Uma noite e meia

29 06 2009

Eu adoro promoções de viagem e a NYC & Company, a secretaria de turismo da Big Apple, adora também. Duas vezes por anos eles promovem a temporada 3 por 2 nos principais hotéis da cidade. A ideia é que o visitante fica duas noites consecutivas em um dos oito hotéis da promoção e ganhe a terceira noite de graça. O melhor disso tudo? A seleção dos estabelecimentos que participam: do Plaza ao Waldorf Towers. A promoção só é válida para reservas para os dias entre 1º de  Julho e 07 de Setembro.

Aproveitando a onda,o  The MAve, um novo hotel-butique na Madison Avenue com a 27th Street, também proporciona uma noite grátias para quem ficar por duas. O que é melhor? As tarifas começam em 169 u$ incluindo café da manhã.





Casa fora de casa

10 06 2009

Eu amo hotel. Sou do tipo que pode passar horas a fio na internet só olhando os sites, mas mesmo os amantes de hotelaria como esse que vos escreve devem admitir que permanecer por longos períodos em ambientes corporativos como esses pode entediar um pouco. Alugar um apartamento é uma excelente opção para longas estadias, mas também pode ser super providencial até mesmo para um fim de semana romântico e, ou, econômico. Que tal, por exemplo, cozinhar, colocar a mesa, abrir um vinho, comprar flores no mercadinho da esquina para enfeitar a casa, encher a geladeira de guloseimas…? Se isso tudo já incrível de se fazer em casa, imagina em uma cidade sensacional por natureza como Barcelona? Para ter a oportunidade de viver esses singelos momentos-casinha-a-milhas-de -quilômetros-de-casa só alugando um apartamento, porque pedir comida no quarto de hotel ou tentar colocar o espumante para gelar no frigobar quebra qualquer clima.

Um dos apartamentos que a Kananda aluga em BCN

Um dos apartamentos que a Kananda aluga em BCN

Ficou animado com a idéia de casa em Barcelona? Nossa leitora, viajante aleatoríssima e querida amiga Kananda Raia pode proporcionar isso para você. Radicada há algum tempo por lá e excelente anfitriã,  Kananda acabou contratada pela Inside BCN,  uma imobiliária-agência-de-turismo super cool em Barcelona.

Alugar em outra cidade nem sempre é tarefa fácil e confiável, portanto, nada melhor do que contar com uma amiga de amigos para providenciar tudo para quem interessar. E o que é melhor, em português e com direito a vários mimos. Tipo? Wifi, pack bienvenida com necessidades básicas da cozinha, um livrinho com as melhores dicas da cidade e até emprestam um celular pré-pago pro hóspede que terá só o trabalho de comprar crédito na lojinha da esquina.

Parece bacana, né? Eu não conheço a Espanha ainda, mas fiquei bastante tentado depois das novidades da capital catalã contadas pela Kananda.





O Marais é o passado, presente e futuro

8 06 2009

Por Ricardo Cohen Fróes

rue

Todos tem um lugar preferido no mundo: alguns vibram com as areias de Ipanema, outros com a 5ª Avenida em NY, mas, certamente, o meu é o bairro do Marais em Paris – me sinto completamente em casa, tanto que da última vez que estive em Paris fiquei somente no bairro – com duas escapadas, uma ao Georges Pompidou (o terraço do Georges tem a melhor vista de Paris) e outra a um restaurante na Bastilha. Torre da última vez, passei longe. Nem Saint-Germain que eu tanto gosto eu fui.
 
O Marais é o bairro gay e judaico de Paris, uma espécie de Soho local, com vários restaurantes trendies, cafés charmosos, brechós incríveis, lojas descoladas – como Fred Perry e Jamin Puech- museus (o Museu Picasso fica lá), galerias de arte, a casa européia de fotografia, além de bares e boates gays incríveis. O bairro ferve à noite.
 
Domingo também é um dia ótimo para passear pelo bairro, na Rue des Rosiers, come-se o melhor falafel do mundo (já saiu até no NY Times como o melhor da Europa), tudo isso ao lado de vários jovens judeus ortodoxos, turistas, modelos – uma diversidade incrível.
 
sevigneO hotel que eu fico é sempre o mesmo : Hotel Sevigné (2 Rue Malher). Um 2 estrelas bem charmoso – sem muito luxo – mas com uma cama boa, tv, banheiro no quarto e uma varanda para a rua – como o que mais prezo no mundo é localização – esse hotel é ótimo – fica em frente a estação de Saint-Paul Le Marais e em frente a 2 supermercados e um cyber café – melhor impossível.
 
O meu restaurante preferido no bairro é o Les Philosophes (28 rue Vieille du Temple)- para comer e ir direto para o céu – tudo uma delícia (peça a salada de salmão defumado de entrada) e uma garrafa de vinho tinto (o Côte de Brouilly foi indicado pelo meu amigo que trabalha na Vogue Paris – demais!!!). O restaurante não é dos mais baratos, mas vale a pena, o público é dos melhores e peça uma mesa na calçada.
 
rue_des_rosiersNa Rue Sainte-Croix de la Bretonnerie tem lojas ótimas de design, moda e um brechó gigante – onde se encontra desde objetos bem vintages a lenços Hermès). Existe outro brechó na Rue des Rosiers (nem nome tem) com roupas incríveis também (a dona é uma judia de Tel Aviv simpatississima).
 
Quanto ao assunto night – posso falar dos lugares GLS – como o L’Open (pré-balada), Raidd Bar (genial, uma experiência antropológica), Le Cud (para dançar até cair) e o Duplex. Bom lembrar que não se paga para entrar nessas boates, mas a bebida por lá fica na faixa de 10 euros a dose. Levei a minha amiga Ju, que é bem patricinha e ela adorou. Não tem como não gostar. A não ser que você seja um homofóbico, mas aí você mereceria entrar só numa cela de prisão.
 
Para curtir o dia, um programa imperdível é a Casa Européia de Fotografia, sempre com exposições incríveis de grandes fotógrafos – na última que fui, ainda dei de cara com a atriz Natalie Portman . Levei o maior susto.
 
Mas o bom do Marais é andar, andar, sem rumo e descobrir as belezas do bairro – como aconteceu comigo – que conheci um restaurante bem inusitado, o Dans Le Noir (onde todos os fregueses são servidos por garçons cegos e no escuro). Que tal?





