Nota 11

4 07 2008
Porta de sada do Club 11
Porta de saída do Club 11

Por Ricardo Fróes

Um lugar incrível e imperdível em Amsterdã é o restaurante Club 11. Fica no 11º primeiro andar (claro) de um edifício antigo, ao lado da biblioteca pública da cidade (que até já foi nota aqui do V.A.). O lugar é gigantesco, pé direito altíssimo,super descolado, cool, pop art espalhada pelas paredes, gente bem diferente e hostess simpaticíssimos, como a maioria dos holandeses! E se você estiver por lá no verão, a boa é dar um tempo no terraço do restaurante cheio de móveis coloridos com vista para a cidade. Sensacional.

Ótimo para se jogar no final da tarde, pedir a carta de vinhos e esquecer da vida. Ah, o mais comédia é que para usar o banheiro, você paga 2 euros, independente de estar usando os serviços do restaurante ou não. Portanto, evite a cerveja, afinal, pagando R$6 por cada ida ao banheiro você terminará a noite falido se optar pelas louras geladas.

Club 11 - Por dentro do restaurante
Club 11 - Por dentro do restaurante

Ótima atmosfera, comida deliciosa (e baratinha). Um dos lugares mais bacanas que conheci na última viagem (dica do concièrge do hotel onde estava hospedado). Aliás, os porteiros, os taxistas (quando nativos), motoristas e garçonetes tem as melhores dicas de agito. Deixe o preconceito de lado, e acredite. Normalmente funciona.

A quem interessar, o Club 11 fica na Oosterdokskade 3-5. (O nome da rua é uma loucura, né?)





Carte Orange, Navigo ou Paris Visite?

4 07 2008

Uma das divas da minha vida, Mrs Juliana Mattoni-Pimenta, fez uma pergunta nos comments e eu resolvi socializar a resposta, pois vai que várias outras pessoas sofrem da mesma dúvida aleatória, não é?

“Babe, me ajuda, oque vc acha melhor eu comprar pra me locomover em Paris: Carta Orange, Navigo ou Paris Visite? Grata, Julianné ”

Então, eu sempre usei a Carte Orange, portanto, é o que eu recomendaria. Mas fui fazer uma busca e a minha idéia inicial continuou me parecendo ser a melhor. O Navigo nada mais é do que a Carte Orange eletrônica. Tipo o que estão fazendo com o metrô do Rio, digitalizando a coisa toda, oferecendo cartões recarregáveis. Portanto, é só chegar no caixa e continuar pedindo sua carte orange, porque o Navigo é útil para quem mora por lá. Mas se você quiser um souvenir , vá lá. A boa é comprar a Carte Orange que dê acesso a todas as seis zonas da Ilê-de-France, pois vai te levar à Disney, aos aeroportos da cidade, ao outlet, a todos os pontos turísticos e a Versailhes, sem ter que pagar nada por fora. A Carte Orange válida por uma semana para todas as zonas custa 37,20 Euros.

O Paris Visite funciona da mesma forma, dando acesso a todos os meios de transporte da cidade - inclusive o funicular de Montamartre - ilimitadamente. A única vantagem desse negócio é que você escolhe o dia e a hora que ele vai começar a valer. A Carte Orange, por exemplo, é comprada por dia, por semana, ou por mês. Caso você chegue em Paris na quarta-feira, você comprará a Carte Orange daquela semana que irá vencer no domingo. Ou seja, você pagará por uma semana mas só usará efetivamente por 5 dias. O Paris Visite não. Você escolhe a data de início. Mas o preço é um pouco salgado : 1 dia - 18 Euros, 2 dias 27,50 Euros, 3 dias 38,50 Euros e 5 dias 47 Euros. Diz que vem junto um carnê de descontos, mas acho que não vale a pena.

Enfim, arrase na Carte Orange e tire uma fotinha nas cabines de 3×4 para colar na carteirinha que vem junto. Sem a foto você pode ser multada caso te peçam para ver a Carte Orange numa das muitas blitzes que a polícia faz dentro do metrô. Caso não queria gastar e se divertir nas maquininhas, leve já do Brasil com você.

Ah, uma última coisa, qualquer outra dúvida dá uma olhadinha o site da RATP que responde pelo tranporte público de Paris.





São Paulo por uma insider

4 07 2008
Bar Exquisito
Bar Exquisito

Não escondo de ninguém o quanto pago-pau para a editora de moda Erika Palomino. Foi ela quem me deu a primeira oportunidade como jornalista em um grande veículo - seu bombado site e a Folha de São Paulo. Hoje, passeando pelo site-querido, na seção pergunta para a Erika, vi que alguém perguntou como fugir da dobradinha batida RitZ/Spot da capital paulistana. E a resposta à pergunta típica de um viajante aleatório foi devidamente copiada do site e será colada aqui abaixo. Porque se tem alguém que entende do que é cool ou do que ainda vai ser cool, esse alguém é a diva-loura.

