Livre trânsito

30 06 2008

Parece que amanhã vai ser anunciado um acordo entre os países da América do Sul no qual se extinguirá a necessidade de apresentação de passaporte para circular entre os países. Atualmente, só os integrantes do Mercosul são isentos do documento nas viagens internacionais, bastando para cruzar a fronteira só apresentar uma peça de indentidade qualquer, válida e recente. Amanhã, em encontro de líders na cidade de Tucuman, na Argentina, a novidade será anunciando, desburocratizando o livre trânsito entre as nações vizinhas.

Achei digno.





Europa das artes

30 06 2008

Para quem está indo em direação à Europa por agora recomendo dar uma olhadinha nesta matéria de O Globo. A quem interessar possa, eles listam vários festivais bacanas que acontecem por lá – desde os de teatro, até os de pop-rock, passando pelos de música clássica, lírica e jazz . Vale perder uns minutinhos lendo e copiando e colando os links dos eventos para conferir a programação.





Buenos Aires por uma insider – O frio

30 06 2008

Coleção de inverno da Seco

Por Anna Carolina Nogueira

O inverno chegou pra ficar em Buenos Aires. Turistas adoram, eu odeio. É muito mais fácil/barato se vestir no verão, muito mais feliz andar na rua. Mas eu não tenho escolha e preciso existir no inverno, e existir significa acordar cedo e levantar da cama quentinha. Para enfrentar essa temporada de frio sem ficar mal vestida como brasileiros na Disney, eu juntei algumas dicas que venho aprendendo por aqui. 

Pijama de polar, casaco de polar, cobertor de polar, polar. É o tecido mais fofo e quentinho que eu tive o prazer de conhecer. Tem dias em que me pergunto se realmente não posso ir pra aula o meu pijama, podia viver só com ele. Mas eu não posso, porque há de se passar hidratante antes de entregar as pernas ao reinado das meia-calças. Fica a dica: Abuse das meia-calças de diferentes cores e estampas, por dentro da calça ou com vestidinhos, saias e shorts, além de proteger do frio elas são super estilosas. 

Outra coisa que o inverno me ensinou foi a gostar de pimenta. Acaba ficando difícil aqui em Buenos Aires, porque não é fácil arrumar algo realmente picante, mas caso consiga… se joga. Quando a pimenta te pega de jeito te aquece de verdade, tipo vinho – só que não é toda hora que dá pra encher a cara de vinho, mas se você está passeando sem compromisso, aproveite que os taxis são baratos e prove toda a uva que a Argentina pode te oferecer. 

Botas, casacos e cachecóis podem ser extremamente chics se bem utilizados. Outra peça que os argentinos super aderiram foi o colete, sejam os grossos – os com capuz com pelinho são lindos -, que esquentam de verdade, ou aqueles de lã ou alfaiataria, que ficam um arraso por baixo do sobretudo. Os de alfaiataria da Zara são o que há. 

Elegi as galochas como o must have deste inverno, e na Santa Fé, entre a Callao e a Paraná, dá pra encontrar dezenas de estampas diferentes, cada uma mais fabulous que a outra. Além de confortáveis e incríveis, elas são muito úteis. Por falar nisso, a loja Seco vende roupas para a chuva super bonitas, como capas e chapéus impermeáveis. 

Última dica: se joga no chocolate quente. Viajar é não ter que contar calorias.





Números paulistanos

28 06 2008

Nos cinco primeiros meses de 2008 cerca de 8,6 milhões de passageiros passaram pelo aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Desse total, 4,9 milhões estavam em vôos domésticos e 3,6 milhões em internacionais. O que esses números significam? Um aumento de 19,98% no tráfego do aeroporto em relação a igual período do ano passado. As informações são da Infraero.





Oui, Paris

27 06 2008

Nosso correspondente em Brasília, Ricardo Fróes, está de passagem comprada para uma visita ao velho continente em Julho. Um pulo em Jerusalém ele também dará e nos contará tudo, claro. Esperto que só ele e cheio de amigos influentes, foi assuntar pelo msn com os chegados em Paris para descobrir qual a boa dos franceses descolados. Um de seus camaradas trabalha na Vogue de lá, unha e cutícula com a toda-poderosa Carine Roitfeld e sua filha-sensação Julia, e deu o caminho das pedras. Generosamente, ele divide conosco, viajantes aleatórios nem sempre tão insiders assim.

Para jantar: La Maison de la Truffe (Place de la Madeleine, número 19). Na verdade, trata-se de uma loja especializada em coisas de rico. Tipo trufas, caviar, foi gras,essas coisas que custam um fígado de quem deseja comprá-las. Dentro da loja rola um espaço para comer as delícias servidas ali. Apesar da exorbitância de preços o menu em si não é dos mais caros. Se você não fizer questão de comer trufas existe um menu preço fixo que custa 20Euros. Já com a opção do ingrediente trufa em seu prato o preço continua fixo mas sobe para 65 Euros. Os pratos individualmente começam em 30 Euros e podem chegar a 98. A exceção são as opções que levam caviar na receita que variam entre 175Euros e 5.000Euros. Se quiser ir jantar lá como indicado pelo amigo da Vogue, a boa é fazer a vovó, já que o restô fecha junto com a loja as 9:30OPM.