O melhor do melhor

5 06 2009

A revista de viagem do site de relacionamento mais exclusivo da internet -o ASMALLWORLD - selecionou alguns dos principais hotspots noturnos do mundo com a juda dos usuários. Divididos em categorias como os chiques e clássicos, os hypes, os pretensiosos e os melhores para dançar, tem rótulo para todos os gostos e quase todos os países. Os hotspots brasileiros foram ignorados mas a seleção já dá uma boa dica para quem gosta de viajar, ver e ser visto nos melhores lugares ao redor do mundo.

Vamos começar com a seleção dos clássicos e chiques, na visão dos ASWers.

doheny1. The Doheny, Los Angeles, CA
Um clubinho só para membros, penetras bons de bico (chegar cedo e muito bem vestido é sempre uma boa tática), estrelas do mundo da arte e, porque não, aliás estamos em Los Angeles, celebridades célebres de verdade. The Doheny é um oásis para fugir do padrão Hollywood da cidade. Famoso por seus coquetéis impecáveis e suas regras engraçadinhas – no starlets e no cellphones, por exemplo - se transformou no lugar para se ir se você e alguém na noite além de um mero ex-BBB.

bar_marmount_hollywood_02. O Lobby Bar do Hotel Chateau Marmont, Los Angeles, CA
Construído em 1927, esse hotel de arquitetura de inspiração espanhola já hospedou quase todas as celebridades surgidas desde então. A decoração mudou muito pouco desde então o que confere um charme congelado no tempo para quem quer tomar um drinque em meio à atmosfera glamurosa dos anos 30, 40 e por aí vai. 

rosebar

3. The Rose Bar do Gramercy Park Hotel, NYC - Julian Schnabel e Ian Schrager, os nomes por trás do bar pensaram em um ambiente de ares masculinos, bastante suntuoso, dark e trés chic. Se você estiver na lista do mocinho na porta você tem o direito de entrar no céu do Rose Bar. Céu, na verdade, não seria a melhor palavra para descrever o lounge cavernoso, com mesa de sinucas, candelabros e garçons elegantemente vestidos – all in black – por Narciso Rodrigues. Se não o céu, o paraíso para jovens, milionários e, porque nao, novos falidos?

54384. Hemingway Bar at the Ritz Hotel, Paris, France
Provavelmente o mais famoso bar de hotel do mundo. Entretanto, ao contrário dos outros aí de cima, o Ritz está aberto para qualquer um disposto a pagar 27 euros por um coquetel.

lobby-bar5. The Lobby Bar at the Bowery Hotel, New York, NY
A parede de madeira preta impressiona logo de cara, mas a decoração que mistura moveis antigos, com aspectos de castelos medievais, tapetes persas e casa de campo inglesa é, desde que abriu, um must go. Confortável, sem muita pose e nunca muito cheio é um dos meus lugares favoritos para um drinque antes da noitada em si.

16581775_moscow_deniss6. Simachev Bar, Moscow, Russia
Criado pelo abilolado fashion designer russoDennis Simachev’, o bar já seria um hotspot por estar 24 horas aberto por dia e sua localização embaixo da loja de Simachev em si. É o bar mais falado da cidade. A decoração é bem doidinha, com assentos ejetores de aviões, containers e pias que viram mesas e atrai a turma ecletica e cool da cidade.

 vday7 -Bemelman’s Bar do Carlyle Hotel, New York, NY
Famoso por mais de 50 anos atrai pelo seu charme antiguinho, luz baixa, cadeiras de couro e Woody Allen uma vez por semana ao piano.

mahiki8. Mahiki, London, England
Favorito dos Príncipes William e Harry. Algo mais bem frequantao que isso poderia ter em Londres? A decoração é tropical e os preços nas alturas.





Hotel em Paris

4 06 2009

Ainda sobre os hotéis nos quais me hospedei na última viagem aleatória desse que vos fala, seguimos para Paris. De Veneza até lá pegamos um trem. Sim, as passagens aéreas estavam caríssimas. Além disso, para voarmos de uma cidade a outra teríamos que ir de trem até Milão e, então, pegar um voo de lá para chegar em Paris. Todo o trajeto, incluindo os momentos de espera no aeroporto, daria umas 6, 7 horas. O trem, direto, Veneza-Paris duraria 11 horas. O que é melhor: sem perrengue de carregar mala nas costas, pegar taxi, esses dramas todos. Optamos pelo trem. Exaustivo, é verdade, mas linda a viagem e as poltronas eram super confortáveis.

Lobby

Lobby

O hotel em Paris era o Jardin de l’Odeon, localizado, claro, em frente ao Teatro Odeon, clássico dos clássicos na capital francesa. O hotel pertence a uma rede de pequenos hotéis super charmosa chamada Rive Gauche. Todos os hotéis da rede em questão são super bem conceituados no site TripAdvisor. Eu, depois de muito ler sobre todos e avaliar localização/preço/conforto/comentários, optei pelo Jardin e não me arrpendi. Tive uma maravilhosa estadia e superou minhas expectativas.

Pontos Fortes: O preço era bem razoável para um quarto duplo em um hotel bonitinho, bem decorado, confortável e no coração de Paris: paguei 130 euros por noite com café da manhã incluso. Ótimo, não? Meu quarto era o standard e, ao chegar, perguntei se poderia ser de frente para rua o que foi prontamente atendido pela recepção sempre muito simpática e cordial. Tinha vista para o Odeon – que à noite fica ainda mais lindo – e em dia de espetáculos era lindo ver o povo passar todo elegante debaixo da janela. As camas eram bem confortáveis, tinha internet de graça nos quartos e a decoração era uma graça. A localização também era um ponto fortíssimo: ao lado do Jardim de Luxemburgo, dois minutos andando do Carrefour de L’Odeon, do Metro Odeon, de Saint German e Quartier Latin.

home

Pontos Fracos: o chuveiro ficava dentro da banheira – típico em quatos franceses – mas a proteção para não molhar o chão era praticamente inexsitente. Resultado pós-banho? Tsunami no banheiro. O Café da manhã – que custava 15 euros por pessoa – não era dos mais sensacionais. Pouca variedade de frios, pães – que é um pecado na França – e frutas. Mas não se pode ter tudo nessa vida, certo?





Dica de uma insider

3 06 2009

Minha ilustríssima Alê Garattoni, dona do mais que bombado site sobre as It Girls mundiais, é uma Viajante Aleatória como nós e sabe como ninguém criticar qualquer coisa. No post de hoje em seu blog ( que você pode ler aqui), Alê faz uma resenha sobre o hotel que ela recém ficou em NYC, o Empire Hotel, que, pelo visto, ela amou. Já que estamos nessa onda de resenhar hotéis aqui no VA achei super sincronicidade o texto do It Girls de hoje.

