Para algumas pessoas, a onda de viajar é ir ver de perto aquilo que 99% da população mundial só assitirá pela TV. Conferir in loco da Guerra do Iraque, por exemplo. Ou participar ao lado dos monges budistas tibetanos na luta pela separação da China. Ou ainda participar de um safári africano em um país assolado pela guerra civil. Ou, para não ir tão longe, dar um passeio pela amazonia colombiana, infestada de guerrilheiros das FARCS acampados. Se você é um desses, bem vindo ao time dos viajantes guerrilheiros que tem como líder o jornalista canadense Robert Young Pelton.
Robert, que é jornalista especializado em áreas de conflito, criou um site com o sugestivo nome de Come Back Alive. O objetivo é o de ser um ponto de convergência entre experts em áreas de riscos – que por força da profissão ou por falta de opção passam, ou passaram, temporadas nas regiões mais devastadas do planeta – e curiosos ou potenciais viajantes. No site, que apesar de mórbido é bem interessante, você pode encontrar históricos das áreas conflituosos, foruns onde os visitantes podem compartilhar perrengues vividos em viagens, dicas de sobrivencia e até um “perigômetro”. Trata-se de um mapa-mundi com os países divididos em uma escala que vai do verde mais clarinho, onde você pode levar sua avó para passear com segurança, passando pelo verde mais escuro – onde se encaixa o Brasil – até chegar ao vermelho intenso, onde você deve rezar para sair vivo. Nesta categoria estão Afeganistão e Iraque. Vale uma visita, se você não tiver nada para fazer.


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