“ O Paris 6, da Haddock Lobo (número 1240), para um fim de noite. O Le Vin da praça Vilaboim e da Tietê (Al Tietê 184). O Ici de Higienópolis (Rua Pará, 36). O Bar da Dida (R. Doutor Melo Alves, 98 - Jardins ), o Bar do Museu (Av. Ipiranga, 324 - MAM), os bares da região da Augusta na região do centro, tipo Geni (R. Bela Cintra, 539), Exquisito (R. Bela Cintra 532) e Leblon (R. Bela Cintra 489) . Tem muita gente indo ao bar Elvis, aqui na Vila. Gosto do São Cristóvão (No número 533 da Aspicuelta) e de quase todos na Aspicuelta, incluindo um restaurantezinho que só abre pra almoço, nessa rua, mas que nunca lembro o nome, é um de esquina, na frente de uma loja de decoração. Arrasa!”





Imagética

3 07 2008

E o vulcão Llaima, em Cherquenco, no Chile, hein? Resolveu jogar lava para todos os lados e obrigou o povo que estava em busca do esqui na estação Las Araucárias a evacuar o local. Acabou com as férias dos chilenos no local mas produziu umas imagens lindas.





Buenos Aires por uma insider - Galerias

3 07 2008

Por Anna Carolina Nogueira

Ouvi por aí que existem duas galerias super legais na Santa Fé: a Bond Street e a Galeria 5ª avenida. A Bond Street eu já conhecia e já amava. Tudo bem que às vezes dá medo andar por lá, com tantos tipos estranhos com cara de adoradores de Satã. ¿Sabe aquele povo que acha o Marilyn Manson gato? Então, freqüentam todos a Bond Street, onde vão furar todos os centímetros quadrados de seus corpinhos macabros. Mas calma lá que isso não tira o crédito da galeria.

Não só de tatuagens e piercings vive a Bond Street. Lá tem lojas ótimas, roupas super legais para homens e mulheres providos de bom gosto. Rolam uns tênis adidas maravilhosos, galochas belíssimas, roupas, accesórios, livros… tudo! E além disso, no subsolo está um dos poucos lugares onde se pode comer comidinha natureba e tomar um suco de frutas realmente bom – meu favorito é o de frutas vermelhas.

A Galeria 5ª Avenida eu não conhecia, mas fui lá checar para dividir com vocês. Confesso que voltei com a carteira mais leve. Logo de entrada tem uma loja de sapatos, bolsas e coisinhas super diferente. É cheia de brechós – onde você realmente pode achar algo, e não aqueles lugares amontoados de coisas que ninguém quis e muito menos você vai querer, com cheiro de naftalina – e lojinhas interessantes com preços bons. Por ali tem cds antigos e até disco de vinil – tenho um sonho oculto de ter uma vitrola bem vintage no meio da minha sala. No subsolo tem uns óculos bem legais, escuros e de grau. A Loja Hi Freaks tem casacos de lã bem bonitinhos por um preço ótimo. Enjoy it!

Bond Street – Santa Fé 1670

Galeria 5ª avenida – Santa Fé 1270





Um carnaval cívico em Paris

1 07 2008

Esquadrilha da fumaça francesa no 14 julliet

Por Waldir Leite

A comemoração do feriado de 14 de Julho, data nacional da França, é a festa popular mais animada do verão parisiense. Nesse dia os franceses vão às ruas comemorar a liberdade, a democracia e o amor ao seu país. Quem puder ir a Paris nesse período vai poder observar um aspecto do povo francês que ele só mostra neste feriado. O espírito de festa nas ruas, nos bares, nas casas das pessoas é o que existe de mais parecido com o astral do carnaval brasileiro.

 A comemoração do feriado começa na véspera, com festas por toda a cidade, eventos e shows em praças públicas. A parada militar no Champs Elysées - no dia 14 em si - é um espetáculo inesquecível. Tanto pelo charme do exército francês, quanto pela comoção popular. A França já viveu períodos trágicos no que diz respeito a guerras e revoluções e isso se traduz no modo apaixonado como o cidadão francês celebra sua festa nacional. A vibração popular diante do seu exército ainda reflete os traumas e as glórias  da Segunda Guerra, quando o país foi invadido pelo inimigo. A emoção dos parisienses diante do desfile de sua tropa remete aos dramas vividos durante a invasão nazista.

Depois que desfilam na parada os soldados se espalham por toda a Paris para comemorar com a população. Os tanques de guerra e os caminhões com armas sem munição ficam estacionados em praças ou logradouros e qualquer um pode ir lá, fazer uma foto com as armas, com o soldado, subir em cima do caminhão militar ou de um tanque de guerra. É uma excelente ocasião para se flertar com os soldados. O flerte já faz parte da festa cívica.

As bandas marciais fazem concertos em praças públicas tocando hinos militares, música clássica e popular e o belo hino nacional francês. E as pessoas bebem muito nos bares e cafés que tocam música alta o dia inteiro. O frenesi, a alegria que se vê em Paris nesse feriado é diferente da que se encontra em qualquer outra época do ano nas ruas da cidade.