Vale a visita. Sempre.

itgirls





Não custa olhar

2 06 2009

Acabei de receber um e-mail da Rede espanhola Sol Meliá com uma promçãozinha que vale a conferida. Você reserva três noites em um dos hotéis da rede e paga só duas. Vale para os múltiplos de três também, tipo, 6 noites, 4 diárias e por aí vai.

A promoção, como eles dizem, é válida para 15 mil quartos em quase todos os hotéis do conglomerado e só para reservas até o dia 15 de junho com utilização de 01 de junho até 15 de setembro.

Dá uma olhada aqui





Hotel em Veneza

2 06 2009

Dando sequencia às avaliações dos  hotéis - os anteriores você pode conferir aí embaixo – depois de Roma , segui para Veneza. Como já conhecia a cidade, sabia que os preços praticados eram impraticáveis (momento trocadilho). Quer dizer, se você não se importa em dividir banheiro, ou em ficar em cavernas, ou em lugares mais velhos que o bigbang, você pode até achar um hotelzinho na ilha em si. Eu optei por ficar no Lido, que é uma outra ilha, em frente à praça de São Marcos. É no Lido onde rola o Festival de Cinema de Veneza e é também um lugar lindo, bem cuidado, cheio de restaurantes e lojinhas.

hotel-cristallo-frontEnfim, meu hotel era o Cristallo e custava 70 Euros por noite. O quarto duplo. Simples, simples, sem nenum luxo ou glamour, mas muito limpo, atendimento razoável e café da manhã decente. O único senão de se ficar no Lido é que para tudo você terá que pegar o vaporeto, que são os barcos-ônibus que servem à população e turistas. Da estação de trem até o Lido, por exemplo, são 40 minutos. Até a Praça São Marcos, 15 minutos. Mas posso falar? É uma delicia andar nos barquinhos, principalmente em um dia lindo de primavera.

Pontos Fortes: Preço, preço e preço. Limpeza também é sempre importante e no Cristallo eles levam isso a sério. O Hotel também é super perto do ponto onde se pega o Vaporetto. A pizzaria que fica embaixo e as mil sorveterias da vizinhança. O Café da manhã era honesto assim como o atendimento sempre solícito, apesar de um pouco informal demais.

Pontos Fracos: O quarto era bem pequeno, quase não cabiam nossas malas. O elevador também era bem engraçado. Ou era a mala ou era a gente. Optamos por colocar a mala, claro, porque tínhamos que subir um lance de escada. Para quem fica mareado em barcos também o Cristallo não é uma boa opção já que passamos muito tempo dentro de um.





Hotel em Roma

31 05 2009

Bom, dando sequencia à minha avaliação dos hotéis nos quais fiquei hospedado na última visita à Europa em abril, partimos para Roma. Fomos de TAP, do Porto a Roma. Na verdade, Portugália, a low cost da TAP. Se alguém tem um mínimo de fobia de avião não recomendo a companhia, haja vista que voamos em um Fokker 100 caquético, com bancos de couro gastos e um barulho infernal dos motores. Pânico total! Mas enfim, tudo certo.

Lobby

Lobby

Chegamos no Starhotels Metropole depois de outra longa viagem do aeroporto Fiumicino até o centro da cidade onde fica localizado o hotel em questão. Centrão mesmo, tipo duas quadras da Estação Termini – onde chegam todas as linhas de ônibus, metrô e trens. O hotel fica na Via Principe Amedeo, quase do lado do Est Est Est, restaurante super tradicional da cidade que eu já citei aqui.

Pontos Fortes: Localização, localização e localização. Mas não é só isso, os atendentes são muito cordiais, um deles, inclusive, adora o Rio de Janeiro e está sempre por aqui. Fala super bem o português. Os quartos eram bem decorados, cheio de facilidades – como cafeteira e chaleira – e bastante amplos e arejados. O café da manhã muito bom e o bar do hotel também servia muito bem como o início ou o fim de uma noite pela cidade.

Pontos Fracos: os móveis e a pintura dos quartos precisam de uma manutenção melhor. O preço também não foi dos melhores encontrados durante a viagem, mas valia o investimento. Paguei 125 Euros por noite.





Diarinho virtual e Hotel em Lisboa

30 05 2009

Como diz minha amiga querida dona do It Girls : diario virtual modes on. :)

Passei por uma turbulência forte nos últimos meses, mas que se encerrou – não muito bem, diga-se de passagem – em março. Aí juntei minhas tralhinhas e meti o pé no mundo. O destino? Portugal, Italia e a minha velha e boa Paris. Passagens compradas – as de trem, inclusive – era hora de escolher os hotéis. Confesso que é a parte da preparação de viagem que mais gosto. Posso passar uma madrugada inteira entrando e saindo de sites de busca de hotéis e páginas corporativas dos estabelecimentos em si. Vou fazer uma mini-resenha de cada um dos hotéis que fiquei em Lisboa, Porto, Roma, Veneza e Paris. Espero que ajude a dar mais opções a quem está com passagem marcada para algum desses hotspots do turismo mundial. Se você tiver alguma dica de hotel nesses lugares também e quiser mandar uma resenha também, sinta-se à vontade para mandar por e-mail ou escrever aí embaixo, mesmo, nos comments.

Lobby do Vip Grand Lisboa

Lobby do Vip Grand Lisboa

Em Lisboa optei pela cadeia Vip de hoteis portugueses, mais especificamente o Vip Grand Lisboa. Qualificado como um hotel cinco estrelas, ele impressiona pelas linhas modernistas e a decoração cool de todos os seus ambientes. A localização não é a melhor da cidade, fica um pouquinho longe da Baixa, do Bairro alto e do Chiado, pontos referenciais quando se pensa em um hotel bem localizado na cidade, mas uma estação de metrô – a de Campo Pequeno - e os taxis baratinhos da cidade na porta resolvem qualquer problema. O hotel do restaurante, no térreo, com paredes laranjas e vista para a rua é excelente também.

Pontos fortes: O hotel cumpre o que se propõe: atendimento do balcão competentíssimo (trocaram até uma nota de 500 euros que eu tinha na carteira com um sorriso no rosto), o quarto super moderno, não muito grande, mas bastante espaçoso, banheiro imenso com uma banheira feita de vidro e um monte de botões para complicar sua vida. Café da manhã super farto e, para completar, um spa badalado instalado nas suas dependencias. Ganhei um vale para banho turco e massagenzinhas durante a minha estadia. E sabe o que é o melhor disso tudo? O preço, paguei 75Euros por noite. Onde mais no planeta você ficaria hospedado em um hotel com cinco estrelinhas na porta por esse preço? Só em Portugal mesmo.