Para dançar: Tania, Neo e Pink Paradise todos na na Rue de Ponthieu. O Tania (43 rue de Ponthieu) era um gentleman´s club e hoje em dia reúne a nata da juventude dourada de Paris. O Neo é daqueles típicos quase impossíveis de se entrar em Paris. Faça cara de rico, coloque sua melhor roupa e tente cruzar a barreira do hostess mais temido da cidade no número 23 da mesma rua do Tania. O Pink Paradise é a cara de Paris com aquela atmosfera sexista que só eles sabem fazer sem cair na vulgaridade. Tem striptease e pole dance e ainda reúne as pessoas mais interessantes da cidade.
 
Uns drinks: Taillevent ou La Tour d’argent. Os dois são caríssimos e muito tradicionais em Paris. Eu não recomendaria, mas há quem goste de ser milionário em Paris. Eu prefiro ser bohemian bourgeois.





Reabertura

26 06 2008

A China reabriu as fronteiras do Tibete ao turismo nesta quinta-feira, fechda desde março quando rolaram os primeiros conflitos armados entre tibetanos e polícia chinesa. A confirmação de que os distúrbios em Lhasa já haviam cessados se deu com a passagem da tocha olímpica pela cidade sem maiores tumultos. Três dias após a visita do símbolo dos jogos as autoridades chinesas decidiram pela reabertura da região ao turismo. Jornalistas ainda estão proibidos de visitar o Tibete.





São Paulo entre a moda

26 06 2008

São Paulo é sempre uma boa pedida, seja para um fim de semana de compras ou para um dia de trabalho, a cidade sempre terá algo bacana para lhe proporcionar. Estive por lá durante uma semana, trabalhando 16 horas por dia devo confessar, mas deu tempo de conferir algumas maravilhas que só a terra da garoa pode lhe proporcionar.

Fiquei hospedado no Hotel Slaviero, na Alameda Campinas, esquina com a Guarará. Recomendadíssimo. A localização não é a melhor do mundo, mas todos os lugares da cidade que importam, o aeroporto, inclusive são facilmente – e rapidamente - acessados.

O shopping Cidade Jardim, novo estabelecimento de compras na cidade, é um must see. Assim como a caminhada tradicional pela região da Oscar Freire que depois da reforma urbanística ficou ainda mais charmosa. Destaque para a Galeria Melissa, a nova loja da Diesel que está por vir (inaugura no dia 10 de julho) e a American Apparel que recém-inaugurou por ali.

O pão de queijo da Haddock Lobo é imperdível, depois de bater bastante perna, sente no banquinho da lanchonete e coma pelo menos uns duzentos pãezinhos. De sobremesa? Tente a loja do melhor bolo de chocolate do mundo (Oscar Freire, 125), que tem mesmo esse nome nada modesto. IN-CRÍ-VEL.

À noite, opções não faltam. Estive no Ritz do Itaim ( Rua Jerônimo da Veiga, 141), um clássico do hype paulistano. Não saia da cidade sem comer o bolinho de arroz de lá ou um dos hambúrgueres. As massas também funcionam bem. O melhor? A conta não virá exorbitante, a não ser que você abuse das caipirinhas de vodka importada como eu fiz. Aí sim, o céu é o limite. O Shaya, novo empreendimento japonês da Rua Amauri (no número 282) é o novo ponto de encontro dos ricos e bem nascidos da cidade. Eu não curto comida japoneses, portanto, só fiz presença vip no restaurante decorado por Marcelo Rosenbaun. Mas os drinks de saquê são sensacionais. Confesso que a escadinha da saída quase me matou após tantos saquês. O Figa, logo ali ao lado é pequeno mas funciona bem com ótimo serviço, mesmo lotado. Amo a Revistaria da Amauri e o Starbucks cura qualquer ressaca. Por conta da minha internação no prédio da Bienal, no Parque do Ibirapuera, onde estive cobrindo a SPFW, o meu bandejão era o charmoso restaurante do MAM, que fica logo ao lado da Bienal. O preço é fixo e você pode comer o quanto quiser. A apresentação dos pratos é super honesta e uma delícia também.

Na Faap, recomendo o imperdível Hamlet de Wagner Moura, minha única programação off-São Paulo Fashion Week que me foi permitida.





Buenos Aires por uma insider – Sushi

20 06 2008

Osaka

Por Anna Carolina Nogueira

Pelo menos uma vez por semana eu como sushi em Buenos Aires, então, nesse tópico sou quase perita. Apelando para um delivery preguiçoso ou colocando os pés nas ruas frias, já provei muitos japas dessa cidade, e aqui está todo o conhecimento que adquiri:

Já indiquei o Sushiclub aqui, e ele continua muito bem posicionado na minha lista de preferidos, com alguns rolls diferentes e deliciosos como o criollo, o Buenos Aires roll e o SC roll. O combinado de salmão de 75 peças dá legal para três pessoas e fica mais barato que o sushi libre – que custa cerca de 100 pesos. Eles tem restaurantes em Puerto Madero, Recoleta e Las Cañitas, sendo que há uma pequena diferença no preço do primeiro, pois alguém tem que pagar a diferença do altíssimo aluguel de Puerto Madero, né.

Outro que recomendo é o Azul Profundo, que apesar de nunca ter ido, sempre peço o delivery e nunca me decepcionaram. Uma vez fui infiel e liguei para o Dashi, pois era, aparentemente, o único que tinha hot philadelphia na carta. Aquilo nada tinha que ver com o hot philadelphia e o salmon skin estava terrível, además de mais caro que o Azul Profundo.