O ponto alto da comemoração do 14 de julho, entretanto, são as festas organizadas pelo Corpo de Bombeiros em seus quartéis espalhados por todo o país. É uma tradição histórica na França. Nesse ano de 2008, só na região de Paris e arredores, vão ser realizados bailes em 40 quartéis. Sendo que, em muitos deles, são duas festas: uma no dia 13 e outra no dia 14. Dentro dos quartéis os bombeiros bancam os anfitriões e animadores de festas.  Os quartéis localizados na rue Blanche, Boulevard Port-Royal, rue de Chaligny, rue du Jour e na Place Jules Renard estão entre os que realizam os bailes mais animados. Mas o grande Bal du Pompier é aquele realizado na unidade dos bombeiros do Quartier Latin. Localizado no número 11 da rue du Vieux Colombier, o quartel ocupa quase um quarteirão do charmoso bairro boêmio da cidade. Foi num teatro da rue du Vieux Colombier que Sartre montou pela primeira vez sua peça Huis Clos, que no Brasil recebeu o titulo de Entre Quatro Paredes.

Uma quadra depois do quartel fica a célebre Igreja de Saint Sulpice, famoso ponto turístico que se tornou muito popular depois que virou cenário do livro O código da Vinci. A caserna da rue du Vieux Colombier também fica perto da Sorbonne e dos famosos Cafés de Flore e Aux Deux Maggots. Ou seja, o quartel fica bem no buxixo. No coração da boêmia parisiense cabeça-feita. Então os malucos-belezas locais, boêmios, doidões, estudantes da Sorbonne, existencialistas pós-modernos, starlets, intelectuais, vamps, gays e moradores do Quartier Latin em geral vão comemorar a queda da Bastilha no baile dos bombeiros.

Cientes de que estão num bairro festeiro os chamados “Sapeur Pompiers” capricham na produção da festa. Transformam o pátio do quartel numa pista de dança, montam barraquinhas onde vendem cerveja e comidinhas, e transformam o estacionamento no Salon du Champanhe, onde vendem taças de champanhe por dois euros e cinqüenta. É curioso que eles bebem tanto quanto vendem. E fazem gestos eróticos com as garrafas de champanhe. Sobem em cima do balcão, dançam como go-go boys e fazem strip-teases quase completo.

Enquanto isso na pista lotada, com o som a todo volume, acontece tudo de bom que pode acontecer num baile de carnaval: pegação, azaração, baseados rolando de mão em mão, gente se encontrando, gente se perdendo. É a melhor festa do mundo! Fogos de artifício são queimados no telhado. Dá a impressão que na comemoração da Queda da Bastilha os bombeiros franceses subvertem todas as normas de segurança que pregam o ano inteiro. Como o quartel sempre acaba ficando pequeno para tanta gente a festa acaba se espalhando pelas ruas próximas, que ficam parecendo a Farme de Amoedo durante o carnaval.

Ou seja: no 14 de Julho são os bombeiros que tocam fogo em Paris. Para quem quiser conferir a programação e endereço de todos os bailes dos bombeiros de Paris é só clicar aqui!





Livre trânsito

30 06 2008

Parece que amanhã vai ser anunciado um acordo entre os países da América do Sul no qual se extinguirá a necessidade de apresentação de passaporte para circular entre os países. Atualmente, só os integrantes do Mercosul são isentos do documento nas viagens internacionais, bastando para cruzar a fronteira só apresentar uma peça de indentidade qualquer, válida e recente. Amanhã, em encontro de líders na cidade de Tucuman, na Argentina, a novidade será anunciando, desburocratizando o livre trânsito entre as nações vizinhas.

Achei digno.





Europa das artes

30 06 2008

Para quem está indo em direação à Europa por agora recomendo dar uma olhadinha nesta matéria de O Globo. A quem interessar possa, eles listam vários festivais bacanas que acontecem por lá - desde os de teatro, até os de pop-rock, passando pelos de música clássica, lírica e jazz . Vale perder uns minutinhos lendo e copiando e colando os links dos eventos para conferir a programação.





Buenos Aires por uma insider - O frio

30 06 2008

Coleção de inverno da Seco

Por Anna Carolina Nogueira

O inverno chegou pra ficar em Buenos Aires. Turistas adoram, eu odeio. É muito mais fácil/barato se vestir no verão, muito mais feliz andar na rua. Mas eu não tenho escolha e preciso existir no inverno, e existir significa acordar cedo e levantar da cama quentinha. Para enfrentar essa temporada de frio sem ficar mal vestida como brasileiros na Disney, eu juntei algumas dicas que venho aprendendo por aqui. 

Pijama de polar, casaco de polar, cobertor de polar, polar. É o tecido mais fofo e quentinho que eu tive o prazer de conhecer. Tem dias em que me pergunto se realmente não posso ir pra aula o meu pijama, podia viver só com ele. Mas eu não posso, porque há de se passar hidratante antes de entregar as pernas ao reinado das meia-calças. Fica a dica: Abuse das meia-calças de diferentes cores e estampas, por dentro da calça ou com vestidinhos, saias e shorts, além de proteger do frio elas são super estilosas. 