Pontos fracos: a complicação dos comandos eletronicos do quarto, a janela que não abre – dizem que é para evitar o suicídio (?)e as camas twins coladas uma na outra sem espaço entre elas.





Hotel no Porto

30 05 2009
Fachada

Fachada

Meu hotel na cidade do Porto era o da rede de Hotéis Fenix, o Fénix Porto. A localização era ótima, perto da Casa da Música e de dois grandes centros comerciais da cidade: o Shopping Cidade do Porto e a Galeria Comercial Península.  O mais engraçado era que essa rede possui três hotéis praticamente na mesma rua, o Ipanema Park e o Tuela, que, aliás, divide até o restaurante com o Fenix Porto.

Pontos Fortes: o meu quarto era imeeeeeeeeeeenso, banheiros grandes e tudo bem limpo. O Café da manhã também era execelente. O bar é bem charmoso e pra quem vai no verão rola um super terraço com uma vista linda. O preço da diária é um ponto fortíssimo também: 50 Euros por dia!

Pontos fracos: Os móveis são bem antiguinhos assim como o colchão, que era super desconfortável. A televisão tinha um limite de volume que tornava o entendimento de qualquer coisa impossível. Por ser perto de uma grande área comercial a quantidade de pedintes nas redondezas incomodava. E eles são bem agressivos, teve uma senhora, por exemplo que me encheu tanto por dinheiro que tirei 50 cents do bolso e dei. Sabe o que ela fez? Jogou de volta na minha cara. Posso com isso?





Israel por um insider

3 09 2008
Por Ricardo Cohen Fróes
Quando decidi conhecer Israel, muita gente ficou assustada. Era comum as pessoas perguntarem: “Mas por que, Ricardo?”, “E a Guerra?”, “Você não tem medo de bomba ou de um ataque terrorista?”.
 
De verdade, nunca tive medo de nada disso. E a viagem foi só a prova de que Jerusalém e Tel Aviv são muito mais seguras que Brasília, onde moro, ou o Rio de Janeiro.
 
Cheguei de viagem, e 1 semana depois, já tinham arrombado meu carro e levado meu som. Isso debaixo do prédio com toda a “segurança” que o meu condomínio garante.
 
Mas como estamos aqui para falar de viagem e não de violência, seguem algumas dicas imperdíveis do lugar onde tudo começou.
 
1) SHEINKIN STREET 
Essa rua moderninha já serviu de cenário para o filme cult “Bubble” do cineasta Eithan Fox, que estava em cartaz nos cinemas no ano passado. Possui inúmeros cafés, lojas descoladas, design, galerias de arte, restaurantes incríveis para ver e ser visto (como o Orna and Ella, 33 Sheinkin St). Fique atento às lojas de música. São ótimas e com uma variedade de deixar a Fnac morrendo de inveja (comprei cds super bacanas).
 
2) TEL AVIV PORT 
Tá na Wallpaper, na Time Out, o porto de Tel Aviv é um programa imperdível para quem visita a cidade. Com pencas de restaurantes modernos, é lugar certo de gente bonita, comida e bebida boa. E sempre tem um som rolando de fundo que te transporta para um mundo bem longe do que estamos acostumados.
 
3) OLD CITY WALLS 
Western Wall (Kotel – Muro das Lamentações), Al-Aqsa Mosque e a Dome of The Rock (Mesquita Dourada). Jerusalém, programa obrigatório, claro! O Muro em dia de domingo é uma atração a parte, com pencas de judeus ultra-ortodoxos rezando o dia inteiro. Para chegar lá, pegar ônibus nº 1 saindo da Central Station. Lembro que Israel é um dos lugares mais fáceis de se locomover. Os ônibus são todos numerados e bem explicativos. Entrada gratuita.
 
4) YAD VASHEM HOLOCAUST HISTORY MUSEUM 
Museu em Memória ao Holocausto. Impressionante. Talvez o que mais tenha me chamado atenção na viagem. A reprodução dessa triste História é contada em várias salas, com objetos pessoais das pessoas mortas pelos nazistas (malas, roupas, máquina de escrever, fotografias, louças). Além de depoimentos de sobreviventes. Emocionante. Me arrependeria amargamente se não tivesse conhecido. Fica em Jerusalém. Para chegar lá, pegue o ônibus nº 20 saindo da Central Station. Entrada Gratuita, e mapa do museu (10 shekels).
 
5) BAUHAUS TEL AVIV 
Chamado de cidade branca, é um bairro de Tel Aviv para os amantes de arquitetura, patrimônio cultural da humanidade, vale a visita pela beleza, charme do lugar. Fica em Rothschild Boulevard). Para chegar lá, ônibus nº 5.
 
6) MASADA E DEAD SEA 
Mar Morto, programa genial. Ficar o dia inteiro boiando e se jogando na lama. Dizem que faz um bem danado à pele. Cuidado para que a água não entre nos olhos (salinidade nas alturas) e assim o programa acabe com o dia.
 
7) SHUKS ÁRABES 
Os mercados árabes em Jerusalém são incríveis. Lá se encontra de lenço palestino (os legítimos, com carimbo e tudo) às nossas havaianas. Passando por comidas, incensos. Dica legal de presente: as pashiminas são super bacanas, e tem o melhor preço; artigos religiosos (menorás, terços, mãos judaicas, etc). Uma loucura esse mercado. Um barulho bem 25 de Março nas vésperas do Natal.
 
8 ) ME’A SHE’ARIM 
Bairro em Jerusalém dos ultra-mega-super ortodoxos, vivem e se vestem como em 1875. Falam Yiddish (uma mistura de hebraico e alemão). O bairro é incrível. Os homens de casaca preta, chapéus e as mulheres de perucas e saias longas e pencas de filhos. Não admitem ser tocados de maneira alguma. Vale a visita!
 
9) BEN YEHUDA STREET 
Rua com lojinhas bacanas, restaurantes, bares, mercados. Foi onde fiquei. Bem interessante!
 
Para se jogar na night:
EVITA -33 Yehuda Halevi Street, um dos bares mais animados de Tel Aviv. Perfeito para uns drinks antes de pegar algum club.
 