O sushi libre – all you can eat – mais barato que encontrei foi o do Itamae Sushi, e confesso que demorei um pouco a admitir que era ruim. Além de suas peças terem arroz demais, as opções são muito limitadas. Não vale. Além do mais, não funciona como os rodízios brasileiros onde você marca quais e quantas peças deseja. Eles montam a tábua com  algumas variedades e você repete quantas vezes quiser.

Sushi tem aquela característica de amor ou ódio, e sempre corremos o risco do companheiro de viagem ser do grupo que odeia a simples idéia de mastigar um peixe cru, esperando da Argentina toda a carne vermelha que puder comer. Para agradar a todos, existem aqueles restaurantes que, apesar de não terem como foco o Japão, oferecem suas delícias no menu. Um destes é o Baez, na rua com o mesmo nome, em Las Cañitas. Dá pra comer um belo combinado enquanto seu amiguinho consome um medallón de lomo. Outra opção é o Ásia de Cuba, que abre para almoço e jantar, mas depois de uma hora da manhã parte das mesas são retiradas e o restaurante se torna boate. O restaurante é belíssimo e tem opções japas no cardápio convivendo em harmonia com bois e galinhas.

Voltando ao topo da lista, o primeiro lugar fica com o Libélula. Bem menos conhecido que os demais, ele ganha de lavada essa disputa. Dá pra comer sem questionar o que, porque tudo é divino, inclusive o peixe branco que eu raramente aceitaria no meu combinado. Lá o peixe branco é incrível, o salmão, os rolls, niguiris, sashimis, makis, tudo! O lugar é pequeno e escondido, o que me fez aumentar ainda sua pontuação, além do Nouvelle Vague que estava no som. Cada peça é um orgasmo.

O Libélula fica na Lafnur 3268, pertíssimo da Libertador, e é um japa peruano. Os japas peruanos sempre me proporcionaram muita alegria, e foi isso que me levou a ligar para o Osaka, além da fama que tem de ser o melhor dos melhores daqui – o Osaka também tem o toque peruano. Esperando já colocar aqui o resultado sobre o melhor dos melhores, qual foi minha surpresa? Tipos que dia 24 de Junho eu conto quem ficou com o primeiro lugar na disputa. Parece que a fama do Osaka é tanta que até lá eles não tem uma mesinha disponível para a minha pessoa. Quem sou eu na noite porteña pra achar que posso fazer reservas apenas com 5 dias de antecedência, né? Se você conseguir uma mesa, só em cash ou american express.

Sushiclub:
Alicia Moreau de Justo 286 – Puerto Madero
Av. del Libertador 15266
Báez 268 – Las Cañitas

Azul Profundo
Av. Del Libertador 310 – Ciudad de Buenos Aires
Tel: 4312-2910

Libélula
Lafinur 3268 – Ciudad de Buenos Aires
Tel: 4803-6047

Osaka
Soler 5608 – Ciudad de Buenos Aires
Tel: 4775-6964





O Rio é lindo, mas caro

16 06 2008

Eu sempre desconfiei disso, mas o Rio, realmente, é uma cidade caríssima para se viver. Mais até do que a inflacionadíssima Manhattan. A conclusão veio a partir da pesquisa realizada pela Organização Eca International que criou um ranking das cidades mais caras do mundo. Levou-se em conta 128 itens de consumo e serviços, em mais de 370 cidades mundo a fora. Sabem qual foi a escolhida como A mais cara do mundo? Luanda, em Angola, seguida por Oslo e Stavanger, ambas na Noruega; Copenhague, na Dinamarca; e Moscou, na Rússia.

O Rio ficou como a mais cara das Américas e em 66º na lista mundial, Brasília ficou em 74º e São Paulo em 78º.

Fonte: Msn





14 06 2008

A Gol voltou com sua promoção de passagens a um real. Só vale para compras neste fim de semana e vôos saindo até dia 26. Tem uns preços ótimos. www.voegol.com.br





Visto inglês, again?

14 06 2008

Os turistas brasileiros estão prestes a perder a regalia de não-exigência de visto de entrada para visitas de até seis meses no Reino Unido. Em matéria publicada no Financial Times no dia 12 de Junho o anúncio de que o governo britânico dará um ultimato às autoridades brasileiras e de mais 10 países africanos, asiáticos e latino-americanos caiu como um balde de água fria.

O governo britânico diz que os imigrantes estão perdendo a linha e cometendo abusos : permanecendo no país além do tempo permitido, falsificando documentos, entre outros crimes, incluindo o tráfico de drogas. Os países identificados são o Brasil, África do Sul, Malásia, Botsuana, Bolívia, Venezuela, Trinidad e Tobago, Maurício, Lesoto, Namíbia e Suazilândia





Novas linhas

13 06 2008

Até o fim do ano três novas rotas internacionais serão operadas pela Tam. A primeira a entrar em atividade será a Rio-Miami a partir de 15 de setembro. Em outubro, começa a operar o trecho São Paulo – Lima e até o fim do ano, enfim, Rio-NYC.





Santiago é uma beleza

13 06 2008

Meu irmão pediu, eu obedeço. Ele está indo para o Chile e quer saber o que rola de bom no eixo estação de esqui-Santiago.

A temporada de esqui está para começar no nosso vizinho Chile e, portanto, hora de falarmos sobre o tema. Bariloche? Só se você for marinheiro de primeira viagem. Nos arredores de Santiago são quatro os principais centros para a prática do esporte sobre a neve. Os mais famosos e sofisticados – caros, portanto – são Valle Nevado e Portillo.