Outra coisa que o inverno me ensinou foi a gostar de pimenta. Acaba ficando difícil aqui em Buenos Aires, porque não é fácil arrumar algo realmente picante, mas caso consiga… se joga. Quando a pimenta te pega de jeito te aquece de verdade, tipo vinho - só que não é toda hora que dá pra encher a cara de vinho, mas se você está passeando sem compromisso, aproveite que os taxis são baratos e prove toda a uva que a Argentina pode te oferecer. 

Botas, casacos e cachecóis podem ser extremamente chics se bem utilizados. Outra peça que os argentinos super aderiram foi o colete, sejam os grossos - os com capuz com pelinho são lindos -, que esquentam de verdade, ou aqueles de lã ou alfaiataria, que ficam um arraso por baixo do sobretudo. Os de alfaiataria da Zara são o que há. 

Elegi as galochas como o must have deste inverno, e na Santa Fé, entre a Callao e a Paraná, dá pra encontrar dezenas de estampas diferentes, cada uma mais fabulous que a outra. Além de confortáveis e incríveis, elas são muito úteis. Por falar nisso, a loja Seco vende roupas para a chuva super bonitas, como capas e chapéus impermeáveis. 

Última dica: se joga no chocolate quente. Viajar é não ter que contar calorias.





Números paulistanos

28 06 2008

Nos cinco primeiros meses de 2008 cerca de 8,6 milhões de passageiros passaram pelo aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Desse total, 4,9 milhões estavam em vôos domésticos e 3,6 milhões em internacionais. O que esses números significam? Um aumento de 19,98% no tráfego do aeroporto em relação a igual período do ano passado. As informações são da Infraero.





Oui, Paris

27 06 2008

Nosso correspondente em Brasília, Ricardo Fróes, está de passagem comprada para uma visita ao velho continente em Julho. Um pulo em Jerusalém ele também dará e nos contará tudo, claro. Esperto que só ele e cheio de amigos influentes, foi assuntar pelo msn com os chegados em Paris para descobrir qual a boa dos franceses descolados. Um de seus camaradas trabalha na Vogue de lá, unha e cutícula com a toda-poderosa Carine Roitfeld e sua filha-sensação Julia, e deu o caminho das pedras. Generosamente, ele divide conosco, viajantes aleatórios nem sempre tão insiders assim.

Para jantar: La Maison de la Truffe (Place de la Madeleine, número 19). Na verdade, trata-se de uma loja especializada em coisas de rico. Tipo trufas, caviar, foi gras,essas coisas que custam um fígado de quem deseja comprá-las. Dentro da loja rola um espaço para comer as delícias servidas ali. Apesar da exorbitância de preços o menu em si não é dos mais caros. Se você não fizer questão de comer trufas existe um menu preço fixo que custa 20Euros. Já com a opção do ingrediente trufa em seu prato o preço continua fixo mas sobe para 65 Euros. Os pratos individualmente começam em 30 Euros e podem chegar a 98. A exceção são as opções que levam caviar na receita que variam entre 175Euros e 5.000Euros. Se quiser ir jantar lá como indicado pelo amigo da Vogue, a boa é fazer a vovó, já que o restô fecha junto com a loja as 9:30OPM.

Para dançar: Tania, Neo e Pink Paradise todos na na Rue de Ponthieu. O Tania (43 rue de Ponthieu) era um gentleman´s club e hoje em dia reúne a nata da juventude dourada de Paris. O Neo é daqueles típicos quase impossíveis de se entrar em Paris. Faça cara de rico, coloque sua melhor roupa e tente cruzar a barreira do hostess mais temido da cidade no número 23 da mesma rua do Tania. O Pink Paradise é a cara de Paris com aquela atmosfera sexista que só eles sabem fazer sem cair na vulgaridade. Tem striptease e pole dance e ainda reúne as pessoas mais interessantes da cidade.
 
Uns drinks: Taillevent ou La Tour d’argent. Os dois são caríssimos e muito tradicionais em Paris. Eu não recomendaria, mas há quem goste de ser milionário em Paris. Eu prefiro ser bohemian bourgeois.





Reabertura

26 06 2008

A China reabriu as fronteiras do Tibete ao turismo nesta quinta-feira, fechda desde março quando rolaram os primeiros conflitos armados entre tibetanos e polícia chinesa. A confirmação de que os distúrbios em Lhasa já haviam cessados se deu com a passagem da tocha olímpica pela cidade sem maiores tumultos. Três dias após a visita do símbolo dos jogos as autoridades chinesas decidiram pela reabertura da região ao turismo. Jornalistas ainda estão proibidos de visitar o Tibete.





São Paulo entre a moda

26 06 2008

São Paulo é sempre uma boa pedida, seja para um fim de semana de compras ou para um dia de trabalho, a cidade sempre terá algo bacana para lhe proporcionar. Estive por lá durante uma semana, trabalhando 16 horas por dia devo confessar, mas deu tempo de conferir algumas maravilhas que só a terra da garoa pode lhe proporcionar.