Preços em Israel: É um país caro. Com 100 Euros se compra 520 shekels. 1 U$ = 4 Shekel
 
Uma cerveja custava de 12 shekels até 30 shekels. 
Uma entrada de boate 60 shekels. 
Uma salada 50 shekels. 
1 hora de cyber café – 15 shekel 
Passagem de ônibus – 5,7 shekels 
Passagem de ônibus Tel Aviv – Jerusalém – 18,50 shekels (40 minutos, sai da Central Station)




Viajando sempre

13 08 2008

Muito bacana esta iniciativa do Ministério do Turismo de incentivar as viagens do povo da terceira idade, né? Tava lendo agora em O Globo que o programa já oferece mais de 1500 hotéis conveniados em mais de 300 cidades brasileiras que oferecem o desconto de 50% aos maiores de 60 anos, aposentados e pensionistas. Ainda de acordo com o jornal a medida estimula as viagens de cerca de 9 milhões de pessoas que são beneficiadas pelo programa. Ponto pra eles.

Para quem se interessar em saber onde ficam estes hotéis, o site http://www.portaldehospedagem.com.br/ oferece o serviço de reserva online.





Santiago por um insider

27 07 2008

O Rafael, meu hermano, acabou de chegar do eixo Santiago-Pucón, no Chile e trouxe algumas dicas aleatórias para nós, viajantes sempre ávidos por informações. Ele passou 10 dias em solo chileno, sozinho e desbravou como ninguém os recantos das duas cidades.

Hospedagem

O Rafa é jovem, viajando sozinho, portanto, o albergue era a melhor solução. Depois de alguma pesquisa ele selecionou a rede Che Lagarto para se hospedar em Santiago.

 ”Há melhores opções na cidade. O BellaVista Hostel, por exemplo, que fica no bairro onde estão as melhores baladas da cidade, foi muito bem falado por todo mundo que conheci por lá. O Che Lagarto era honesto, mas nos quatro dias que fiquei hospedado não vi ninguém limpando o quarto onde eu estava em nenhum momento”.

Em Pucón ele não escolheu onde ficar, foi escolhido, ainda na rodoviária, para pernoitar no BackPackers. “Estava saindo do ônibus, com dois endereços de albergue na mão quando fui abordado por um cara perguntando se eu já tinha onde ficar. Disse que tinha dois nomes em mente e, por coincidencia, ele queria me vender a estadia exatamente em um dos dois, o BackPackers. Chegando lá, quando entrei na sala, o dono do albergue, estava deitado no sofá, de cueca, o que foi uma visão um tanto desanimadora para início de conversa. Mas arrisquei e não me arrependi. O dono do lugar, Claudio Carvacho, se mostrou um anfitrião como poucos. Além de comandar a casa, ele é guia turístico, um ótimo contador de causos e um mestre-cuca de primeira. Recomendo fortemente o albergue”, me explicou.

Passeios

“Nos arredores de Santiago recomendo uma visita a uma vinícola. Comprei um pacote da empresa Turistour por US$50 que me levou até as terras do famoso Concha y Toro. São cinco horas de passeio, com direito a degustação, taça de brinde e muitas lendas contadas. Um programaço”

Em Pucón, por conta do inverno rigoroso e do mal tempo em um dos dias, pouca coisa restou a fazer a não ser esperar o tempo bom chegar. “A alta estação em Pucón é o verão, quando um milhão de atividades são oferecidas na cidade e região. Você pode subir até o topo do vulcão, fazer rafting, andar de cavalo… No inverno resta torcer para fazer sol e poder apreciar a vista linda da região. No meu último dia, já desesperançado, depois de 4 dias com a estação de esqui fechada, enfim o sinal de que os usuários poderiam subir. Foi uma aventura descer a pista com a neve caindo na cara loucamente. Inesquecível. Outro programa que recomendo é uma visita ás inúmeras piscinas de águas termais da região. Ainda no Backpackers comprei um pacote ue me levou até a Termas Quimey-co. Muito bom sair de congelantes temperaturas e mergulhar nas águas quentes que podem chegar até a 40º”

Agitos

“Santiago, ao contrário do que dizem, tem uma noite bastante animada. E opções não faltam, mesmo se você quiser sair em plena segunda-feira. É só perguntar no albergue que as festas surgem. Eu estive em dois clubes: o Sala Murano e o El Subterraneo. O dois são gigantes e muito animados. Mas prepare-se para dançar um ritmo muito famoso por lá: o reggaeton. É uma mistura de lambada, com salsa, reggae … Ainda na Bellavista a Rua Pio Nono é onde se concentram alguns dos mais bacanas bares e clubs da cidade”

Pucón não tem muito vida notura durante o inverno, mas pelo que contam, no Verão, o bicho pega.

Comer

Eu escrevi um post sobre a cidade antes de meu irmão partir e ele conferiu alguns dos pontos citados por lá. “O centro gastronômico Borderio é mesmo muito legal. Bonito, cheio de opções e preços não tão exorbitantes. O restaurante Mestizo é excelente, mas bastante caro, se tiver um dinheirinho para gastar bem, recomendo, caso contrário, evite. Outro lugar com muitas boas opções é o Pátio  Bellavista que fica na tal rua Pio Nono e vale a visita durante o dia ou à noite.

Prepare-se para comer muito abacate. Todos os pratos típicos da cidade levam muitas porções da fruta que é chamado de Pauta e é meio salgado. Salmão também é comido por lá como a gente come arroz por aqui, prepare-se para se refestelar nos vinhos e no Salmão – que são muito baratos e muito saborosos”

“Em Pucón eu fazia a maioria das minhas refeições no albergue, já que o Cláudio era um excelente cozinheiro e reunia todo o povo que estava hospedado por lá em volta da mesa e virava uma festa”





Caribe para todos

25 07 2008

Para atrair mais turistas na baixa temporada, o Caribe está cortando ainda mais suas tarifas de quartos, oferecendo créditos de comida e dando noites grátis aos seus hóspedes.

Na Ilha de St.John, a menor das ilhas virgens americanas, os hotéis reduzem suas tarifas e oferecem vantagens na baixa temporada transformando o paraíso em um lugar mais acessível

O Westin St. John  é um dos que optaram pela oferta de um bônus em comidas e bebidas: são US$100 oferecidos a todos os hóspedes para você comer e beber sem culpa. Além disso o Westin St.John está disponibilizando o traslado de ida evolta ao aeroporto e mais 20% de desconto no Spa, para aqueles que ficarem hospedados por lá ao menos três noites. Detalhe: chegando até o dia 04 de novembro. Ainda na ilha de St.John, o Caneel Bay  tem taxas all-inclusive, que começam em US$595, e já estão embutidos todas as refeições, bebidas, chá da tarde, transfers e todas as gorjetas.