Ski Portillo fica a cerca de 150 Km de Santiago, no caminho para Mendoza e de tão boa qualidade de suas instalações é o único lugar da América do Sul que já recebeu o Campeonato Mundial de esqui. Foi lá, inclusive, que foi batido o record mundial de velocidade. Valle Nevado é o dos ricos e famosos. Localizado a 44KM de Santiago e inaugurado em 1988 o conglomerado é super exclusivo e se restringe a três hotéis – de 5, 4 e três estrelas – com capacidade para abrigar 800 pessoas por vez. O suficiente para não causar grandes engarrafamentos nas pistas.

Nas redondezas também se encontra a pista com a neve de melhor qualidade da América do Sul, em El Colorado. Famoso por suas opções seguras para todas as práticas esportivas sobre a nove e a poucos quilômetros de Santiago, El Colorado vem se transformado em parada certa de quem procura por um clima familiar e diversão diurna em terras chilenas.

Entre o Valle Nevado e El Colorado, fica La Parva. a pouco mais de 50Km de Santiago com 800 hectares de área, 20 pistas e 14 teleféricos é garantia de conforto e tranquilidade para esquiar.

Indo para o Sul do país, a principal estação é Pucón, localizada aos pés do vulcão Villarica e em frente ao lago de mesmo nome. Portanto, se você quer um visual de tirar o fôlego, Pucón é a pedida. O melhor de tudo é que além de poder esquiar, o complexo te oferece visitas ao vulcão, rafting e caminhadas em direção às piscinas de água termal e cachoeiras. Excelente, não?

Outra boa opção é Termas de Chillán que permanece aberta durante todo o ano. Como estação de esqui no inverno e spa resort no verão. É lá também que fica localizada a Las Três Marias, pista mais longa da América do Sul.

Mas qualquer viagem em busca da neve chilena deve reservar ao menos dois, três dias para desvendar o segredo dos chilenos em sua capital, Santiago. Organizadíssima, limpíssima e educadíssima, Santiago é um exemplo para nós latinos tão barulhentos e jogadores de lixo em locais públicos. Tudo funciona como deveria funcionar. Tirando a poluição do ar, claro, que por conta das Cordilheiras não consegue se dissipar e fica por ali, pairando sobre as cabeças chilenas.

Santiago, turisticamente, é facílima de conhecer. Tudo pode ser percorrido à pé ou, no máximo, pelo seu belo sistema de transporte coletivo. São quatro linhas de metrô que cobrem os principais pontos da cidade. Com 6 milhões de habitantes, Santiago, sozinha, é responsável por ser a casa de 36% da população chilena, não é uma loucura? De acordo com o Wikipedia: “Com aproximadamente duas décadas de crescimento ininterrupto, Santiago se tornou uma das mais modernas áreas metropolitanas da América Latina, com um extenso desenvolvimento suburbano, dezenas de shopping’s e uma impressionante arquitetura moderna (futurista)”, portanto, em Santiago a graça é observar a história e o futuro, juntos.

A melhor coisa para se fazer em Santiago é caminhar e se deixar surpreender pelo que o cidade pode lhe proporcionar. Que tal começar pelo Palacio de La Moneda, assistir a troca da guarda e depois visitar no subsolo o Centro Cultural? O Palácio, que é sede do Governo Nacional, está para os chilenos como Brasília está para nós e o Museu recém-inaugurado em seu subterrâneo é um must-see para entender melhor a essência do país e admirar belas artes de pintores latinos.

Depois, uma boa opção é almoçar no Mercado Central, onde restaurantes de frutos do mar são a tônica com todos os ingredientes bem frescos e bem cuidados. O prédio, por si só, já valeria a visita. Construído com inspiração art-nouveau, data de 1800 e inicialmente seria ocupado por uma estação de trem. Um charme. Por falar em prédio charmoso, o prédio do Teatro Municipal também é imperdível. Sabe quem deu pitacos no desenho? Charles Garnier, o mesmo criador da ópera Parisiense.

Outro must see é o parque Cerro Santa Lucia. O parque é famoso por ficar encravado sobre uma formação rochosa que se eleva a 70m de altura. Lá do alto você tem uma vista linda da cidade. Ótimo para fotos. Ali nas redondezas ficam ótimos museus, como o HIstórico Nacional e o de Arte Pré-Colombiana. É só descer na estação Universida de Chile, Linha 1, Vermelha e caminhar.

Depois, parta para o bairro de BellaVista, onde fica o complexo gastronômico BordeRio, com dezenas de opções incriveis para um bom jantar ou um revigorante almoço. Por lá também fica a casa onde morou o escritor Pablo Neruda. Para quem gosta de literatura, há um museu com artigos pessoais de Neruda. É bem tocante.

Outra boa opção para um jantar mais bem servido e com mais tempo é o novo restaurante Mestizo, que fica na Av. Bicentenario, 4050. O lugar é encantador, com vista para o parque bicentenário, no meio de árvores, quase um recanto dentro de Santiago. Nos fundos há um laguinho com cisnes negros, que tal?. A comida é excelente mas o serviço deixa um pouco a desejar. Lento e confuso, mas nada que vá arruinar sua paciência aleatória.

