Depois de um dia de cão, de ter dormido por 14 horas, ainda eram oito da manhã de sábado e eu já estava de banho tomado, pronto para tomar o café da manhã e ganhar a rua. A primeira parada seria a Champs Elysées, onde compraria meu ingresso na FNAC para a exposição sobre Maria Antonieta em cartaz no Grand Palais. O motivo da compra antecipada? As filas dos sem-ticket estão beirando as 4 horas de espera. O que é mais curioso? Só franceses na fila, poucos são os turistas. Sinal de Marie Antoinette, apesar de ter sido decapitada pela Revolução Francesa como traidora ainda desperta muita curiosidade nos conterrâneos de seu marido.
Ingresso na mão ainda tive que amargar uma boa meia hora de espera sob um frio inclmente. A exposição mostra as obras de arte da nobre austríaca, seus retratos mais famosos e muitos objetos de decoração que faziam parte de sua coleção pessoal. Visitando a mostra a gente descobre que ela era fascinada por louças e motivos asiáticos nos móveis. A última sala, toda escura, com focos de luz nas paredes que destacam trechos de cartas trocadas entre Marie Antoinette e sua mãe Maria Teresa de Habsburgo, mostram um lado mais humano da Rainha da França. Ainda nesta sala uma série de reproduções das caricaturas do casal real publicadas no período do reinado mostra a evolução da opinião pública sobre os dois. Imperdível!
Depois do Grand Palais tomei a direção do Marais. Desci na estação do Hotel de Ville e subi a rue du Temple. Meu objetivo era o La Perle (78, ru du Vielle du temple), misto de boulangerie-restaurante-point do bairro onde eu iria almoçar, já que o relógio marcava mais de duas horas da tarde. Tentei uma mesa na calçada, mas sem chances, o lugar vive lotado. A solução foi dividir uma mesa de bancos estampados com uma garota que estava sozinha. Pedi uma salada marine, pois o meu estado gastrointestinal não me permita grandes ousadias e uma perrier. Uma hora depois, onde até engatamos um papo com os vizinhos de mesa e a conta: 15 Euros. Ótimo, não? Leia o resto deste post »


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