Em St. Maarten, até 19 de outubro, o Westin St. Maarten está oferecendo quartos a US$149 a noite, com o bônus de um upgrade caso haja a possibilidade na hora do check-in.

No lado francês das ilhas, o Marquis Hotel Resort and Spa disponibiliza a promoção de quatro noites pelo preço de três, ou sete, pagando só por cinco. Além das noites grátis, 15 %  de desconto no total gasto e o aluguel de um carro grátis. Essa promoção rola até o fim de agosto.

É ou não é o melhor momento para um dolce far niente no Mar do Caribe?





Berlim que me aguarde

19 07 2008

Por Ricardo Cohen Fróes

Portão de Bradenburg, o cartão postal mais famoso de Berlim

Portão de Bradenburg, o cartão postal mais famoso de Berlim

Bom, nunca fui à Berlim, mas quando não conheço a cidade que estou prestes a visitar – viajo no mês que vem – estudo tanto antes que, quando chego, a sensação de déjá vu é quase inevitável. Tenho certeza que não será diferente quando deixar as malas no hotel -na Alexanderplatz -  e colocar o All Star nas ruas, e claro, nos clubs e bares da cidade.

Quando escuto falar de Berlim são duas as imagens que vêm à minha  cabeça: as boates louquíssimas e o muro que não existe mais. Ou melhor, até existe fisicamente, mas é tanta função para achar um pedaço daquele símbolo de uma época que ninguém mais tem saudades, que é melhor deixar tudo aquilo no passado.

O início dos meus estudos aleatórios sobre Berlim se deu com 2 guias. O primeiro, o  da Wallpaper, chiquérrimo, com lugares claussdos, mas exclusivo demais para o meu bolso e acredito que para o da maioria. O segundo, foi a revista MAG (que trouxe uma edição inteira sob o título SEJA BERLIN). É uma revista basicamente de moda, mas que também trouxe inúmeras dicas de como se misturar aos berlinenses em lugares descolados, clássicos e fashionistas. Aproveitei também para acionar alguns contatos via Asmallworld (uma rede de relacionamentos que chamo carinhosamente de orkut europeu), onde fiz vários amigos (eles são mega simpáticos, prestativos) que me falaram sobre os it lugares da cidade. Bom, com o celular de três amigos tipicamente alemães decidi por conhecer 3 clubes e 2 museus. E as dicas são quentíssimas, especialmente no verão. 

Club Tausend, com a pista bombando

Club Tausend, com a pista bombando

 

TAUSEND- Schiffbauer Damm, 11 (Corner to Albrechtstr.) Não tem letreiro na porta, como todo lugar “cool” que se preze. No aSW diz que é “o it bar” da temporada, a Wallpaper diz o mesmo, os amigos alemães the same, a Dwell, que fala de decoração, fala a mesma coisa. Enfim, quem sou eu para duvidar, né? Dizem que é difícil entrar, mas que uma vez lá dentro… Só o céu e o chão são os limites. É o lugar para onde os bem-nascidos vão para se jogar com força.

A pista do Watergate

A pista do Watergate

 WATERGATE - Falckensteinstr, 49 (Spree river). Dizem que é o melhor club da cidade, onde os melhores Djs do mundo costumam fazer suas gigs noite a dentro. Mas também comentam que para um homem entrar sozinho é praticamente impossível. Se você está viajando alone, ou em companhia de outros machos, é bom agenciar uma mulherzinha na fila para poder ultrapassar a difícil barreira da porta. Caso contrário, será barrado, certamente. Mas lá dentro as coisas funcionam exatamente como a gente espera de um club em Berlim. Pista lotada até meio dia, sem dramas ou carões.

O terracinho do club Weekend, com o sol já marcando presença. A noite em Berlim nunca acaba antes do meio-dia

O terracinho do club Weekend, com o sol já marcando presença. A noite em Berlim nunca acaba antes do meio-dia

WEEKEND – Alexanderplatz, 5. Esse club fica localizado no 12º andar de um super prédio da cidade, o Haus Des Reisens. Como nada por lá termina antes do sol raiar, a boa é pegar um bom lugar nas paredes de vidro quando o sol estiver para nascer e observar a linda vista da cidade que se tem lá de cima. E o que é melhor? Fica ao lado do meu hotel.

Museus:

PERGAMON  – Fica na região chamada de Ilha dos Museus e sua estrutura externa foi contruída para lembrar o altar de Pérgamo. É lindo, lindo. Lá dentro, as obras estão divididas em três partes centrais: a coleção de arte da antiguidade clássica – onde fica o altar de Pérgamo em si, as portas do Mercado de Mileto, além de dezenas outras obras de arte gregas e romanas. A parte de arte do Oriente Médio e o museu de Arte Islâmica.

O Museu Judaico

O Museu Judaico

 

JEWISH MUSEUM – Projetado pelo top arquiteto, Daniel Libeskind). A idéia do museu é levar o visitante a um passeio pelos quase 2 mil anos de história dos judeus alemães mostrando as quase sempre difíceis convivências entre judeus e não-judeus na região. São 14 áreas divididos pelo prédio central e a novidade do museu é o maravilhos jardim de vidro, inaugurado no ano passado com a assinatura de Libeskind.





São Paulo entre a moda

26 06 2008

São Paulo é sempre uma boa pedida, seja para um fim de semana de compras ou para um dia de trabalho, a cidade sempre terá algo bacana para lhe proporcionar. Estive por lá durante uma semana, trabalhando 16 horas por dia devo confessar, mas deu tempo de conferir algumas maravilhas que só a terra da garoa pode lhe proporcionar.

Fiquei hospedado no Hotel Slaviero, na Alameda Campinas, esquina com a Guarará. Recomendadíssimo. A localização não é a melhor do mundo, mas todos os lugares da cidade que importam, o aeroporto, inclusive são facilmente – e rapidamente - acessados.

O shopping Cidade Jardim, novo estabelecimento de compras na cidade, é um must see. Assim como a caminhada tradicional pela região da Oscar Freire que depois da reforma urbanística ficou ainda mais charmosa. Destaque para a Galeria Melissa, a nova loja da Diesel que está por vir (inaugura no dia 10 de julho) e a American Apparel que recém-inaugurou por ali.