Outro restaurante cool de Santiago é o Amorio, que fica na Rua Constituicon, 181, no bairro da Providência. De paredes de tijolo aparente e bastante elegância é um lugar para se comer com prazer. Ótimo tanto para um drink, no lounge do segundo andar, quanto para um jantar mais impressionante. Ótimo também para ver e ser visto, pois o povo mais cool da cidade não perde um bom papo em suas mesas. Por ali também fica o Bar Liguria, que funciona em dois endereços: Luis Thayer Ojeda 019  Av. Providencia 1373. Recomendado para quem quer beber bem, comer se der fome e se divertir bastante com os locais. Aberto até as 2 da manhã durante a semana e até as 5 no fim de semana. Fecha aos domingos, como tudo em Santiago.  Para uma coisa mais chiquezinha, tente o Bar Yellow, General Flores 47.

Bellavista, é onde os points de Santiago têm mais tradição. Tipo o baixo Leblon de lá, onde todo mundo sabe que vai se encontrar.  Santo Remedio, Roman Díaz 152, é onde você vai encontrar uma das melhores atmosferas da cidade e é um dos únicos, se não o único, bar aberto aos domingos. Na verdade, o que a gente chama de bar em Santiago não funciona muito. O que se vê por lá são casas que funcionam como restaurantes durante o dia e bares durante a noite, raras vezes você vai encontrar um balcão clássico. Mas é assim que eles se divertem, o que impossibilita um pouco a interação. Mas vale para observar e, porque não, puxar um papinho? Para uma jogação mesmo, em boates e afins, a boa é o La Feria, Constitución 275, instalado num teatro antigo, se você não gostar da música, pelo menos conheceu o teatro, que é uma graça. Outra boa opção é o Galpón 9, também conhecido como La casa Pub onde rolam umas apresentações de bandas locais, pista de dança e bar em si. Ali por perto fica a Biarro Suécia, e assim, por mais que tentem te fazer acreditar que é um bom lugar para se ir, não perca seu tempo. É meio perigoso à noite, para começar, e por ali você só vai encontrar arruaceiros, bêbados, loucos para arrumar confusão. Evite fortemente.

Outro lugar excelente para se perder umas boas horas bebendo e caminhando é a região de Lastarria. Por ali fica o Mavi, Museu de Artes VIsuais e a Plaza Mulato Gil, onde rola uma feira de antiguidades todo fim do dia. Ótimo escolher um dos cafés ou restaurantes das redondezas e ficar observando a vida passar. Tente o Café Abarzua, na Merced 337, ou o Café Bohemia, na Rosal 386. O dono deste último é um brasileiro, chamado Bento, ótimo de papo. Para algo mais etílico, tente o Berri Bar, na Rosal 321. O dono, um ex-antiquário, decorou no melhor estilo antiguinho e a frequencia é de jovens de 20 a 30 anos, o que dá um bom contraste de gerações.

Para uma noite mais animada, tente o Dominga, que tem um terraço bem charmoso. Por lá você pode janar, beber e ficar para dançar. Sempre rolam uns djs no terraço e a galera é bem jovem. Meio carinho, mas enfim, é a vida. Fica em Las Condes, uma área repleta de bons bares e clubs. Por ali fica um dos melhores restaurantes de comida asiática da cidade, o Akarana, na Reyes Lavalle 3310.

Para alta gastronomia, Astrid&Gaston é a solução. Cozinha inventiva de primeiríssima qualidade, pratos inenerráveis e ambiente super bem cuidado. Recomendadíssimo, muitos dizem que é o melhor restaurante de Santiago.

Enfim, você ainda pode tentar o bairro Bellas Artes, onde durante o dia você pode conferir o Museu de Belas Artes e à noite se jogar nos diversos pubs, bares e clubs da região em um clima mais bohemio, sem carão, sem afetação ou pose. Enfim, opção não falta na capital chilena e como é tudo bem fácil de se acessar a boa é pular de bar em bar, de club em club até achar algo que te faça feliz de verdade. Tenho certeza que não vai ser difícil.





Buenos Aires por uma insider – Apostas

11 06 2008

Por Anna Carolina Nogueira

Logo que cheguei ao cassino de Puerto Madero já fiquei animada com todas as luzes e o estacionamento cheio, dividido por naipes de baralho. O inverno de Puerto Madero demanda casacos enormes, então se informe sobre onde deixar seu casaco logo na entrada. O restaurante do local é aconchegante e bem quentinho e, apesar de só ter tomado um café, ouvi dizer que a comida é bem gostosa.

O cassino é dividido por classes. A pobreza fica no subsolo, enquanto o andar mais alto é para a classe A, sendo o valor mínimo para a roleta 10 doláres – é lá que ficam os gringos endinheirados caso alguém pretenda aplicar o golpe do baú. Na classe média, que fica no piso abaixo desse, aceitam 10 pesos mesmo como aposta mínima, enquanto na pobreza do subsolo dá pra jogar com 5 pesos. Já dá pra concluir que o subsolo fica lotado de gente em volta das mesas e cigarros por todos os lados.

Poker, blackjack, roleta, máquinas, dados e mais alguns jogos que desconheço. Cabeças brancas por todos os lados. Interação quase nula. A interação ali é com o vício, quando se começa a jogar o dinheiro é secundário, o que vale são aqueles segundos antes da roleta parar de girar… uma delícia. O povo vai perdendo a casa e a sogra e a minha dica é seguir reto para o bar, porque ali você perde dinheiro mas ganha algo em troca, só tem que tomar cuidado pra não encarnar o “quando bebo sou rico” e perder a casa você também apostando tudo no sete. Não importa em qual classe você joga, o preço da bebida é o mesmo em todos os bares, então a sugestão é subir de classe porque no andar mais vazio o bartender está mais livre para caprichar no seu drink. A tequila sunrise é deliciosa e vale muito os 17 pesos. Cartões só visa e master.