Fiquei hospedado no Hotel Slaviero, na Alameda Campinas, esquina com a Guarará. Recomendadíssimo. A localização não é a melhor do mundo, mas todos os lugares da cidade que importam, o aeroporto, inclusive são facilmente - e rapidamente - acessados.

O shopping Cidade Jardim, novo estabelecimento de compras na cidade, é um must see. Assim como a caminhada tradicional pela região da Oscar Freire que depois da reforma urbanística ficou ainda mais charmosa. Destaque para a Galeria Melissa, a nova loja da Diesel que está por vir (inaugura no dia 10 de julho) e a American Apparel que recém-inaugurou por ali.

O pão de queijo da Haddock Lobo é imperdível, depois de bater bastante perna, sente no banquinho da lanchonete e coma pelo menos uns duzentos pãezinhos. De sobremesa? Tente a loja do melhor bolo de chocolate do mundo (Oscar Freire, 125), que tem mesmo esse nome nada modesto. IN-CRÍ-VEL.

À noite, opções não faltam. Estive no Ritz do Itaim ( Rua Jerônimo da Veiga, 141), um clássico do hype paulistano. Não saia da cidade sem comer o bolinho de arroz de lá ou um dos hambúrgueres. As massas também funcionam bem. O melhor? A conta não virá exorbitante, a não ser que você abuse das caipirinhas de vodka importada como eu fiz. Aí sim, o céu é o limite. O Shaya, novo empreendimento japonês da Rua Amauri (no número 282) é o novo ponto de encontro dos ricos e bem nascidos da cidade. Eu não curto comida japoneses, portanto, só fiz presença vip no restaurante decorado por Marcelo Rosenbaun. Mas os drinks de saquê são sensacionais. Confesso que a escadinha da saída quase me matou após tantos saquês. O Figa, logo ali ao lado é pequeno mas funciona bem com ótimo serviço, mesmo lotado. Amo a Revistaria da Amauri e o Starbucks cura qualquer ressaca. Por conta da minha internação no prédio da Bienal, no Parque do Ibirapuera, onde estive cobrindo a SPFW, o meu bandejão era o charmoso restaurante do MAM, que fica logo ao lado da Bienal. O preço é fixo e você pode comer o quanto quiser. A apresentação dos pratos é super honesta e uma delícia também.

Na Faap, recomendo o imperdível Hamlet de Wagner Moura, minha única programação off-São Paulo Fashion Week que me foi permitida.





Buenos Aires por uma insider - Sushi

20 06 2008

Osaka

Por Anna Carolina Nogueira

Pelo menos uma vez por semana eu como sushi em Buenos Aires, então, nesse tópico sou quase perita. Apelando para um delivery preguiçoso ou colocando os pés nas ruas frias, já provei muitos japas dessa cidade, e aqui está todo o conhecimento que adquiri:

Já indiquei o Sushiclub aqui, e ele continua muito bem posicionado na minha lista de preferidos, com alguns rolls diferentes e deliciosos como o criollo, o Buenos Aires roll e o SC roll. O combinado de salmão de 75 peças dá legal para três pessoas e fica mais barato que o sushi libre - que custa cerca de 100 pesos. Eles tem restaurantes em Puerto Madero, Recoleta e Las Cañitas, sendo que há uma pequena diferença no preço do primeiro, pois alguém tem que pagar a diferença do altíssimo aluguel de Puerto Madero, né.

Outro que recomendo é o Azul Profundo, que apesar de nunca ter ido, sempre peço o delivery e nunca me decepcionaram. Uma vez fui infiel e liguei para o Dashi, pois era, aparentemente, o único que tinha hot philadelphia na carta. Aquilo nada tinha que ver com o hot philadelphia e o salmon skin estava terrível, además de mais caro que o Azul Profundo.

O sushi libre - all you can eat - mais barato que encontrei foi o do Itamae Sushi, e confesso que demorei um pouco a admitir que era ruim. Além de suas peças terem arroz demais, as opções são muito limitadas. Não vale. Além do mais, não funciona como os rodízios brasileiros onde você marca quais e quantas peças deseja. Eles montam a tábua com  algumas variedades e você repete quantas vezes quiser.

Sushi tem aquela característica de amor ou ódio, e sempre corremos o risco do companheiro de viagem ser do grupo que odeia a simples idéia de mastigar um peixe cru, esperando da Argentina toda a carne vermelha que puder comer. Para agradar a todos, existem aqueles restaurantes que, apesar de não terem como foco o Japão, oferecem suas delícias no menu. Um destes é o Baez, na rua com o mesmo nome, em Las Cañitas. Dá pra comer um belo combinado enquanto seu amiguinho consome um medallón de lomo. Outra opção é o Ásia de Cuba, que abre para almoço e jantar, mas depois de uma hora da manhã parte das mesas são retiradas e o restaurante se torna boate. O restaurante é belíssimo e tem opções japas no cardápio convivendo em harmonia com bois e galinhas.