O pão de queijo da Haddock Lobo é imperdível, depois de bater bastante perna, sente no banquinho da lanchonete e coma pelo menos uns duzentos pãezinhos. De sobremesa? Tente a loja do melhor bolo de chocolate do mundo (Oscar Freire, 125), que tem mesmo esse nome nada modesto. IN-CRÍ-VEL.

À noite, opções não faltam. Estive no Ritz do Itaim ( Rua Jerônimo da Veiga, 141), um clássico do hype paulistano. Não saia da cidade sem comer o bolinho de arroz de lá ou um dos hambúrgueres. As massas também funcionam bem. O melhor? A conta não virá exorbitante, a não ser que você abuse das caipirinhas de vodka importada como eu fiz. Aí sim, o céu é o limite. O Shaya, novo empreendimento japonês da Rua Amauri (no número 282) é o novo ponto de encontro dos ricos e bem nascidos da cidade. Eu não curto comida japoneses, portanto, só fiz presença vip no restaurante decorado por Marcelo Rosenbaun. Mas os drinks de saquê são sensacionais. Confesso que a escadinha da saída quase me matou após tantos saquês. O Figa, logo ali ao lado é pequeno mas funciona bem com ótimo serviço, mesmo lotado. Amo a Revistaria da Amauri e o Starbucks cura qualquer ressaca. Por conta da minha internação no prédio da Bienal, no Parque do Ibirapuera, onde estive cobrindo a SPFW, o meu bandejão era o charmoso restaurante do MAM, que fica logo ao lado da Bienal. O preço é fixo e você pode comer o quanto quiser. A apresentação dos pratos é super honesta e uma delícia também.

Na Faap, recomendo o imperdível Hamlet de Wagner Moura, minha única programação off-São Paulo Fashion Week que me foi permitida.





Comprando, circulando e gastando

4 06 2008

Eu quase me esqueci de dar continuidade à série sobre os outlets mais cools da Europa. Agora, quem dá a dica do shopping de marcas baratas em Bruxelas é a linda jornalista Emma Jane Pilkington. Especializada em design de interiores, suas matérias estão sempre nas páginas da House&Garden e da Vogue. É ela quem recomenda o Maasmechelen Village, que fica a cerca de uma hora de carro de Bruxelas. “São mais de 95 grifes de luxo, abertas inclusive aos domingos, o que para a Europa é sempre uma coisa a se comemorar”, comenta Emma. Pelas alamedas a céu aberto do Maasmechelen você vai encontrar Hugo Boss, Furla, Versace, a belga Olivier Strelli, a marca dos cashmeres de luxo Pringle of Scotland, além das clássicas Levi’s e Diesel.

Depois das compras, Emma recomenda alguns programinhas na região. Por ali, a cerca de 10 minutos do Village, fica o um-estrela-Michelin, Vivendum, comandado pelo chef Alex Clever. É lindo, sem frescuragem e o preço não é assim tãooooo, caro. Rolam uns menus-degustação por 75Euros o que é bem razoável por um restaurante estrelado, vai? Você também pode ficar hospedado por lá, já que o Vivendum também é um hotel. Agora para abrir bem a carteira e comer agradecendo a Deus por ter te dado papilas gustativas, tente o Comme chez Soi, em Bruxelas, este sim, um autêntico três-estrelas-Michelin. O menu com 6 serviços custa 150 Euros por pessoa. É o preço que se paga para comer bem, em um restaurante histórico, com mais de 80 anos de tradição, no coração da capital da União Européia. Isso sem falar na carta de vinhos, né?

Comer, para que? Que tal um passeio de bicicleta pelos arredores do Village. O cenário é lindo, parece que o tempo parou naquelas redondezas e você se pergunta quando foi que o mundo perdeu aquele bucolismo.

Para comprar coisas que não marcas de luxo? Que tal o mercado de antiguidades de Tongeren que rola aos domingos a partir das cinco da manhã? São mais de 50 comerciantes de antiguidades negociando com gente do mundo inteiro. O mercado fica no encontro das ruas Leopoldwal e Veemarkt. Bem no centro da cidade, não tem erro. Por ali também fica a linda basílica gótica de Nossa Senhora de Tongeren que data de 1240. É linda, linda, linda e fica na Grote Markt, 3700.

Para quem antiguidade só se for uma boa roupa de grife vintage, um programa adicional ao Village pode ser um pulo na Antuérpia, capital da moda avant-garde da europa a poucos km do Village. Por lá também você vai encontrar o que há de mais moderno em móveis e decoração além das noites mais incríveis da Bélgica. Destaque para o museu da moda da Antuérpia, o MoMu, que tem entrada livre e fica no centro da cidade velha (esquina da Nationalestraat com a Drukkerijstraat).





Fasano se expande

4 06 2008

Acabei de ler no site da Vogue RG que Trancoso terá uma filial da garbosa rede de hotéis Fasano. A parceria foi firmada entre “JHSF, o Fasano Hotels e o Itacaré Capital, fundo de investimentos de Pedro Miranda que se dedica à projetos imobiliários e hoteleiros no Sul da Bahia.” O hotel-sensação terá 40 quartos, espalhados por uma área de 293 hectares, de frente para o mar azul turquesa da região.

Quando a JHSF comprou a parte de João Paulo Diniz no grupo Fasano, ainda em 2006, o que se comentava era que a idéia da construtora nova societária era expandir a marca com a construção de um hotel em Nova York além de apostar neste filão de resorts no litoral brasileiro. A segunda parte já está começando a frutificar, será que o de Nova York também vai rolar?





Búzios por um quase nativo

1 06 2008

Por Waldir Leite

Búzios. Essa palavra me soa como um sinônimo de deleite. Cada vez que a palavra Búzios me vem à mente é como se uma suave brisa do mar estivesse a fazer carícias no meu rosto. É como se a jovem Brigitte Bardot surgisse nadando entre os peixes coloridos do mar com seu sorriso de garota levada. O prazer de viver é algo que está diretamente associado ao astral dessa cidade, que é o mais incrível balneário do Rio de Janeiro. Para quem não vive sem um banho de mar, para quem tem cultura de praia, para quem gosta de tostar sob o sol, Búzios é um paraíso. O litoral daquela cidade parece ter sido criado por Deus num momento de delírio. As praias são perto uma da outra, mas são completamente diferentes no que diz respeito à geografia e ao astral. Tem desde Geribá, que é mar aberto, até Ferradurinha, que é uma pequena enseada, que mais parece uma imensa piscina. Qual a melhor praia? Todas.

