Refeito após 8 horas de sono, tomei meu café e era hora de encarar os 5ºC da primavera parisiense. Fazia um dia bonito, ótimo para as longas caminhadas planejadas. A primeira parada foi o Jardim de Luxemburgo, meu lugar favorito na cidade. Enquanto no ipod rolava minha banda francesa favorita, a Nouvelle Vague, sentei no laguinho central, de frente para o Palácio de Luxemburgo, construído por Marie de Médices no séc XVII e onde hoje funciona o Senado francês. Fiquei por ali, em uma das cadeiras de ferro reclinadas, cerca de uma hora observando os franceses se exercitando – eles são fanáticos por cooper – jogando tênis, ou levando as crianças e os cachorros para brincarem em seus mais de 25 hectares de área, no coração do 6éme arrondissement.
Eram quase dez horas quando segui para o Musée D’Orsay. Fui andando em direção ao Rio Sena, passei em frente à Taschen – loja com os livros de arte mais descolados do planeta – , na Rue de Buci, virei a Rue Dauphine, onde me chamou a atenção uma loja dedicada a produtos de seda japonesa. Tudo que você imaginar em termos de decoração, roupas e brinquedos, mas feitos de seda. Vale a visita.
Após conferir o estoque, segui em frente e virei à esquerda na Quai des Grands-Augustins. No meu caminho, a loja do belga Dries Van Noten, com cara de galeria de arte no número 7 da Quai Malaquais, fez minha chegada ao museu atrasar por pelo menos meia hora. Lá dentro, a reprodução de uma biblioteca, com muito tecido mostarda e decoração renascentista-clássica-barroca faz a loja parecer qualquer coisa, menos uma loja de roupas. Lindo, lindo. Leia o resto deste post »


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