Voltando ao topo da lista, o primeiro lugar fica com o Libélula. Bem menos conhecido que os demais, ele ganha de lavada essa disputa. Dá pra comer sem questionar o que, porque tudo é divino, inclusive o peixe branco que eu raramente aceitaria no meu combinado. Lá o peixe branco é incrível, o salmão, os rolls, niguiris, sashimis, makis, tudo! O lugar é pequeno e escondido, o que me fez aumentar ainda sua pontuação, além do Nouvelle Vague que estava no som. Cada peça é um orgasmo.

O Libélula fica na Lafnur 3268, pertíssimo da Libertador, e é um japa peruano. Os japas peruanos sempre me proporcionaram muita alegria, e foi isso que me levou a ligar para o Osaka, além da fama que tem de ser o melhor dos melhores daqui - o Osaka também tem o toque peruano. Esperando já colocar aqui o resultado sobre o melhor dos melhores, qual foi minha surpresa? Tipos que dia 24 de Junho eu conto quem ficou com o primeiro lugar na disputa. Parece que a fama do Osaka é tanta que até lá eles não tem uma mesinha disponível para a minha pessoa. Quem sou eu na noite porteña pra achar que posso fazer reservas apenas com 5 dias de antecedência, né? Se você conseguir uma mesa, só em cash ou american express.

Sushiclub:
Alicia Moreau de Justo 286 - Puerto Madero
Av. del Libertador 15266
Báez 268 - Las Cañitas

Azul Profundo
Av. Del Libertador 310 - Ciudad de Buenos Aires
Tel: 4312-2910

Libélula
Lafinur 3268 - Ciudad de Buenos Aires
Tel: 4803-6047

Osaka
Soler 5608 - Ciudad de Buenos Aires
Tel: 4775-6964





O Rio é lindo, mas caro

16 06 2008

Eu sempre desconfiei disso, mas o Rio, realmente, é uma cidade caríssima para se viver. Mais até do que a inflacionadíssima Manhattan. A conclusão veio a partir da pesquisa realizada pela Organização Eca International que criou um ranking das cidades mais caras do mundo. Levou-se em conta 128 itens de consumo e serviços, em mais de 370 cidades mundo a fora. Sabem qual foi a escolhida como A mais cara do mundo? Luanda, em Angola, seguida por Oslo e Stavanger, ambas na Noruega; Copenhague, na Dinamarca; e Moscou, na Rússia.

O Rio ficou como a mais cara das Américas e em 66º na lista mundial, Brasília ficou em 74º e São Paulo em 78º.

Fonte: Msn





14 06 2008

A Gol voltou com sua promoção de passagens a um real. Só vale para compras neste fim de semana e vôos saindo até dia 26. Tem uns preços ótimos. www.voegol.com.br





Visto inglês, again?

14 06 2008

Os turistas brasileiros estão prestes a perder a regalia de não-exigência de visto de entrada para visitas de até seis meses no Reino Unido. Em matéria publicada no Financial Times no dia 12 de Junho o anúncio de que o governo britânico dará um ultimato às autoridades brasileiras e de mais 10 países africanos, asiáticos e latino-americanos caiu como um balde de água fria.

O governo britânico diz que os imigrantes estão perdendo a linha e cometendo abusos : permanecendo no país além do tempo permitido, falsificando documentos, entre outros crimes, incluindo o tráfico de drogas. Os países identificados são o Brasil, África do Sul, Malásia, Botsuana, Bolívia, Venezuela, Trinidad e Tobago, Maurício, Lesoto, Namíbia e Suazilândia





Novas linhas

13 06 2008

Até o fim do ano três novas rotas internacionais serão operadas pela Tam. A primeira a entrar em atividade será a Rio-Miami a partir de 15 de setembro. Em outubro, começa a operar o trecho São Paulo - Lima e até o fim do ano, enfim, Rio-NYC.





Santiago é uma beleza

13 06 2008

Meu irmão pediu, eu obedeço. Ele está indo para o Chile e quer saber o que rola de bom no eixo estação de esqui-Santiago.

A temporada de esqui está para começar no nosso vizinho Chile e, portanto, hora de falarmos sobre o tema. Bariloche? Só se você for marinheiro de primeira viagem. Nos arredores de Santiago são quatro os principais centros para a prática do esporte sobre a neve. Os mais famosos e sofisticados - caros, portanto - são Valle Nevado e Portillo.

Ski Portillo fica a cerca de 150 Km de Santiago, no caminho para Mendoza e de tão boa qualidade de suas instalações é o único lugar da América do Sul que já recebeu o Campeonato Mundial de esqui. Foi lá, inclusive, que foi batido o record mundial de velocidade. Valle Nevado é o dos ricos e famosos. Localizado a 44KM de Santiago e inaugurado em 1988 o conglomerado é super exclusivo e se restringe a três hotéis - de 5, 4 e três estrelas - com capacidade para abrigar 800 pessoas por vez. O suficiente para não causar grandes engarrafamentos nas pistas.

Nas redondezas também se encontra a pista com a neve de melhor qualidade da América do Sul, em El Colorado. Famoso por suas opções seguras para todas as práticas esportivas sobre a nove e a poucos quilômetros de Santiago, El Colorado vem se transformado em parada certa de quem procura por um clima familiar e diversão diurna em terras chilenas.