Tucuns ainda tem algo de selvagem. Em frente à praia apenas a vegetação e pedras enormes do lado direito cujo formato lembra esculturas gigantes de antigas civilizações. Um lugar misterioso e mágico. Tem a charmosa Praia da Azeda e sua irmã mais nova a Azedinha, que são lindas e aconchegantes. Na praia de João Fernandes podemos nadar entre cardumes de peixes coloridos. Estar ali é viver uma experiência emocionante. Ah, Búzios… 

Pérola Búzios

Onde ficar em Búzios? Hotéis e pousadas são uma atração à parte. O Pérola Búzios trouxe para a cidade o conceito do hotel design.  Localizado em ponto nobre da Praia da Armação fica pertinho da Rua das Pedras, o centro nervoso da cidade. Os apartamentos de luxo ficam todos em volta de uma piscina fantástica. Lá é tudo muito elegante, sofisticado e de bom gosto. O refinamento está nos detalhes. Quem fica no Pérola Búzios nunca mais esquece dos travesseiros do hotel. São tão macios e perfumados que dormir no hotel torna-se uma experiência única. O único inconveniente é que o Pérola é tão bacana que dá vontade de nunca sair de lá. A Pousada Casa Brancas é outro lugar incrível para ficar hospedado. É um hotel-spa localizado em frente a praia da Armação onde costumam ficar hospedadas personalidades do jet-set. 

Em Geribá têm pousadas incríveis. A Chez Pitu, confortável e charmosa, é debruçada sobre a praia e seus quartos, em vez de números, têm nomes de peixes: cação, robalo, tubarão. Quando lá fiquei hospedado me deram o quarto piranha. Por que será? Outro lugar bacana para ficar hospedado em Búzios é a Pousada Azeda, localizada no alto de uma colina, onde se tem uma bela vista do centro da cidade e da praia da Armação. Fica entre as praias da Azeda e João Fernandes. Juan Medina, o dono da Pousada Azeda é um dos mais charmosos empresários de Búzios. Um jovem surfista nascido na Argentina, mas criado na cidade. Bem humorado, alto astral, ele é um excelente anfitrião. Quando não está cuidando de sua pousada está recebendo turistas e buzianos no seu Colombina Café, no centro da cidade.

Colombina

Outro lugar adorável para ficar hospedado em Búzios é a pousada Martim Pescador, na Enseada do Gancho, em frente a praia de Manguinhos. Os apartamentos têm incríveis varandas onde os hóspedes podem ficar admirando a beleza da praia com seus barcos ancorados al mare. A pousada também tem um incrível lounge com piscina e um belo e bem cuidado jardim, com um espaçoso gramado onde, deitados em colchonetes, os hóspedes podem admirar a beleza do pôr-do-sol, saboreando um petisco, fumando um cigarro, escutando remixes transados de Burt Bacharach, Gotan Project, Mano Chao e Petula Clark. Tudo de bom! Nessa hora o dono da pousada, um misterioso americano descendente de japoneses, costuma oferecer drinques transados aos seus hóspedes. A vida é bela!

Búzios é um pólo gastronômico. Naquela pequena cidade a gente encontra restaurantes que servem comidas dos mais diferentes lugares do mundo. Comida grega, alemã, francesa, dinamarquesa, italiana, argentina, chilena…  Todos os anos a cidade sedia o Degusta Búzios, um festival gastronômico com a participação de todos os restaurantes da cidade, que servem seus pratos de referência a preços populares em barracas montadas na Rua das Pedras e na Orla Bardot.
As opções de comida são as mais variadas. Têm desde uma boa comida a quilo a preços acessíveis, até restaurantes sofisticados com preços bem sofisticados. Na Rua das Pedras vale a pena comer no Brigitta´s, que serve um demencial filé argentino com salada. A costela de cordeiro com molho de amêndoas do Cigalon é outra pedida inesquecível da gastronomia buziana.

 

O Cigalon fica na Rua das Pedras e, num longíquo verão dos anos 60, serviu de hospedaria para a divina Brigitte Bardot. O Bar do Zé é outro restaurante imperdível. Apesar do nome simplesinho é um restaurante muito chique. Fica na Orla Bardot e seus pratos de frutos do mar são dignos de nota. Vale a pena experimentar o Polvo Oriental, uma iguaria para se comer rezando. Foi com esse prato que o Bar do Zé ganhou o primeiro lugar na categoria prato principal do último Degusta Búzios. A eleição foi por voto popular. O jantar no Bar do Zé é à luz de velas, para que os comensais possam degustar os quitutes aproveitando a beleza da Praia da Armação, com seus transatlânticos navegando ao longe. Mas, o melhor do restaurante é o próprio Zé, o dono do restaurante, um surfista nascido e criado no lugar, moço gentil, educado, que recebe seus clientes com um sorriso que já abre o apetite. Acho que vou para Búzios agora mesmo…

É impressionante a influência de Brigitte Bardot em Búzios. Mesmo depois de quarenta anos da visita da estrela ela ainda é uma referência na cidade. Foi graças a BB que Búzios ficou com cara da Riviera Francesa. E isso é o que há de mais charmoso no lugar. À noite o melhor programa ainda é bater perna na Rua das Pedras e caminhar na Orla Bardot até o lugar onde fica a estátua da atriz francesa. Ali os turistas fazem fotos e os boêmios loucos costumam sentar para bater um papo com a estrela. É divertido ver as pessoas, as vitrines, os turistas, os bares e restaurantes fervilhando, gente elegante e bem vestida, surfistas e loucos de todos os matizes. Na noite fervilhante a cidade se transforma num irresistível antro de pegação. É hora de tomar uns drinques na varanda da Pousada Casas Brancas, ficar observando o vai-e-vem da Orla Bardot e no final da noite esticar na boate Pachá. A trepidante filial do clube espanhol, localizada na Rua das Pedras é o melhor lugar para dançar no final da noite. É para lá que vai todo mundo no final da noite. O som é ótimo e o astral, melhor ainda.

Búzios, je t´aime!

Waldir Leite é um apaixonado. Por tudo. Desde artes marciais até cultura pop. Passando por futebol de areia, música e terminando em um bom papo. É jornalista, escritor, cronista, contista e língua afiadíssima. Fino que só ele, atualmente dá exepdiente como um dos colaboradores da novela mais inventiva da telvisão brasileira: Caminhos do Coração. Ah, e tem o seu sensacional blog também: www.waldirleite.blogspot.com