Dançando na lista

6 06 2008

Warung Beach Club, Itaja,SC

A DJ Mag, bíblia da música eletrônica mundial, fez uma lista dos 100 melhores clubs do mundo. Entramos com tudo na lista e emplacamos quatro: Warung, em 9ºlugar, o Sirena, em 21º, o D-Edge, em 31º e o Anzu, em 72º.

Warung é um beach club, em Itajaí, Santa Catarina, que eu nunca tinha ouvido falar. Será que sou só eu? Encravado no meio de uma área repleta de árvores, de frente para para praia e capacidade para 3mil pessoas, o público que invade seus mais de mil metros quadrados é basicamente de mauricinhos e adoradores de música eletrônica. Todo feito em madeira, com duas pistas, além de um restaurante, sushi-bar, um café, uma loja de conveniências com artigos de praia, um centro de estética, duas mesas de sinuca e vários lounges, além de um deck de madeira com vista para o Oceano Atlântico. Fino, né?

O Sirena, em Maresias, litoral de São Paulo, já é bem mais famoso. Com a palavra, a publicação: “Sirena é um dos mais antigos clubes do Brasil. Modificado diversas vezes desde sua inaguração, suas sensacionais dependências combina super bem com os lindos e lindas festeiros que chegam à sua pista de dança depois de passar por uma estrada em meio às montanhas”.

O D-Edge já é um clássico na noite paulistana com a pista de dança mais sensacional do mundo, com todas aquelas luzes mudando a cada batida da música. Inaugurado em 2003, desde então não parou mais de chamar a atenção do povo da noite e curiosos soltos. E esse não é a primeiro prêmio internacional que a casa recebe: em 2005, a revista inglesa Mixmag publicou um ranking com os clubes mais bacanas do mundo e o D-Edge tava lá, em 4º lugar.

O Anzu é um veterano das noites do interior paulista pois lá se vão mais de 10 anos desde a abertura da casa, em Itu. Pelas suas pistas já passaram grandes nomes internacionais como Deep Dish e Infected Mushroom e até uns improváveis Jota Quest e Inimigos da HP. O motivo da miscelânia é que o club também pode funcionar como casa de shows. Mas o tamanho, a qualidade do som e a beleza do povo que o frequenta foi responsável por colocá-lo no top 100 da DJ Mag. Quem já tocou lá diz que é incrível.

O primeiro lugar da lista ficou com o legendário club londrino Fabric. Um dos maiores e mais famosos endereços dos amantes dos agitos noturnos do mundo segura firme sua primeira posição no ranking da DJ Mag. Sua construção ocupou o lugar de um antigo açougue histórico, que vinha ainda da era vitoriana e abriu suas portas em 1999. Onde? No hype bairro de Clerkenwell, East London. A pista com tijolos aparentes e teto em arco traz ainda mais clima under para o que já nasceu mainstream.

Para quem quer conferir a lista completa, é só clicar aqui.





Sem fronteiras

6 06 2008

A queda do número de turistas que escolhem os EUA como destino de viagem vem decrescendo nos últimos sete anos, enquanto o número global de viajantes aleatórios pelo mundo cresce. Por conta disso, o sinal amarelo já foi aceso na cabeça dos pensadores do turismo norte-americano que se reuniram durante toda esta semana na Feira de Turismo de Las Vegas, Pow Wow.

Preocupados em continuar atraindo os cerca de 26 milhões de viajantes de 2000 – no ano passado foram cerca de 23 milhões – os pensadores da indústria do turismo começaram a questionar a viabilidade de facilitar a entrada de turistas de oito países com a abolição da exigência do visto de entrada. E pasmem, o Brasil é um dos que consta na lista de países que poderão entrar na onda dos vocês-não-precisam-de-visto-é-só-chegar-chegando.

Este programa que flexibiliza o turismo em território americano começou a ser implementado em 2005 e já abarca 27 nações conhecidos como Visa Waivers. A idéia é que a implementação dos novos países no programa seja feita até meados do ano que vem e oito Estados estão nesta lista de espera: Brasil, Índia e Grécia, entre eles.

Fonte: O Globo





Letras aleatórias

5 06 2008

Uma das minhas grandes frustrações nesta vida foi nunca ter ido à Festa Literária de Paraty, a Flip. Desde 2003 a intelligentsia mundial se reúne naquela romântica cidade do litoral fluminense para conversar, discutir literatura, curtir o dolce far niente e assistir aos shows mais cools da temporada. Tudo ali, na praça central, à distância de alguns passos de tudo. A edição 2008 já começa a esquentar as turbinas: a Festa começa dia 02 de julho e se estende até dia 06 de julho. Pela programação a temporada vai ser bem pop, do jeito que a gente gosta. Se você não conseguir lugar na Tenda dos autores, é só se posicionar em frente ao telão que fica em praça pública e acompanhar tudo democraticamente. A programação completa segue abaixo – na verdade eu fiz um copy and paste do site oficial da Festa.

