Surf no Peru

3 05 2008

Apesar do dólar baixo, o preço de uma surf-trip para o Havaí ainda afasta grande parte dos surfistas brasileiros do sonho dourado de dolce far niente -  a não ser o surf em si - no arquipélago americano. Ainda tem a questão do visto, imigração, blá, blá, blá…

Uma boa alternativa? O Peru. De acordo com o New York Times a terra dos Incas tem tudo para se transformar no novo it point dos amantes do surf. Os mais apaixonados já conhecem os mais de 2.400 km de costa e incontáveis picos, de praias badaladas nos arredores de Lima a pontos inexplorados no norte do país, como na pequena cidade de Chicama,  onde dizem que as ondas chegam a um quilometro de extensão e, em outros pontos, ondas mais curtas atingem 10 metros de altura. E o que é melhor? Quase ninguém disputando espaço com você no mar.

ChicamaApesar de o surf não ser profissionalizado no país os peruanos são guerreiros e ocupam uma honrosa 12ª colocação no International Surf Association (ISA) . E o grande nome do surf no Peru dos últimos anos é uma mulher, Sofía Mulanovich ganhadora do título mundial no WST, que rolou no Havaí, em 2004. ”Acho que o Peru é um dos melhores lugares para a preparação dos surfistas profissionais porque aqui a gente pode encontrar todos os tipos de ondas, com qualidade e quantidade”, diz Mulanovich, que é conhecida como La Gringa por lá, pela pele branca e cabelo louro. Natural, sem parafina.

O epicentro desta nova invasão de surfistas do mundo em busca de ondas perfeitas é a pequena vila de Punta Hermosa, a 30 km de Lima e “onde o surf é um religião” como diz o NYT. O lugar ainda é tão pouco explorado que lojas de surf, opções de acomodação ou restaurantes passam ao largo do local. Se quiser um mínimo de conforto, terá que se basear em Lima e encarar a estrada. Mas os locais são gente fina e fazem questão de tornar tudo mais agradável. Tem até um mini-museu do surf, instalado na casa de um surfista old school.

MancoraOutro célebre Pico é a vila de pescadores Cerro Azul, imortalizada pelos Beach Boys na música Surfin Safari. O lugarejo ficou bastante destruído no terremoto de 2007 e a qualidade das ondas varia muito dependendo da época.  Ainda mais ao norte, já quase no Equador, fica Máncora que viu sua paisagem se transformar de vila de pescadores para um dos principais cartoes-postais surfisticos do país. Cheio de haoles, profissionais da prancha e garotas em busca do surfista perdido.

Ao sul de Lima ficam fica Herradura, que para quem não é muito experiente é o melhor lugar para se adaptar ao mar peruano com ondas de dois a cinco metros e que quebram para a esquerda. Descendo mais, fica Punta Rocas onde as ondas chegam a seis metros, mas a praia que mais impressiona é  Pico Alto com paredões de água de dez metros o que a fez ficar conhecida como a Sunset - praia dos big riders havaianos - do Peru. A melhor época para observar - se você não for amigo da Maya Gabeira  e não quiser se aventurar - é no inverno quando o espetáculo do mar é garantido.

São dezenas de praias perfeitas para a prática do esporte, tanto ao norte quanto ao sul do país. Achei um site peruano que dá as coordenadas dos principais picos e para quem cada praia é recomendada. Pois apesar da tentação o mar do Peru não é para todo mundo já que o fundo é bem rochoso e qualquer descuido você vai acabar virando carne moída rolando ali no fundo. É só clicar no Norte, para as praias do Norte e no Sul, para as praias do Sul.


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