interessavam não estavam incluídas no wine tour, então lá fomos nós pro ponto de bus enquanto fazíamos as reservas por telefone – porque é necessária reserva prévia para visitar a maioria das bodegas.
 
Como ainda estávamos meio perdidas, descemos no lugar errado e resolvemos entrar na bodega que ali estava, a Lagarde, e por sorte a visita estava começando naquele momento e não precisaríamos agendar. A guia deu milhares de informações sobre uvas, vinhos, espumantes, máquinas e barris e depois nos levou para a degustação, onde provei cinco tipos de vinhos e um espumante demasiado frutado para o meu gosto. Confesso que não achei a bodega muito interessante, mas foi interessante saber das dificuldades da elaboração do meu tão estimado champagne. O preço da visita era 15 pesos, assim como a da bodega seguinte – Luigi Bosca.
 
A Luigi Bosca era bem mais luxinho que a primeira, assim como são seus vinhos. Essa visita tinha sido esperada e reservada devido ao meu apreço aos vinhos feitos ali. Foi boa a degustação, mas tive que concluir que teria sido mais prudente almoçar antes dessa brincadeirinha.
 
De volta ao albergue, nos inscrevemos no churrasco que eles oferecem toda sexta-feira por 30 pesos. Caro, a recepcionista super querida, tratou de pedir um menu vegetariano – e gratuito – para mim, que apesar de não ser vegetariana, só como peixinhos. O vinho da noite foi um tal Di Tomasso, que eu não achei gostosinho não.  Mas era álcool.