Quarta-feira, 02 de julho de 2008
19h00  Abertura FLIP – A poesia envenenada de Dom Casmurro – ROBERTO SCHWARZ 
Na conferência dedicada ao homenageado da FLIP, um dos mais importantes críticos em atividade no Brasil e o mais destacado intérprete da obra de Machado de Assis fala sobre Dom Casmurro, por ele considerado “o romance possivelmente mais refinado e composto da literatura brasileira”. Com base em texto inédito, uma versão preliminar do ensaio depois publicado em Duas meninas, Schwarz mostra que uma das armas de que dispõem os narradores de Machado é o preconceito social. Machado teria conseguido iludir o leitor por ser capaz de construir personagens que compartilham seus preconceitos – e Bentinho é um dos exemplos mais bem-acabados desse tipo de conduta.
Local: Tenda dos Autores: R$ 25 Tenda do Telão: R$ 8
 
21h30  Show de abertura 
Com LUIZ MELODIA

Local: Tenda da Telão: R$ 25
 
Quinta-feira, 03 de julho de 2008
10h00  mesa 1 – Primeiro tempo – ADRIANA LUNARDI, EMILIO FRAIA, MICHEL LAUB, VANESSA BARBARA

A heterogeneidade é a marca desta mesa que abre a FLIP. Michel Laub é autor de três romances. Adriana Lunardi é autora de dois livros de contos e estreou no romance com o recente e elogiado Corpo estranho. Vanessa e Emilio, os caçulas da mesa, estréiam em livro nesta sexta edição da FLIP: Vanessa lança uma reportagem sobre o Terminal Rodoviário do Tietê e, junto com Emilio Fraia leva a Paraty a novela escrita a quatro mãos O verão do Chibo. Michel e Adriana têm boa quilometragem em resenhas e cadernos culturais. Vanessa e Emilio são as mais novas “promessas” da literatura brasileira. Embora alguns já tenham passado dos minutos iniciais, a partida para todos segue no primeiro tempo: há muita bola para rolar antes do apito final.
Local: Tenda dos Autores: R$ 25 Tenda do Telão: R$ 8
 
11h45  mesa 2 – O espelho – ELISABETH ROUDINESCO 
De Shakespeare a Joyce e Machado de Assis, de Italo Svevo a Clarice Lispector e Philip Roth, são incontáveis os autores que tiveram seus trabalhos esquadrinhados a partir da psicanálise – e a francesa Elisabeth Roudinesco figura entre os nomes mais gabaritados para examinar a relação. Em seu último livro, O lado obscuro de nós mesmos, a autora interpreta a história da perversidade no Ocidente através de suas figuras e personagens emblemáticas, numa incursão pela história e pela literatura que dá a medida de sua envergadura intelectual.
Local: Tenda dos Autores: R$ 25 Tenda do Telão: R$ 8
 
15h00  mesa 3 – Retrato em branco e preto – CARLOS LYRA, LORENZO MAMMÌ 
As comemorações em torno dos cinqüenta anos da Bossa Nova fazem justiça à importância do movimento, mas correm o risco de tornar-se festivas em excesso. A proposta desta mesa é
conferir um caráter mais analítico à efeméride. Co-autor de ,em>Três canções de Tom Jobim e do ensaio João Gilberto e o projeto utópico da Bossa Nova, o crítico Lorenzo Mammì estabelece um paralelo entre as conquistas formais dos artistas e as promessas embutidas no desenvolvimentismo brasileiro. Já Carlos Lyra, nome de proa da Bossa Nova e da música popular brasileira, traz a Paraty a experiência de décadas de banquinho e violão. Autor da autobiografia Eu e a bossa, Lyra fala a partir de dentro e pode afinar este balanço da bossa com doses fartas de histórias e vivências exemplares. 
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17h00  mesa 4 – Conversa de botequim – HUMBERTO WERNECK, XICO SÁ 
Humberto Werneck acaba de publicar uma biografia de Jayme Ovalle – resultado de mais de dez anos de pesquisas sobre o compositor e poeta paraense que foi parceiro de Manuel Bandeira, amigo dos expoentes da geração modernista e adotou os bares da Lapa, no Rio de Janeiro, como morada. Xico Sá, jornalista cearense, colunista da ,em>Folha de S.Paulo e notívago contumaz, enverga o figurino de um Ovalle contemporâneo, ao mesmo tempo artista e articulador, bom de papo e querido por todos.
Local: Tenda dos Autores: R$ 25 Tenda do Telão: R$ 8
 
19h00  mesa 5 – Admirável mundo velho – TONY JUDT 
Em Pós-guerra: História da Europa desde 1945, o historiador da Universidade de Nova York Tony Judt faz uma extensa reconstituição das transformações por que passou a Europa desde o fim da Segunda Guerra Mundial até os anos 2000. Judt conclui que os resultados da reconstrução foram surpreendentes: devastado pela guerra em 1945, o continente emergiu no século xxi combinando recuperação econômica, relativa estabilidade política e um modelo de integração satisfatório. Pela abrangência da proposta e a precisão da pesquisa, o livro de Judt é desde já um marco nos estudos de história contemporânea e serve de mote para uma das conferências mais aguardadas da FLIP.
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Sexta-feira, 04 de julho de 2008
10h00  mesa 6 – Formas breves – INGO SCHULZE, MODESTO CARONE, RODRIGO NAVES
Ingo Schulze é nome de proa da literatura alemã. Seus contos, já publicados em revistas como Granta e New Yorker, trazem componentes autobiográficos e lidam com experiências do passado recente, na tentativa de abarcar as cicatrizes da Alemanha pós-queda do Muro de Berlim. Nos contos de Modesto Carone, reunidos em Por trás dos vidros (2007), as deformações da realidade também indicam a procura de um modo de expressão para as fraturas de um país politicamente convulsionado. Completa a mesa o também crítico e ficcionista Rodrigo Naves, cujos contos curtos, à maneira de Carone e Schulze, exemplificam à perfeição a máxima de Cortázar: se o romance pode vencer o leitor por pontos, o conto, para funcionar, tem de ganhar por nocaute.
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Comprando, circulando e gastando