Entre o Valle Nevado e El Colorado, fica La Parva. a pouco mais de 50Km de Santiago com 800 hectares de área, 20 pistas e 14 teleféricos é garantia de conforto e tranquilidade para esquiar.

Indo para o Sul do país, a principal estação é Pucón, localizada aos pés do vulcão Villarica e em frente ao lago de mesmo nome. Portanto, se você quer um visual de tirar o fôlego, Pucón é a pedida. O melhor de tudo é que além de poder esquiar, o complexo te oferece visitas ao vulcão, rafting e caminhadas em direção às piscinas de água termal e cachoeiras. Excelente, não?

Outra boa opção é Termas de Chillán que permanece aberta durante todo o ano. Como estação de esqui no inverno e spa resort no verão. É lá também que fica localizada a Las Três Marias, pista mais longa da América do Sul.

Mas qualquer viagem em busca da neve chilena deve reservar ao menos dois, três dias para desvendar o segredo dos chilenos em sua capital, Santiago. Organizadíssima, limpíssima e educadíssima, Santiago é um exemplo para nós latinos tão barulhentos e jogadores de lixo em locais públicos. Tudo funciona como deveria funcionar. Tirando a poluição do ar, claro, que por conta das Cordilheiras não consegue se dissipar e fica por ali, pairando sobre as cabeças chilenas.

Santiago, turisticamente, é facílima de conhecer. Tudo pode ser percorrido à pé ou, no máximo, pelo seu belo sistema de transporte coletivo. São quatro linhas de metrô que cobrem os principais pontos da cidade. Com 6 milhões de habitantes, Santiago, sozinha, é responsável por ser a casa de 36% da população chilena, não é uma loucura? De acordo com o Wikipedia: “Com aproximadamente duas décadas de crescimento ininterrupto, Santiago se tornou uma das mais modernas áreas metropolitanas da América Latina, com um extenso desenvolvimento suburbano, dezenas de shopping’s e uma impressionante arquitetura moderna (futurista)”, portanto, em Santiago a graça é observar a história e o futuro, juntos.

A melhor coisa para se fazer em Santiago é caminhar e se deixar surpreender pelo que o cidade pode lhe proporcionar. Que tal começar pelo Palacio de La Moneda, assistir a troca da guarda e depois visitar no subsolo o Centro Cultural? O Palácio, que é sede do Governo Nacional, está para os chilenos como Brasília está para nós e o Museu recém-inaugurado em seu subterrâneo é um must-see para entender melhor a essência do país e admirar belas artes de pintores latinos.

Depois, uma boa opção é almoçar no Mercado Central, onde restaurantes de frutos do mar são a tônica com todos os ingredientes bem frescos e bem cuidados. O prédio, por si só, já valeria a visita. Construído com inspiração art-nouveau, data de 1800 e inicialmente seria ocupado por uma estação de trem. Um charme. Por falar em prédio charmoso, o prédio do Teatro Municipal também é imperdível. Sabe quem deu pitacos no desenho? Charles Garnier, o mesmo criador da ópera Parisiense.

Outro must see é o parque Cerro Santa Lucia. O parque é famoso por ficar encravado sobre uma formação rochosa que se eleva a 70m de altura. Lá do alto você tem uma vista linda da cidade. Ótimo para fotos. Ali nas redondezas ficam ótimos museus, como o HIstórico Nacional e o de Arte Pré-Colombiana. É só descer na estação Universida de Chile, Linha 1, Vermelha e caminhar.

Depois, parta para o bairro de BellaVista, onde fica o complexo gastronômico BordeRio, com dezenas de opções incriveis para um bom jantar ou um revigorante almoço. Por lá também fica a casa onde morou o escritor Pablo Neruda. Para quem gosta de literatura, há um museu com artigos pessoais de Neruda. É bem tocante.

Outra boa opção para um jantar mais bem servido e com mais tempo é o novo restaurante Mestizo, que fica na Av. Bicentenario, 4050. O lugar é encantador, com vista para o parque bicentenário, no meio de árvores, quase um recanto dentro de Santiago. Nos fundos há um laguinho com cisnes negros, que tal?. A comida é excelente mas o serviço deixa um pouco a desejar. Lento e confuso, mas nada que vá arruinar sua paciência aleatória.

Outro restaurante cool de Santiago é o Amorio, que fica na Rua Constituicon, 181, no bairro da Providência. De paredes de tijolo aparente e bastante elegância é um lugar para se comer com prazer. Ótimo tanto para um drink, no lounge do segundo andar, quanto para um jantar mais impressionante. Ótimo também para ver e ser visto, pois o povo mais cool da cidade não perde um bom papo em suas mesas. Por ali também fica o Bar Liguria, que funciona em dois endereços: Luis Thayer Ojeda 019  Av. Providencia 1373. Recomendado para quem quer beber bem, comer se der fome e se divertir bastante com os locais. Aberto até as 2 da manhã durante a semana e até as 5 no fim de semana. Fecha aos domingos, como tudo em Santiago.  Para uma coisa mais chiquezinha, tente o Bar Yellow, General Flores 47.

