Londres by Woody Allen
16 05 2008Na falta de oportunidade de viajar a curto prazo, nada melhor do que se transpôr para algum outro lugar do planeta através da tela do cinema. Hoje, por exemplo, dei uma volta por Londres, acompanhado pelo mais novaiorquino de todos os diretores, Woody Allen. Em seu novo filme, O Sonho de Cassandra, ele prossegue com seu escopo voltado para Londres depois de anos dedicado às mil e uma neuroses de Manhattan. Entre confliots ético-psicológicos e mais uma atuação canastrona de Collin Farrel, Mr.Allen transita pelo que há de mais tradicional em Londres.
Um dos primeiros pontos turísticos do filme é o Wilton’s Music Hall, onde a personagem da lindíssima Hayle Atwell se apresenta em uma peça-cabeça-sexista. O palco do Wilton foi construído em 1858 e é considerado por muitos como o mais bonito de Londres. Depois de passar por problemas estruturais e de conservação durante guerras e pragas, ele quase foi demolido nos anos 60. Mas uma manifestação da classe artística local - inclua aí Peter Sellers e Laurence Olivier - fez com que ele permanecesse no mesmo lugar de sempre permitindo aos locais e visitantes um contato mais íntimo com esse cenário artísticos dos mais prestigiosos da Inglaterra.
Outro cenário londrino usado no filme é o Holland Park, região onde a “vítima” do filme reside. O parque em sua origem era o jardim de uma mansão Jacobina chamada Holland House. A casa foi destruída durante a segunda guerra, por ali, atualmente só restaram os escombros. Localizado perto do bairro descolado de Notting Hill - reduto de hippies dos anos 60-70 - mas também podem ser vistos pelas redondezas casas em estilo Vitorianos e Eduardianos nas ruas que o circundam. Além, claro, de lojas de estilistas badalados e restaurantes grifados como o Sticky Fingers, do baixista da formação original dos Rolling Stones Bill Wyman.
O tio rico do filme - interpretado por Tom Wilkinson - e o sobrinho trambiqueiro - Ewan McGregor - quando querem impressionar suas “vítimas” as carregam para um dos restaurantes de hotel mais tradicionais da cidade, o Claridge’s. O restaurante é quase uma extensão das residências das famílias mais nobres da Ingalaterra - a família Real entre elas. Decorado e reformado inúmeras vezes durante as milhares de décadas que ele permanece na ativa, o prédio é uma preciosidade art-déco com lustres de cristal, móveis antigo e paredes forradas de seda. Quem assina o menu é o chef-estrela Gordon Ramsay.
No filme ainda rolam imagens da Tower Bridge, dos ônibus vermelhos de dois andares, do skyline da cidade, do Rio Tâmisa…
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