4 06 2008

Eu quase me esqueci de dar continuidade à série sobre os outlets mais cools da Europa. Agora, quem dá a dica do shopping de marcas baratas em Bruxelas é a linda jornalista Emma Jane Pilkington. Especializada em design de interiores, suas matérias estão sempre nas páginas da House&Garden e da Vogue. É ela quem recomenda o Maasmechelen Village, que fica a cerca de uma hora de carro de Bruxelas. “São mais de 95 grifes de luxo, abertas inclusive aos domingos, o que para a Europa é sempre uma coisa a se comemorar”, comenta Emma. Pelas alamedas a céu aberto do Maasmechelen você vai encontrar Hugo Boss, Furla, Versace, a belga Olivier Strelli, a marca dos cashmeres de luxo Pringle of Scotland, além das clássicas Levi’s e Diesel.

Depois das compras, Emma recomenda alguns programinhas na região. Por ali, a cerca de 10 minutos do Village, fica o um-estrela-Michelin, Vivendum, comandado pelo chef Alex Clever. É lindo, sem frescuragem e o preço não é assim tãooooo, caro. Rolam uns menus-degustação por 75Euros o que é bem razoável por um restaurante estrelado, vai? Você também pode ficar hospedado por lá, já que o Vivendum também é um hotel. Agora para abrir bem a carteira e comer agradecendo a Deus por ter te dado papilas gustativas, tente o Comme chez Soi, em Bruxelas, este sim, um autêntico três-estrelas-Michelin. O menu com 6 serviços custa 150 Euros por pessoa. É o preço que se paga para comer bem, em um restaurante histórico, com mais de 80 anos de tradição, no coração da capital da União Européia. Isso sem falar na carta de vinhos, né?

Comer, para que? Que tal um passeio de bicicleta pelos arredores do Village. O cenário é lindo, parece que o tempo parou naquelas redondezas e você se pergunta quando foi que o mundo perdeu aquele bucolismo.

Para comprar coisas que não marcas de luxo? Que tal o mercado de antiguidades de Tongeren que rola aos domingos a partir das cinco da manhã? São mais de 50 comerciantes de antiguidades negociando com gente do mundo inteiro. O mercado fica no encontro das ruas Leopoldwal e Veemarkt. Bem no centro da cidade, não tem erro. Por ali também fica a linda basílica gótica de Nossa Senhora de Tongeren que data de 1240. É linda, linda, linda e fica na Grote Markt, 3700.

Para quem antiguidade só se for uma boa roupa de grife vintage, um programa adicional ao Village pode ser um pulo na Antuérpia, capital da moda avant-garde da europa a poucos km do Village. Por lá também você vai encontrar o que há de mais moderno em móveis e decoração além das noites mais incríveis da Bélgica. Destaque para o museu da moda da Antuérpia, o MoMu, que tem entrada livre e fica no centro da cidade velha (esquina da Nationalestraat com a Drukkerijstraat).





Fasano se expande

4 06 2008

Acabei de ler no site da Vogue RG que Trancoso terá uma filial da garbosa rede de hotéis Fasano. A parceria foi firmada entre “JHSF, o Fasano Hotels e o Itacaré Capital, fundo de investimentos de Pedro Miranda que se dedica à projetos imobiliários e hoteleiros no Sul da Bahia.” O hotel-sensação terá 40 quartos, espalhados por uma área de 293 hectares, de frente para o mar azul turquesa da região.

Quando a JHSF comprou a parte de João Paulo Diniz no grupo Fasano, ainda em 2006, o que se comentava era que a idéia da construtora nova societária era expandir a marca com a construção de um hotel em Nova York além de apostar neste filão de resorts no litoral brasileiro. A segunda parte já está começando a frutificar, será que o de Nova York também vai rolar?





Buenos Aires por uma insider – Starbucks

4 06 2008

Por Anna Carolina Nogueira

Finalmente o café mais famoso do planeta, o Starbucks, chegou a Buenos Aires. E eu, aleatoríssima, fui lá conferir. Achava estranho que até agora não tivesse um aqui… já que até a capital peruana já contava com uma filial, antes mesmo dos paulistanos. Além do que café é quase uma instituição nacional. Ou onde mais você poderia encontrar mais de 35 mil cafeterias, só na região metropolitana de Buenos Aires?

Com o frio que está fazendo não foi uma grande idéia escolher um domingo para visitar o primeiro e único Starbucks da cidade, que fica no Shopping Alto Palermo. A fila se prolongava até o lado de fora, mas andava rápido. O atendimento era estranhamente eficiente e o meu caramel machiatto estava tão saboroso quanto poderia estar – por 11 pesos. O menu conta com uma versão argentina com doce de leite, como não poderia deixar de ser. Mas senti falta dos muffins e acho que os alfajores e medialunas eram dispensáveis. Mas quem sou eu pra achar alguma coisa?

Por melhores que sejam minhas lembranças dos moccas e machiattos, espero ansiosamente a abertura da próxima loja longe de um shopping, por favor. Acho que uma cidade que conta com uma arquitetura tão européia, como eles mesmos adoram dizer, podia oferecer um starbucks mais charmosinho.