A vila é Madalena

9 05 2008

Loja do Rolando Fraga na Vila Madalena

Deu no New York Times: esqueça a Oscar Freire o bacana em São Paulo é percorrer as ruas da Vila Madalena garimpado o que é de mais trendy e cool no país das havaianas. A região, velha conhecida dos estudantes em busca de cerveja barata e as insones rodas de samba, se sofisticou e se solidificou transformando essa região em um shoppin a céu aberto. De acordo com o NYT, um bom lugar para começar o seu turismo descolado no bairro é caminhando pelas ruas Wisard e Aspiculeta – entre Harmônia e Mourato Coelho. É por ali-Rua Wisard, 287- que você vai encontrar a loja Maria Simone, especializada em bolsas e camisetas bordadas com figuras fofas de gatos e cachorros.

Na porta ao lado fica a Mumps, especializada em t-shirts com referências cinematográficas. Quem trouxe muitos holofotes para a região foi Ronaldo Fraga que acabou de abrir sua primeira flagship store na cidade, exatamente na Rua Aspiculeta, no número 259. Tudo lá dentro tem a cara do estilista mineiro, a começar pelo papel de parede da loja que imita uma série rolos de tecidos empilhados. Em frente ao talento sem limites de Ronaldo, no número 188, fica a grife de Recife, Refazenda. Especializada em vestidos, bolsas e saias feitas com um sofisticado trabalho manual realizado por cooperativas de tricoteiras e bordadeiras nordestinhas. Muitas das peças são reversíveis: é só virar do avesso que a peça se transforma em outra.

Cansados de andar? A reportagem do NYT recomenda algumas opções de comidinhas no bairro. O Adelaide (Rua Aspicuelta, 202) tem uma varandinha ao ar livre e refeições leves. No 181 da Aspiculeta fica o Café Florinda com almoço executivo custando R$21, com direito a suco de maracujá, massa e salada verde de entrada.





Voe sem medo

9 05 2008

A Associação Internacional de Transportes Aéreos divulgou seu relatório anual de acidentes aéreos. Depois de 2006 ter sido considerado o ano mais seguro da aviação civil de todos os tempos, 2007 fez as estatísticas aumentarem por conta dos acidentes, especialmente, no Brasil, África e Indonésia.

Em 2006 foram 77 incidentes com perda de aeronaves, já no ano passado esse número subiu para 100. A média de 2007 contabiliza 0.75 acidentes para cada milhão de vôos no mundo. A Associação – com sede em Genebra – coloca a América Latina como a terceira região mais insegura do mundo.

Eu morro de medo de andar de avião, mas analisando que em um milhão de vôos a probabilidade de você se despencar junto de uma aeronave é de 0.75 – o que não configura nem uma chance inteira – me deixa a sensação de que ganhar na loteria talvez seja mais fácil.





Free Tibete

9 05 2008

A expectativa de que o Tibete voltasse a ser aberto para a entrada de turistas estrangeiros, fato esperado para a primeira semana de maio, não se confirmou. A região chinesa que permanece fechada para o turismo internacional desde 14 de março, quando começaram os conflitos entre os monges e as autoridades chinesas no qual morreram 18 civis e um policial, ainda vai ficar nas mesmas condições pelo menos até meados de junho. É o que afirmou, anteontem, o presidente da região Qiangba Pucon, ao China News.

Os turistas nacionais já puderam voltar a entrar no Tibete desde abril. Um trem que liga a China continental à região foi o responsável pelo incremento do turismo na área: só ano passado foram mais de 4 milhóes chineses e 100 mil estrangeiros. A restrição de entrada de estrangeiros sempre foi uma constante, por isso o número reduzido de não-chineses. Além do visto tradicional de entrada no país, os turistas estrangeiros precisam ainda de uma autorização especial do governo tibetano.





Atrasou, pagou

9 05 2008

Ficou acertado ontem, em reunião entre representantes das companhias aéreas brasileiras e o Ministro da Defesa Nelson Jobim, que os atrasos dos vôos nos aeropotos brasileiros que prejudicarem os passageiros serão passíveis de indenização. Os envolvidos no encontro se reunirão de novo em 15 dias para acertar como esses valores serão pagos. “Que vai haver o pagamento de indenização é certo, só resta resolver de que forma será pago, uma vez que os passageiros não optam só pelo dinheiro vivo para efetuar suas compras. Grande parte paga com cartão ou cheque” disse à Reuters, David Barioni Neto, ex-presidente-executivo da TAM.

O governo também poderá pagar essas indenizações, caso o atraso tenha ocorrido por conta de problemas operacionais dos aeroportos. O presidente da Gol afirmou à Reuters que esse acréscimo de despesas das companhias poderá ser repassado ao consumidor. Se esforçar para minimizar esses problemas seria mais inteligente, não?