Bellavista, é onde os points de Santiago têm mais tradição. Tipo o baixo Leblon de lá, onde todo mundo sabe que vai se encontrar.  Santo Remedio, Roman Díaz 152, é onde você vai encontrar uma das melhores atmosferas da cidade e é um dos únicos, se não o único, bar aberto aos domingos. Na verdade, o que a gente chama de bar em Santiago não funciona muito. O que se vê por lá são casas que funcionam como restaurantes durante o dia e bares durante a noite, raras vezes você vai encontrar um balcão clássico. Mas é assim que eles se divertem, o que impossibilita um pouco a interação. Mas vale para observar e, porque não, puxar um papinho? Para uma jogação mesmo, em boates e afins, a boa é o La Feria, Constitución 275, instalado num teatro antigo, se você não gostar da música, pelo menos conheceu o teatro, que é uma graça. Outra boa opção é o Galpón 9, também conhecido como La casa Pub onde rolam umas apresentações de bandas locais, pista de dança e bar em si. Ali por perto fica a Biarro Suécia, e assim, por mais que tentem te fazer acreditar que é um bom lugar para se ir, não perca seu tempo. É meio perigoso à noite, para começar, e por ali você só vai encontrar arruaceiros, bêbados, loucos para arrumar confusão. Evite fortemente.

Outro lugar excelente para se perder umas boas horas bebendo e caminhando é a região de Lastarria. Por ali fica o Mavi, Museu de Artes VIsuais e a Plaza Mulato Gil, onde rola uma feira de antiguidades todo fim do dia. Ótimo escolher um dos cafés ou restaurantes das redondezas e ficar observando a vida passar. Tente o Café Abarzua, na Merced 337, ou o Café Bohemia, na Rosal 386. O dono deste último é um brasileiro, chamado Bento, ótimo de papo. Para algo mais etílico, tente o Berri Bar, na Rosal 321. O dono, um ex-antiquário, decorou no melhor estilo antiguinho e a frequencia é de jovens de 20 a 30 anos, o que dá um bom contraste de gerações.

Para uma noite mais animada, tente o Dominga, que tem um terraço bem charmoso. Por lá você pode janar, beber e ficar para dançar. Sempre rolam uns djs no terraço e a galera é bem jovem. Meio carinho, mas enfim, é a vida. Fica em Las Condes, uma área repleta de bons bares e clubs. Por ali fica um dos melhores restaurantes de comida asiática da cidade, o Akarana, na Reyes Lavalle 3310.

Para alta gastronomia, Astrid&Gaston é a solução. Cozinha inventiva de primeiríssima qualidade, pratos inenerráveis e ambiente super bem cuidado. Recomendadíssimo, muitos dizem que é o melhor restaurante de Santiago.

Enfim, você ainda pode tentar o bairro Bellas Artes, onde durante o dia você pode conferir o Museu de Belas Artes e à noite se jogar nos diversos pubs, bares e clubs da região em um clima mais bohemio, sem carão, sem afetação ou pose. Enfim, opção não falta na capital chilena e como é tudo bem fácil de se acessar a boa é pular de bar em bar, de club em club até achar algo que te faça feliz de verdade. Tenho certeza que não vai ser difícil.





Buenos Aires por uma insider - Apostas

11 06 2008

Por Anna Carolina Nogueira

Logo que cheguei ao cassino de Puerto Madero já fiquei animada com todas as luzes e o estacionamento cheio, dividido por naipes de baralho. O inverno de Puerto Madero demanda casacos enormes, então se informe sobre onde deixar seu casaco logo na entrada. O restaurante do local é aconchegante e bem quentinho e, apesar de só ter tomado um café, ouvi dizer que a comida é bem gostosa.

O cassino é dividido por classes. A pobreza fica no subsolo, enquanto o andar mais alto é para a classe A, sendo o valor mínimo para a roleta 10 doláres - é lá que ficam os gringos endinheirados caso alguém pretenda aplicar o golpe do baú. Na classe média, que fica no piso abaixo desse, aceitam 10 pesos mesmo como aposta mínima, enquanto na pobreza do subsolo dá pra jogar com 5 pesos. Já dá pra concluir que o subsolo fica lotado de gente em volta das mesas e cigarros por todos os lados.

Poker, blackjack, roleta, máquinas, dados e mais alguns jogos que desconheço. Cabeças brancas por todos os lados. Interação quase nula. A interação ali é com o vício, quando se começa a jogar o dinheiro é secundário, o que vale são aqueles segundos antes da roleta parar de girar… uma delícia. O povo vai perdendo a casa e a sogra e a minha dica é seguir reto para o bar, porque ali você perde dinheiro mas ganha algo em troca, só tem que tomar cuidado pra não encarnar o “quando bebo sou rico” e perder a casa você também apostando tudo no sete. Não importa em qual classe você joga, o preço da bebida é o mesmo em todos os bares, então a sugestão é subir de classe porque no andar mais vazio o bartender está mais livre para caprichar no seu drink. A tequila sunrise é deliciosa e vale muito os 17 pesos. Cartões só visa e master.